Pronunciamentos

DEPUTADO ALENCAR DA SILVEIRA JR (PDT)

Questão de Ordem

Critica a obstrução dos trabalhos pela oposição e defende a reforma política do País com coincidência de eleições para os três níveis de governo.
Reunião 80ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 17ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 20/12/2014
Página 20, Coluna 1
Assunto (ALMG). ELEIÇÕES.

80ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 17ª LEGISLATURA, EM 18/12/2014

Palavras do deputado Alencar da Silveira Jr.


O deputado Alencar da Silveira Jr. - Primeiramente, Sr. Presidente, gostaria de dizer que, quando o João Leite ainda estava jogando no gol do Atlético, tomando aqueles peruzinhos que ele tomava sempre, a gente já estava na política, fazendo uma política séria. Já tenho 26 anos de vida pública. Estou vendo hoje, com a paralisação dos trabalhos desta Casa... Não é só vergonha, não, é uma armação muito grande para o que vai acontecer no próximo ano. Quero só lembrar uma coisa: não se vota nada nesta Casa, não se vota o orçamento para o próximo ano, e o reajuste da Polícia Civil, por exemplo, que é de 15%, em março do próximo ano, não será concedido porque o governador vai alegar que não tem orçamento. Nenhuma categoria em Minas Gerais vai poder ter reajuste durante o ano que vem, porque não existe orçamento. O governador vai governar com duodécimos. Obras poderão ficar paralisadas porque não existe orçamento, deputado João Leite. Então o que estamos vendo, com a paralisação desta Casa, é o que vai acontecer no próximo ano. Vai cair nas costas dos deputados que aqui estão que o governo não está agindo porque nós não votamos o orçamento do Estado. Isso é mais grave do que todas as conversas que estamos tendo. Não tenho bola de cristal, mas posso garantir que o que vai passar para a opinião pública no próximo ano é isso. Nesta Casa têm de serem votados projetos importantes de deputados, projetos que vão fazer justiça e atender categorias que estão esperando há mais tempo. Isso vai acontecer. Então peço a cada um dos companheiros que vão ficar aqui no próximo ano, oposição ou governo, que compareçam ao Plenário e façam a sua parte. Agora é importante tentarmos concluir os trabalhos deste ano. Aí dizem o seguinte: a Casa parou desde junho. Volto a dizer, bato nessa tecla há oito anos, está na hora de unificar a eleição. Em ano de eleição ninguém trabalha nesta Casa. Perdemos seis meses. Em ano de eleição municipal esta Casa para, porque estamos nas bases para eleger os prefeitos e os vereadores. Está na hora de unificar, e unificar agora as eleições. Está na hora de pensarmos que não podemos mais ter eleições de dois em dois anos. Vamos fazer uma reforma. Vamos cobrar as reformas necessárias no Congresso Nacional. Para finalizar, quero deixar, mais uma vez, a minha descrença em relação à justiça desportiva deste país. Hoje, pela manhã, estivemos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Rio de Janeiro, que decidiu sobre o caso da Série B do futebol, o caso do Icasa. Pela primeira vez na história do Brasil, um time sai de um julgamento, depois de entrar na justiça comum, sem punição nenhuma. O que me deixa mais assustado é o envolvimento do futuro vice-presidente da CBF, que ontem, pelo Twitter, deixou claro que nada iria acontecer no julgamento de hoje. Tudo que aconteceu foi antecipado por ele ontem, presidente. Aí vemos a seriedade desse juiz.