DEPUTADO DINIS PINHEIRO (PP), Presidente.
Discurso
Legislatura 17ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 21/11/2014
Página 12, Coluna 1
Assunto CALENDÁRIO. HOMENAGEM.
Aparteante Nelson José Lombardi.
Normas citadas LEI nº 20470, de 2012
59ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 17ª LEGISLATURA, EM 18/11/2014
Palavras do presidente (deputado Dinis Pinheiro)
O presidente (deputado Dinis Pinheiro) - Exma. Sra. secretária de Estado de Cultura e membro da comissão curadora responsável pela agenda de comemorações do bicentenário de morte de Aleijadinho, Eliane Parreiras, que nos brindou com uma linda manifestação, representando o fraterno amigo, governador Alberto Pinto Coelho. Obrigado, Eliane, pelo carinho, pela sensibilidade e parceria. Obrigado, obrigado. Exma. Sra. defensora pública-geral do Estado de Minas Gerais, amiga Christiane, meus singelos agradecimentos. Exmo. Sr. presidente da Associação dos Magistrados Mineiros, amigo e irmão – permita-me assim chamá-lo –, desembargador Herbert Carneiro. É uma honra enorme tê-lo nesta Casa; Exmo. Sr. coordenador da Promotoria de Defesa do Patrimônio Histórico, Cultural e Turístico de Minas Gerais, combativo e atuante promotor de justiça, Marcos Paulo, membro da comissão curadora responsável pela agenda de comemorações do bicentenário de morte do Aleijadinho; excelentíssimo deputado Elismar Prado, presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa, essa jovem liderança – fraterno amigo, relator do projeto de lei que se traduziu neste momento maior da nossa história, da nossa cultura e da nossa arte. Obrigado pelo trabalho, empenho e engajamento. Enfim, Elismar Prado é uma figura muito presente nesta Assembleia, cada dia mais altiva; Sr. Marconi da Silva Leal, diretor-vice-presidente de tecnologia da Casa da Moeda do Brasil – muito grato pelo carinho e pela ternura. Perdão, quase que com martelo machuco o seu dedo ali. Muito grato pela colaboração imensurável; Sr. Roney Alves Horta, assessor da Diretoria dos Correios, representando o estimado amigo Pedro Amengol – obrigado, Roney. Estenda os nossos agradecimentos. A empresa Correios é sempre parceira, sempre abraçando as causas de Minas; amigo Antônio Padovezi, diretor do Departamento de Ferrosos da Região Sudeste da Vale - ele tem um coração imenso e extremamente generoso, mas supereconômico e austero à frente dessa pujante Vale. Como se vê, é austero e econômico no seu pronunciamento; Sra. Maria Olívia de Castro e Oliveira, secretária adjunta de Cultura de Minas Gerais; Sra. Cristina Ávila, muito obrigado por tudo, pela história fecunda, pela família, pela luz, pelo sorriso, pelo encantamento nessa obra imortal que se chama Aleijadinho, autora dos textos do livro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho: artista síntese – obrigado mesmo, Cristina; Sr. Márcio Carvalho, autor das fotografias do livro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho: artista síntese; O nosso agradecimento a esse grande mineiro, notável administrador, Ângelo Oswaldo, presidente do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram – e membro da comissão curadora responsável pela agenda de comemorações do bicentenário de morte de Aleijadinho. É uma alegria enorme revê-lo. Quero saudar aquela menina ali, que brilhou – chamei a atenção da Maria Elvira dizendo: perdeu -, essa luz brilhante, mente privilegiada, intelecto realmente diferenciado, aquela menina que se chama Ângela Gutierrez. Obrigado, Ângela, por abraçar Minas com tanto afinco, com tanto vigor e com amor. Obrigado mesmo.
Quero saudar aqui o Coral Cidade dos Profetas, lindo e encantador. Minas aplaude, de forma elevada, essa manifestação artística tão encantadora; o secretário José Geraldo, essa mente rara que tem participado desta Assembleia, protagonista de tantas transformações, mas que hoje está emprestado à Secretaria de Estado de Saúde. Obrigado, José Geraldo, pela presença. Quero saudar todos os servidores na figura do amigo Eduardo, diretor-geral; as mulheres, na figura da Maria Elvira. Já estava com saudades de você. Viajou e retornou neste momento mágico de Minas Gerais. Saudar o ex-deputado Amílcar Martins, sempre presente. Permitam-me aqui, na voz do coração, saudar as deputadas Luzia Ferreira e Liza Prado, essas mulheres guerreiras, destemidas, que incansavelmente trabalham por esta Casa, pelos mineiros, pelas mineiras. Quero abraçar aqui aquele amigo, irmão, líder, mestre e professor, Dalmo Ribeiro Silva. É uma alegria, Dalmo, que, consagrado e de forma exuberante pelos mineiros, retorna a esta Casa para brilhar ainda mais e enaltecer a Assembleia Legislativa. Quero saudar cada um de vocês, senhoras, senhores, os jovens. Quero abraçar aqui prefeitos, vereadores, o nosso amigo Cristiano, tantas lideranças, tantos mineiros, tantas mineiras, a imprensa presente.
Ainda estou a pensar, ainda estou a meditar aqui. Permitam-me; não sei se sigo esse rito formal aqui, Maria Elvira, ou se percorro aquele caminho da ousadia. Dinis Pinheiro é um pouco ousado, muitas vezes carrega o atrevimento nas suas missões. Creio que todos aqui já tiveram oportunidade de se pronunciar com muita sobriedade, com muita inteligência, com muita profundidade. Creio que neste instante posso falar um pouquinho, com leves palavras, com a voz do coração. Assim sendo, haverei de dispensar essa formalidade, aliás, um discurso muito bem construído. Mas esse momento é tão leve, ele mexe com o coração, ele mexe, Elismar, com a alma da gente. Eu digo que Minas já me deu tantas coisas boas e meu coração tem vivenciado, realmente, momentos espetaculares. Eu digo que a área cultural a gente tem abraçado de forma tão robusta, com tanto vigor, e tanta coisa boa nós temos a oportunidade de compartilhar com vocês, com Minas, com os mineiros.
Relembro aqui uma mulher guerreira. Quando assumi a Presidência da Assembleia, ela chegou até mim com aquele sorriso encantador e disse: “Presidente...”. Eu disse: “Me chame de Dinis”. “Presidente, eu tenho um sonho. O meu sonho é que pudesse fazer a transposição daquele mural, daquela bela peça histórica e cultural, para um local público”. Essa mulher se chama Yara Tupinambá. Eu a atendi, porque cabe a mim, como empregado dos mineiros, cumprir o meu dever. Era algo difícil, mas depois de um ano nós conseguimos e hoje esta linda peça está ali, aos olhos de cada um de nós, encantando o coração dos mineiros nesse espaço público.
Vendo há pouco o artista Leo Santana, eu relembro aqui um dos momentos de maior emoção no meu coração, mas acho também que no coração dos servidores desta Casa, dos mineiros e das mineiras, quando fizemos aqui uma homenagem às famílias doadoras de órgãos. Naquele momento, moças, moços, pais vieram aqui trazendo a sua lágrima, a sua saudade e, acima de tudo, trazendo a sua esperança na construção de uma vida melhor. E aqui, esse artista, desde aquele momento, pegou a mãozinha dele e a sua mente e foi fazendo sua obra mágica; e hoje se encontra, ali, na Praça da Assembleia, esse grande monumento. Com uma homenagem aos doadores de órgãos, evidentemente, estimula-se o cuidado com a vida, estimula-se aquilo que a gente busca incansavelmente na missão de cada um de nós, para que cada um possa exercitar a força, Cristiana, da solidariedade generosa. E hoje esse monumento fica estimulando, instigando cada um de nós a ser melhor, a ser bondoso, a ser generoso, a se cuidar, a cuidar da vida do próximo, da vida do semelhante.
Eu relembro aqui outro momento ligado à área artística, ligado à área cultural, que guardo até hoje no fundo do meu coração, amigo Dalmo, que foi a inauguração do Memorial da Assembleia, a memória de cada um de nós, a história de cada um de nós da Casa do povo, está armazenada ali hoje, sendo cultivada, sobretudo, pelos nossos jovens. Que belo momento! Eu relembro ali, justamente na entrada da Assembleia, a luminosidade sob o busto de Aleijadinho. Eu não poderia olvidar aqui a estátua de Tiradentes, a presença da liberdade e da democracia, mestra da Casa do povo. Enfim, são tantos os momentos. Eu digo, Luzia, que, realmente, nestes 20 anos de caminhada pelo Legislativo, são momentos realmente muito fortes.
Eu quero aqui, dizer a cada um de vocês, da alegria incontida de ser brindado mais uma vez com esse momento tão especial, porque não existe nada melhor, sobretudo para quem quer construir um futuro bom, um futuro promissor, um futuro de inclusão, um futuro de justiça social, do revisitar a sua história, para que cada um possa ter a consciência plena do seu passado, da sua história. Isso é fundamental para a gente escrever, amigo Walter, um futuro que possa garantir, Ângelo Oswaldo, realmente paz e prosperidade, acima de tudo, a gerações vindouras.
Este momento é mágico. A imprensa indagou-me como eu poderia traduzi-lo, e falei: toda minha palavra será pequena, será singela para traduzir este momento simbolizado por essa obra imortal que se chama Aleijadinho. Sabem o que mais quero? Que essa obra seja popularizada, que sobre ela haja luz, carinho, atenção, cuidado, porque essa obra é verdadeiramente indescritível.
Se hoje estamos respirando liberdade e democracia, muito se deve ao espírito dos Inconfidentes, ao espírito do Aleijadinho. O Aleijadinho é algo difícil de descrever, quase impossível de relatar. Todos já tivemos oportunidade de nos manifestar. Ele teve uma vida recheada de desafios, incansavelmente desafiadora. Com sua deformidade física, suplantou tudo e todos. Homem humilde, simples, singelo, de origem muito modesta, muito pacato, surpreendeu a todos e deixou a cada um de nós, por sua vida pessoal, um legado, Luísa, que tem de nos inspirar. Que cada um de nós seja responsável para valer, porque temos de honrar o seu legado, temos de dignificar a sua história e a sua vida.
A Assembleia de Minas – e digo isso com muito orgulho mesmo –, a cada dia, está identificada com o mineiro; é a Assembleia da ética, da transparência, da decência, da dignidade; é a Assembleia que cuida dos pobres, que transforma a vida dos pobres; é a Assembleia que cultiva a sua história, os seus valores, os seus princípios. É por isso que ela está fazendo leis boas; é por isso que ela abraçou causas nacionais identificadas com o povo brasileiro; é por isso que ela acabou com o 14º e o 15º salários dos deputados; é por isso que ela desbravou pelo Brasil afora a precariedade representada pela saúde pública. É muito duro, é muito difícil, não dá para ser feliz vendo um cidadão mais pobre, mais carente, sem acesso a uma boa saúde. Mesmo o Brasil tendo alçado a condição de 6ª ou 7ª economia do mundo, a sua organização social é precária; a sua educação está muito distante dos nossos sonhos; e a sua saúde está no buraco. Até os países africanos investem mais em saúde que o Brasil. Mas a Assembleia segue cumprindo o seu dever. A cada dia, ela constrói uma relação bacana, cidadã, íntima, de respeito com os mineiros, com as mineiras, com todo mundo; conversa com todos os servidores, com todos os setores da sociedade, desde os mais simples aos de melhor condição. Portanto digo a vocês que este é realmente um momento magnânimo. Aqui estamos cultivando a nossa história, revisitando o nosso passado, aplaudindo, reverenciando essa obra imortal que se chama Aleijadinho; dando o devido valor às nossas raízes históricas; enfim, a Assembleia de Minas está fazendo um esforço, de forma justa e legítima, para reverenciar esse belíssimo patrimônio artístico e cultural.
O Aleijadinho realmente brindou o nosso coração, brindou Minas e o Brasil com a sua obra genial. Foi um grande gênio entalhador, escultor, artista. Assim, quero, meus amigos, minhas amigas, mineiros e mineiras, deixar as minhas palavras de agradecimento por tudo de bom que vocês têm feito por Minas.
O Sr. Nelson José Lombardi – Nesta homenagem a Antônio Francisco Lisboa, quero relembrar, como ex-deputado que sou, que foi a Assembleia Legislativa de Minas Gerais que deu um rosto a Antônio Francisco Lisboa, por meio de uma lei.
O presidente – É verdade. E essa lei é admirada e aplaudida. Não se esqueça do nosso Palácio da Inconfidência.
O Sr. Nelson José Lombardi – V. Exa. está fazendo um pronunciamento maravilhoso.
O presidente – Singelo.
O Sr. Nelson José Lombardi – Mas temos de relembrar que Minas Gerais teve a coragem de dar ao grande escultor barroco, de fama mundial, um rosto para a história. Parabéns, presidente.
O presidente – É verdade. E esse rosto, neste ano, recebeu uma luminosidade, uma nova luz para encantar a todos nós.
Enfim, essa é a história de Minas, uma história que enche de orgulho cada um de nós, que apresenta caminhos, que apresenta rumos para o Brasil, um Brasil que está diante de enormes desafios, um Brasil que não cresce, um Brasil, como disse há pouco, cuja organização social é precária, um Brasil que tem sufocado muito os estados, que tem colocado em extrema dificuldade os municípios, um Brasil que investe pouco em infraestrutura, um Brasil que ainda não tem um olhar muito carinhoso, muito cuidadoso, sobretudo, com o cidadão deserdado da sorte, que precisa de uma saúde melhor.
Meus amigos e minhas amigas, quero deixar a minha palavra de agradecimento. Estou muito feliz, muito honrado. Digo que cada dia me sinto mais mineiro. Tive oportunidade de andar por Minas afora, e às vezes algumas pessoas têm dificuldade de compreender este Diniz informal. Digo que sempre me esforcei para ser o que acho que muito honra a vida de cada um de nós, sempre me esforcei, Christiane, em ser mineiro. Acho que o mineiro é isso. O mineiro trabalha, é dedicado, é simples, é humilde, o mineiro valoriza as suas raízes, o mineiro honra a sua passagem em qualquer missão. Estou por findar a minha passagem pela Assembleia, depois de 20 anos nesta Casa. Cheguei aqui menino, tinha a idade do Dr. Herbert, presidente da Amagis. Estou aqui há 20 anos. Foi um aprendizado maravilhoso.
Quero aproveitar para convidar cada um de vocês para continuarem acreditando na vida pública, continuarem acreditando e depositando uma enorme crença, uma força inquebrantável nesta Casa que transforma, nesta Casa de vocês. Amanhã vamos celebrar o terceiro ano do Bolsa Reciclagem, do qual tive a felicidade, Elismar, de ser o autor. É uma bolsa, um pagamento ao catador de material reciclável, que dá a ele dignidade, que emancipa, dá a ele a condição de sair da extrema pobreza, da miséria, e criar os seus filhos com dignidade. Vai ser um momento especial. Este ano vamos fazer um Natal ainda mais lindo, sempre com a generosidade da Maria Elvira.
Então quero parabenizar cada um de vocês. E, com a voz do coração, externar o meu sentimento de gratidão. Obrigado, mineiro; obrigado, mineira; continuem acreditando em nossa história. Vamos lá, Minas precisa do seu saber, da sua generosidade, do seu amor, Minas precisa da luta de cada um de nós. Todos nós continuamos carregando, no coração e na alma, o sonho de fazer de Minas um estado que deu oportunidade para todos, que combate duramente suas desigualdades, as diversas Minas, porque temos o dever patriótico, aliás, muito mais do que isso, o dever cristão de construir uma Minas melhor, mais amiga, mais solidária. Esse é o meu sonho, o sonho de cada um de nós. E certamente esse legado que se chama Aleijadinho, patrono do barroco mineiro, Eliane, vai nos inspirar para valer, para que possamos, no nosso caminhar, deixar essa marca, uma marca simples, mas uma marca do trabalho, da fé e da superação. Tenho certeza de que vamos honrar para valer esse legado de Aleijadinho. Portanto, a cada um de vocês, meus parabéns; a cada um de vocês, o meu agradecimento; a cada um de vocês, a minha gratidão. Como presidente da Assembleia, como empregado dos mineiros, fico muito feliz em estar aqui hoje, partilhando deste momento superespecial da vida, da história de cada um de nós.
Para finalizar, quero agora desejar a todos - porque talvez não tenha a oportunidade de me encontrar com muitos antes dessa data especial -, do fundo do coração, um Natal maravilhoso, recheado de paz, de alegria e conquistas. Que cada um de nós, inspirados sempre nesse belíssimo exemplo de vida e de superação, possamos revigorar os nossos sentimentos de fé e de religiosidade, para que possamos semear para valer a luz do amor aos mais pobres, aos mais carentes, porque aí, sim, estaremos reverenciando e homenageando, na verdade, essa bela história que se chama barroco, essa bela história que se chama Aleijadinho. Um grande abraço. Que Deus abençoe todos vocês! Paz e alegria. Acho que hoje posso dizer: o barroco é para todos. Viva Minas Gerais, viva Aleijadinho, viva o barroco mineiro! Muito obrigado pelo carinho, muito obrigado pela ternura.