Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)

Questão de Ordem

Comenta a importância de se investigar o assassinato de Marielle Franco, assim como do prefeito Celso Daniel e a tentativa de assassinato do presidente Jair Bolsonaro. Comenta massacre ocorrido em escola do Município de Suzano (SP) e defende o porte de armas.
Reunião 16ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 16/03/2019
Página 31, Coluna 1
Assunto SEGURANÇA PÚBLICA.

16ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 14/3/2019

Palavras do deputado Bruno Engler

O deputado Bruno Engler – Dentro do que vem sendo falado, eu gostaria de ressaltar aqui que eu acho que temos de descobrir, sim, quem matou Marielle. Acho louvável que a Polícia Civil do Rio de Janeiro tenha apontado responsáveis. E, caso eles sejam culpados, espero que sejam punidos com bastante rigor, que é o que eu sempre defendi, o que a maioria dos que caminham comigo sempre defendeu: que todos os criminosos sejam punidos com rigor. E, como foi levantado por outros colegas, é preciso que a gente cobre essa efetividade para todo mundo que é assassinado, para o policial militar que é assassinado e para qualquer um. Mas o caso da Marielle é atípico por se tratar de um assassinato político que chama a atenção. Já tivemos, em nosso país, como foi citado aqui, o caso do prefeito Celso Daniel, que até hoje não se apontou quem foi o mandante do seu assassinato; houve a tentativa de assassinato do presidente da República, Jair Bolsonaro, e também ainda não sabemos quem mandou o Adélio dar aquela facada em Bolsonaro. Acho que todas essas perguntas têm de ser respondidas, e clamo por investigação em todos os casos. Quero falar aqui também da questão do massacre de ontem, em Suzano, um episódio lamentável. Primeiramente, quero estender a minha solidariedade às famílias das vítimas e rogar a Deus para que cuide da alma dessas crianças e dos professores e conforte as famílias. Ontem, logo após o ocorrido, vários políticos fizeram discurso em cima do fato, um discurso contra as armas, contra o armamento, querendo dizer que isso era consequência das armas. Eu acho isso uma coisa muito irresponsável e leviana. Entre os diversos comentários, falou-se que, dando acesso às armas, esse tipo de coisa aconteceria. Olhem, eram dois menores de idade, que não poderiam ter acesso às armas e que portavam armas ilegais. Ouvi conversas também de que isso era algo como o que ocorre nos Estados Unidos, que nós estamos tentando trazer uma política de armas dos Estados Unidos, e que vamos trazer essa realidade para o Brasil. O que ninguém falou é que mais de 90% dos assassinatos em massa nos Estados Unidos ocorrem nas gun free zones, ou seja, nas zonas livres de armas, onde ninguém pode estar armado, como escolas, igrejas. É nesses lugares que ocorrem os ataques nos Estados Unidos, justamente por não haver ninguém armado para se defender. Vimos um bandido armado no ano passado atacar uma escola no dia das mães, e vimos uma pessoa de bem armada, a Cb. Sastre, conseguir defender as outras mães e as outras crianças, fazendo uso da arma de fogo para o bem. Porque a arma de fogo legal, na mão do cidadão de bem, não é um instrumento para fazer o mal, mas é um instrumento de defesa. Então, penso que devemos ter calma se quisermos fazer um debate a respeito das armas no Brasil, deve ser um debate sério, trazendo os dados, e não tentar se valer de uma comoção nacional, de um atentado covarde para criminalizar as armas, em vez de apontar o dedo para os culpados.