DEPUTADO BRUNO ENGLER (PSL)
Questão de Ordem
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 09/02/2019
Página 3, Coluna 1
Assunto ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (ALMG). CALAMIDADE PÚBLICA. COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO (CPI). MEIO AMBIENTE. MINERAÇÃO. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.
3ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 7/2/2019
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Boa tarde, Sr. Presidente. Eu havia preparado um discurso, porque estava inscrito no Grande Expediente para falar por 15 minutos. Vou tentar ser breve para atender o prazo de 5 minutos. Primeiramente, quero agradecer a cada um dos 120.252 eleitores que me colocaram aqui e ao Nosso Senhor Jesus Cristo pela oportunidade de estar, hoje, levantando uma voz à direita, nesta Assembleia. Isso se faz muito necessário para fazermos um contraponto ao status quo estabelecido, muitas vezes, na política, e que incomoda a população. Não poderia começar a falar aqui sem falar da tragédia criminosa ocorrida em Brumadinho. Precisamos descobrir o que aconteceu ali. Estão rodando agora, nas redes sociais, posts e fotos falando que a bancada do PSL não assinou a CPI. Assinei duas proposições de CPI nesta Casa: uma do deputado Sargento Rodrigues e outra do deputado Doutor Wilson Batista. A CPI do deputado Sargento Rodrigues é a que vai ser instaurada, porque tem 74 assinaturas. É quase uma unanimidade na Casa, mostrando o compromisso dos deputados estaduais com a resolução desse crime e com a punição dos culpados. Não podemos deixar acontecer como em Mariana: mais de três anos depois não tem um preso e ainda há indenizações a pagar. Sobre essa questão de dizerem que a bancada do PSL não assina, confesso que fiquei surpreso quando vi na imprensa ontem que a bancada do PT estaria boicotando a CPI em Brasília, no Congresso Nacional. Fiquei em dúvida se essa informação seria verdadeira. Hoje em dia é difícil confiar na mídia. Tive de ligar para o meu deputado federal, Cabo Junio Amaral, que disse: “Aqui na CPI de Brasília só há duas assinaturas do PT: uma do Pará e outra de Goiás. Nenhum deputado federal do PT de Minas Gerais assinou a CPI em Brasília”. É preciso CPI em Brasília também. Faço até um apelo aos colegas do partido que dialoguem com a bancada federal, pois a gente precisa disso. E o posicionamento aqui tem sido muito firme, cada um com a sua opinião, mas todos com o mesmo discurso coeso de que precisamos, sim, chegar ao fundo dessa questão, independente do partido de quem sobe à tribuna para falar. No pouco tempo que me resta, gostaria de parabenizar a juíza Gabriela Harter pela condução do processo criminal do ex-presidente Lula. Eu tenho 21 anos e cresci num país de impunidade, onde os poderosos não iam presos, onde corrupção era um crime impune. E hoje temos na Lava Jato a esperança de que a corrupção seja punida e os poderosos sejam colocados na cadeia. Então parabenizo a juíza Gabriela pela coragem na condução do processo. Parabenizo também o atual ministro da Justiça, Dr. Sérgio Moro, que foi fundamental para o sucesso da Lava Jato e que hoje, na condição de ministro, poderá fazer muito mais pelo combate ao crime e à corrupção, vide o pacote anticrime que apresentou em menos de um mês como ministro. Quero desejar melhoras ao nosso presidente da República, para que possa voltar à plenitude de suas funções. Ver hoje o presidente Jair Bolsonaro despachando de uma cama de hospital só mostra a dedicação e o compromisso que esse homem tem para com o nosso país e o sentido de dever que tem para com a Pátria desde o tempo de exército, que não é diferente na Presidência da República. Mas sabemos que o lugar dele é no Palácio do Planalto, saudável, com a plenitude de suas funções. Então fica aqui o meu desejo para uma rápida e excelente recuperação ao nosso presidente. Como me resta só 1 minuto, gostaria também de fazer uma crítica a um assunto que vem sendo comentado na mídia: a ex-presidente Dilma está pleiteando uma pensão de R$10.700,00, por ter sido perseguida no regime militar. O que ninguém menciona é que a ex-presidente Dilma participava de três organizações terroristas durante o regime militar: Colina, VPR e VAR-Palmares. Quero dar o nome das 15 pessoas assassinadas por esses três grupos, que são mortes que o Brasil não chora, mortes tratadas como heroicas, de pessoas que foram assassinadas por uma guerrilha comunista que queria implantar uma ditadura do proletariado no Brasil e que são tratadas como esquecidas da história, figurantes de atos heroicos de assassinos que queriam implantar uma ditadura comunista no Brasil. Os assassinados pela VPR são: Sd. Mário Kozel Filho, do Exército; Noel de Oliveira Ramos, civil do Rio de Janeiro; Charles Rodney Chandler, capitão do Exército dos Estados Unidos; Estanislau Ignácio Correia, civil de São Paulo; Orlando Pinto da Silva, guarda-civil de São Paulo; Garibaldo de Queiroz, soldado da PM de São Paulo; Hélio de Carvalho Araújo, agente da Polícia Federal do Rio de Janeiro; e Sílvio Nunes Alves, bancário do Rio de Janeiro. Assassinados pela VAR-Palmares: Cidelino Palmeiras do Nascimento, motorista de táxi do Rio de Janeiro; Aparecido dos Santos de Oliveira, soldado da PM de São Paulo; José do Amaral, suboficial da reserva da Marinha; David A. Cuthberg, marinheiro inglês no Rio de Janeiro; e Sílvio Nunes Alves, bancário do Rio de Janeiro, cujo nome aparece duas vezes, pois foi morto numa ação conjunta composta por dois grupos. Assassinados pelo Colina: José Antunes Ferreira, guarda-civil de Belo Horizonte; Edward Ernest Tito Otto Maximilian von Westernhagen, major do Exército alemão; e Wenceslau Ramalho Leite, civil do Rio de Janeiro. Como ainda tenho muito a falar, vou me inscrever para o próximo Grande Expediente e, em respeito ao Regimento Interno da Casa, encerro aqui a minha fala. Brasil acima de tudo! Deus acima de todos! Muito obrigado.