DEPUTADO RONALDO MAGALHÃES (PSDB)
Declaração de Voto
Declaração de voto contrário ao projeto de lei, de autoria do Deputado
Dinis Pinheiro, que dispõe sobre a distribuição da parcela da receita do
produto da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços - ICMS - pertencente aos Municípios.
Reunião
112ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 16ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 18/12/2008
Página 58, Coluna 1
Assunto TRIBUTOS.
Observação ICMS Solidário.
Proposições citadas PL 637 de 2007
Legislatura 16ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 18/12/2008
Página 58, Coluna 1
Assunto TRIBUTOS.
Observação ICMS Solidário.
Proposições citadas PL 637 de 2007
112ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 16ª
LEGISLATURA, EM 16/12/2008
Palavras do Deputado Ronaldo Magalhães
O Deputado Ronaldo Magalhães - Sr. Presidente, declaro meu voto
“não”. Quero justificar: o projeto realmente prejudica um número
razoável de cidades-pólos, em torno de 10 a 12, que perdem um
volume de recursos muito grande. Ressalto aqui as cidades
mineradoras como Itabira, São Gonçalo, Barão de Cocais, Mariana,
Congonhas, Ouro Branco e a histórica Ouro Preto, que, apenas nesse
projeto, perde R$3.000.000,00. Itabira perde R$6.000.000,00. Um
grupo muito pequeno de cidades perde um volume grande de recursos,
que serão distribuídos para 734 cidades, ou seja, ficará um
recurso minúsculo para cada uma. Estava dizendo ao companheiro
Deputado Dinis Pinheiro que o projeto inicial seria melhor, os
recursos seriam mais bem-distribuídos. Com as mudanças havidas,
realmente as cidades mineradoras ficaram prejudicadas. Agora, com
essa crise econômica, a situação ficou difícil. Hoje mesmo tivemos
uma audiência pública em Itabira, com a presença de mais de 200
pessoas. As cidades perderão a CFEM, que são os “royalties” do
minério. Já estão perdendo neste mês de dezembro. Há desemprego.
Essas são as primeiras a receber o impacto da crise. Todas estão
com funcionários nas ruas, demitidos pelas mineradoras. Isso está
causando grande impacto e, com o ICMS Solidário, perderemos muito
mais. Voto contra porque temos que defender as cidades
mineradoras, que estão com uma receita em aviso prévio, uma
receita que durará pouco tempo. E há a questão ambiental
degradável - precisam recuperar -, o saneamento básico e outras
áreas em que é preciso aplicar grandes recursos. Deixo aqui
declarado meu voto contra.