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Em 2019, já foram registrados em MG 341.603 casos prováveis de dengue - Arquivo ALMG
Em 2019, já foram registrados em MG 341.603 casos prováveis de dengue - Arquivo ALMG - Foto: Dimang Kon Beu/SES-MG
Assembleia lançou campanha para alertar a sociedade e impedir que a doença avance
Assembleia lançou campanha para alertar a sociedade e impedir que a doença avance - Foto: Reprodução/GPCV
30/05/2019 18h38 - Atualizado em 30/05/2019 19h10

Sem vacina, prevenção ainda é a melhor arma contra a dengue

Veja dicas de especialista e entenda como se prevenir e como agir aos primeiros sintomas da doença.

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Quem apresentar os primeiros sintomas da dengue - febre acima de 39 graus, fraqueza, dores e manchas vermelhas pelo corpo - deve procurar rapidamente o serviço de saúde mais próximo. Mas o próprio Ministério da Saúde alerta que não há tratamento específico para a doença e que os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são para aliviar os sintomas e impedir mortes pela forma mais grave da doença.

Após a infecção pelo vírus, a recomendação médica é de repouso, hidratação intensa e não tomar medicamentos por conta própria.

Ou seja, a melhor forma de enfrentamento à dengue continua sendo a prevenção: o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti por todos os cidadãos ao longo do ano inteiro, e não só na época em que o número de casos de dengue aumenta. 

Para destacar a importância da prevenção, a médica infectologista Tânia Marcial lembra, em entrevista à TV Assembleia, que desde 1998 há casos de dengue todos os anos e que, de dois em dois anos, tem-se uma epidemia da doença, por causa da mutação do vírus transmissor e da queda da imunidade daqueles que já tiveram a doença.

Ela explica que ainda não existe vacina na rede pública de saúde. A única vacina liberada para uso no Brasil, na rede particular, é inviável para uso na população em geral porque, além de ser muito cara, apresenta uma série de restrições: só pode ser aplicada em pessoas com idade entre 9 e 45 anos de idade, por exemplo; não pode ser usada em gestantes nem em pessoas com doenças crônicas; e somente quem já teve dengue alguma vez pode tomar.

Entre outros alertas, a médica recomenda muito cuidado com as notícias falsas sobre a dengue: ar condicionado não mata o mosquito; suco de inhame não cura a doença; vitaminas do complexo B não agem como repelente contra o mosquito.

Para evitar a picada do aedes, o melhor seria usar um repelente certificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e reaplicar sempre que necessário, informa a médica.

  • Cuidados básicos para eliminar focos do mosquito

Não deixar água parada, não deixar lixo amontoado nem entulho, pneus ou garrafas pet, que servem de depósito para os ovos e contribuem para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Uma vez gerados ali, os ovos sobrevivem por muito tempo, mesmo na terra seca, depois eclodem e proliferam de novo, na próxima estação chuvosa.

  • Como a dengue pode ser transmitida?

A transmissão se faz pela picada do mosquito Aedes aegypti. Também já foram registrados casos de transmissão vertical (gestante-bebê) e por transfusão sanguínea.

Quando o vírus da dengue circulante no sangue de uma pessoa doente é ingerido pela fêmea do mosquito durante a picada, o vírus infecta o mosquito e, após um período de 8 a 12 dias de incubação, pode ser transmitido para outras pessoas em futuras picadas. O mosquito permanece infectado por toda a vida (de 6 a 8 semanas).

O período de incubação no homem varia de 4 a 10 dias, sendo em média de 5 a 6 dias. Após esse período surgem os sintomas da doença.

  • Cuidados para evitar picadas do mosquito

Use roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos. Isso proporciona alguma proteção às picadas dos mosquitos, sobretudo durante surtos. Use mosquiteiros que proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).

Telas em janelas e portas também podem ajudar a reduzir a entrada dos mosquitos nos ambientes fechados. Inseticidades domésticos em aerosol, espiral ou vaporizador para redução das picadas por mosquitos podem ser usados nesses ambientes.

Repelentes podem ser aplicados na pele exposta e até mesmo nas roupas. Os repelentes devem conter DEET, IR3535 ou Icaridin e devem ser utilizados em estrita conformidade com as instruções do rótulo.

  • O que fazer aos primeiros sintomas de dengue?

Procurar o serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido, que pode ser água, sucos, soro caseiro ou água de côco. Retornar ao serviço de saúde para ser reavaliado.

Na presença de sinais de alarme e choque, procurar imediatamente atendimento em unidade hospitalar.

  • Como saber se estou desenvolvendo a forma grave da dengue?

Entre o terceiro e o sétimo dia de doença, a febre costuma diminuir ou desaparecer. É nesse período que alguns sinais demonstram que o quadro pode estar se agravando. Eles são chamados de sinais de alarme e geralmente antecedem o choque: sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia, sonolência ou irritabilidade, hipotensão e tontura.

O chamado choque ocorre quando grande volume de plasma é perdido por meio de sangramentos e caracteriza-se por pulso rápido e fraco, extremidades frias, demora no enchimento capilar, pele pegajosa e agitação. Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade. O choque é de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada.

Se houver a presença de sinais de alarme ou de choque, a pessoa deve retornar imediatamente ao serviço de saúde.

  • Existe medicamento específico para combater ou prevenir a doença?

Não existem medicamentos específicos para combater o vírus ou prevenir a doença. Toda pessoa com suspeita de dengue deve procurar um serviço de saúde o mais rápido possível, para orientação adequada.

Incidência de dengue pode ser maior que os casos notificados

O mais recente Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado na última segunda-feira (27/5/19), aponta que, em 2019, já foram registrados em Minas Gerais 341.603 casos prováveis de dengue (casos confirmados mais casos suspeitos). Até aquele momento, já haviam sido confirmados 65 óbitos por dengue em vários dos municípios do Estado, desde o início deste ano.

Os casos de dengue e de óbitos notificados, no entanto, passam por várias etapas, até serem descartados pela SES. O teste mais comum é o exame de sangue, para detectar anticorpos IgG e IgM, que o organismo produz quando se contrai a dengue. Mas esses anticorpos só aparecem entre 6 e 10 dias após o momento em que se adquiriu o vírus, por isso o teste é feito nesse período, e não imediatamente após os primeiros sintomas. 

De acordo com a SES, além da confirmação pelo exame laboratorial, também é realizada a investigação epidemiológica, que pode demandar mais tempo para a conclusão do caso. Nesse interim, podem ocorrer atualizações dos casos prováveis e também do número de óbitos confirmados no Sistema Nacional de Agravos e Notificação (Sinan).

Ou seja, mesmo que todos os doentes se encaminhem a unidades de saúde e haja toda a investigação necessária, os casos informados semanalmente no Boletim Epidemiológico da SES podem não estar atualizados. 

ALMG na luta contra a dengue

Além das ações permanentes de legislação e fiscalização voltadas para a saúde pública, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) está realizando uma campanha emergencial de enfrentamento da dengue. Para tanto, estão sendo utilizados todos os meios de comunicação de que o Legislativo dispõe, na campanha de utilidade pública "Dengue: estamos juntos nessa luta", lançada no último dia 23 de maio.

O objetivo da ação é alertar a sociedade e impedir que a doença continue avançando e novas mortes ocorram, mesmo no período do ano em que naturalmente já deveria estar havendo a diminuição dos casos, pelo fim da estação chuvosa. 

Como lembrou o deputado Doutor Jean Freire (PT) no lançamento da campanha, é preciso manter acesa a discussão sobre a dengue durante todo o ano, para evitar que novas epidemias assolem o Estado a cada dois anos, já que o vírus é mutante e os mosquitos transmissores sempre se proliferam na época das chuvas e do calor.

A necessidade de mais investimentos em pesquisas para desenvolvimento de vacinas também foi destacada em audiência pública realizada no dia 16 de maio. Naquele mesmo dia, o presidente da Assembleia, deputado Agostinho Patrus (PV), reuniu-se com secretários municipais de saúde e prefeitos para tratar do assunto.


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