DEPUTADO IRANI BARBOSA (PSDB)
Questão de Ordem
Comenta pronunciamento do Deputado Dalmo Ribeiro Silva sobre a proposta
de emenda à Constituição que prevê pagamento de indenização em caso de
dispensa de servidor detentor de função pública. Comenta notícia
veiculada pela imprensa sobre a nomeação de bolivianos para direção da
filial da Petróleo Brasileiro S.A. - PETROBRAS -, localizada na Bolívia.
Reunião
31ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 15ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 11/05/2006
Página 32, Coluna 2
Assunto EXECUTIVO. PESSOAL. ENERGIA. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
Proposições citadas PEC 2 de 2003
Legislatura 15ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 11/05/2006
Página 32, Coluna 2
Assunto EXECUTIVO. PESSOAL. ENERGIA. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
Proposições citadas PEC 2 de 2003
31ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª
LEGISLATURA, EM 9/5/2006
Palavras do Deputado Irani Barbosa
O Deputado Irani Barbosa - Sr. Presidente, de início, gostaria
de discordar da fala do Deputado Dalmo Ribeiro Silva. Em 1988, o
Deputado não estava nesta Casa, mas assistiu à promulgação da
Constituição Federal deste País, que efetivou todos os
funcionários públicos com cinco anos de serviço, se não me engano,
na data da sua promulgação.
Em 1989, fui um dos sub-relatores da Constituição do Estado de
Minas Gerais. Promovemos a efetivação de milhares de funcionários
deste Estado, em virtude do tempo de serviço nos cargos públicos.
Ressalto que não tenho nenhuma simpatia pela Justiça de Minas
Gerais. Eu não me referi aos funcionários da Justiça.
Informo a V. Exa. que já solicitei à assessoria desta Casa um
projeto de emenda à Constituição para efetivar não só os
funcionários do Judiciário, mas também de todo o serviço público
do Estado de Minas Gerais, porque quem pode mais pode menos. Se,
em 1989, com base na atual Constituição, que dita as regras do
Estado, efetivamos muitos funcionários, podemos fazer o mesmo
agora com os funcionários da Justiça, do Ministério Público, da
educação, da saúde, desta Casa, enfim, com todos aqueles que
prestam serviços a este Estado. Entra governo, sai governo; sai um
ruim, e entra um bom. Todavia os funcionários que contribuíram
para o engrandecimento do Estado, no final de suas vidas, não têm
sequer direito a uma aposentadoria decente.
Há aqui algumas pessoas que já trabalharam comigo, pelas quais
tenho muito respeito. Digo-lhes e repito: não tenho respeito pela
Justiça do nosso Estado, mas o tenho pelos trabalhadores de Minas
Gerais e por vocês, cuja maior parte não é apadrinhada por Juízes
nem é parentes deles. Lutaremos para que vocês permaneçam no
cargo, tendo em vista o engrandecimento do Estado.
Deus tem abençoado todos os Deputados desta Casa. Informo-lhes
que, embora contra a vontade de muitos, estou cumprindo o meu
sexto mandato. Ademais, sou candidato ao sétimo mandato. Não estou
aqui pedindo o voto de vocês, que enfrentam uma luta digna. Vejo
que alguns de vocês têm a minha idade, mas há também muitos
jovens, que ainda oferecerão seus serviços ao Estado por 20 ou 30
anos. Então, em virtude de um concurso, que pode até ser fraudado
para colocar parentes, é justo retirar vocês, que já conhecem
tudo, sabem o que precisa, imprimem eficiência ao serviço público?
Já discuti - e estou discutindo - essa questão com os meus pares.
Conto com o apoio do Deputado Dalmo Ribeiro Silva, que iniciou
essa jornada. Afirmo-lhes que esta Casa tem o poder e pode
efetivar todos os senhores. Daqui para a frente, lutaremos para
que isso aconteça.
Sr. Presidente, agora pretendo fugir um pouco do tema. Às vezes
algumas manchetes de jornais envergonham-me. Hoje acordei mais
sentido que no dia em que vi os Soldados da Bolívia invadirem a
Petrobras. Aqui se lê: “A Bolívia nomeia Diretores para a
Petrobras”.
Registro minha indignação com um Presidente que não defende nossa
Pátria. A Petrobras é do povo brasileiro e tem de ser defendida.
Nenhum boliviano pode assumir a Presidência de uma empresa
brasileira.