DEPUTADA JÔ MORAES (PC DO B)
Declaração de Voto
Legislatura 15ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 22/12/2006
Página 55, Coluna 1
Assunto MULHER. SEGURANÇA PÚBLICA.
Proposições citadas PLC 86 de 2006
Normas citadas LCP nº 95, de 2007
LEI nº 5301, de 1969
66ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª LEGISLATURA, EM 19/12/2006
Palavras da Deputada Jô Moraes
A Deputada Jô Moraes - Neste momento, desejo prestar um esclarecimento acerca de uma demanda feita pelas policiais e bombeiros militares, ao longo desses últimos três anos: a reivindicação à aposentadoria aos 25 anos. É impressionante que esse é o único setor da sociedade em que a mulher não tem essa diferenciação na aposentadoria. Essa demanda existe há muito tempo, e há, também, aliás, um levantamento, porque as policiais e bombeiras militares, como as outras trabalhadoras deste país, têm a licença-maternidade, as suas funções de maternidade, o esgotamento e a exaustão... Até hoje, ainda não conseguimos, na sua plenitude, essa conquista.
Estivemos conversando com o governo, o Secretário Anastasia, os outros setores e, inclusive, o comando. Qual foi o nosso impasse, nesse momento? O governo considera que ainda não há um estudo a respeito do impacto que isso geraria aqui dentro e, sobretudo, não há uma regulamentação nacional. Tramita na Câmara Federal o Projeto de Lei nº 275, do Deputado Romeu Tuma, que trata dessa questão e cria uma regulamentação nacional, a fim de superarmos essas diferenças. Existe hoje aposentadoria aos 25 anos para as policiais e bombeiras militares em sete Estados, e esta é uma conquista que queremos que se realize, sobretudo, neste ano, quando a entrada da policial e da bombeira militar na corporação completa exatos 25 anos.
Deixamos aqui um compromisso e tivemos um entendimento com o Deputado Sargento Rodrigues: nós, na Câmara, faremos uma movimentação para acelerar a tramitação do Projeto de Lei nº 275, do Deputado Romeu Tuma, a fim de que aqui, na próxima legislatura, possamos construir a possibilidade de apresentar essa modificação. Havia um entendimento de apresentarmos uma emenda que fosse discutida nesse projeto, mas os entendimentos e a necessidade de agilizar a sua tramitação, em virtude do que o projeto representava de conquista para o conjunto da categoria, fizeram com que nós... Aliás, em entendimentos com elas e por meio das suas entidades, tanto a Aspra como a Associação dos Oficiais, com quem temos discutido, pois, evidentemente, são as legítimas representantes - e há uma hierarquia a seguir -, foi possível compreender que qualquer tipo de emenda a ser apresentada que não tivesse anuência atrasaria a tramitação do projeto. Sendo assim, aceitaram que fizéssemos esse recuo e que fosse mantida acesa a bandeira, porque a policial e a bombeira também precisam desse reconhecimento.
Tivemos agora um êxito: o primeiro concurso de bombeiros com a ampliação da entrada de 5% para 10% de bombeiras. Isso começou a ocorrer, ampliando assim o espaço que a segurança pública necessita: a presença da mulher naquela instância em que a sociedade mais precisa de compreensão, sensibilidade e firmeza.
Era o que tinha a esclarecer, porque as policiais-bombeiros estavam atentas a esta demanda e tinham expectativa em torno dessa questão. Muito obrigada.