Oradores - Reunião Ordinária de Plenário de 5/6/19
Saúde, educação e produção de queijo mineiro pautaram os pronunciamentos na tribuna do Plenário, nesta quarta-feira (5).
05/06/2019 - 19:05Saúde
Temas relacionados à saúde marcaram o discurso do deputado Professor Cleiton (DC). O parlamentar cumprimentou a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que tratou de doenças raras em audiência pública na terça-feira (4/6/19), relatando as dificuldades que os pacientes enfrentam para a obtenção de remédios. “Alguns chegam a custar R$ 500 mil a dose, tornando os pacientes reféns de laboratórios e patentes”, denunciou. O deputado lamentou também a situação dos hospitais filantrópicos, que sofrem com carências de recursos, e convidou para audiência pública em Varginha (Sul do Estado), no próximo dia 28, para debater a situação do Hospital Regional de Varginha e de outras instituições da região. Em aparte, o deputado Carlos Pimenta elogiou a iniciativa. No encerramento, o orador convocou para audiência pública nesta quinta-feira (6/6/19), na Comissão de Educação, para discutir a situação da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).
Queijo mineiro
O deputado Delegado Heli Grilo (PSL) saudou os produtores de queijos de Minas Gerais, louvando os inúmeros prêmios que a produção mineira, em especial da Serra da Canastra, vêm conquistando dentro e fora do País. Só este ano, disse, o Estado arrebatou 50 medalhas, de ouro, prata e bronze, em concurso na França. O deputado também comentou a notícia, divulgada pela Polícia Civil, de que um laboratório da UFMG vinha sendo usado para a produção de drogas sintéticas, vendidas dentro da instituição. “A direção da universidade precisa explicar isso”, cobrou o parlamentar. Em aparte, o deputado Coronel Henrique (PSL), destacou a importância do agronegócio na produção de queijos, no Estado, e citou nova instrução normativa, em vigor desde 31 de maio, que propiciará também ao pequeno produtor o acesso a assistência técnica. Em outro aparte, o deputado Bruno Engler (PSL) também exigiu explicações à UFMG sobre as denúncias e parabenizou a Polícia Civil.
Ensino Integral
Sem citar nomes, o deputado Doorgal Andrada (Patri) questionou o vice-líder do Governo sobre o episódio envolvendo corte de vagas no ensino integral. Segundo Doorgal, o colega teria “mentido” a seu respeito, ao afirmar, na véspera, que ele descumprira acordo com o Governo do Estado, pelo qual os parlamentares aceitariam reduzir o número de vagas no ensino integral em troca de votação da reforma administrativa. “Nunca aceitei o retorno gradativo das vagas e sempre defendi o retorno imediato”, afirmou. Doorgal disse ainda que moveu ação em favor da retomada imediata das 80 mil vagas, acrescentando que o Governo não respondeu ao questionamento da Justiça. O orador foi aparteado por Elismar Prado (Pros), que o apoiou, afirmando que o governo destinou apenas R$ 127 mil reais para o ensino integral e R$ 17 milhões para o Minas Arena. Após a fase de oradores, o vice-líder do Governo, deputado Guilherme da Cunha (Novo), se defendeu, afirmando que em nenhum momento acusou ninguém de descumprir acordo e que “o acordo de fato existiu, com grande sacrifício de todos, já que a educação é uma pauta cara a todos”.
Educação
A deputada Beatriz Cerqueira (PT) esclareceu que a negociação com o governo a respeito do corte de vagas no ensino integral foi no sentido de os parlamentares suspenderem a obstrução no processo de votação. Contudo, “a atuação dos parlamentares sobre suas pautas é soberana”, afirmou, acusando o governo de “promover o desemprego”, citando também “a contradição” entre o tratamento dispensado ao consórcio Minas Arena e à educação. A deputada também informou que a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia aprovou requerimento de congratulações ao diretor da Escola Estadual Davi Campista, em Poços de Caldas (Sul do Estado), pela gestão inclusiva e aberta à participação comunitária. Concluiu criticando “o discurso generalista, que criminaliza as instituições federais de ensino”. Segundo ela, quem deve explicações sobre tráfico na UFMG não é a instituição, mas "os que cortam investimentos em educação". Ela apontou números segundo os quais a rede federal atende a mais de um milhão de matrículas com mais de 600 campi em todo o País, respondendo por ensino, pesquisa e extensão.