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A prisão do ex-presidente Lula foi tema de debate na Comissão de Direitos Humanos
Participantes de audiência criticaram a condenação do político e as circunstâncias da ação da Justiça
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Audiência reuniu parlamentares, sindicalistas e militantes de movimentos sociais em defesa do ex-presidente
Audiência reuniu parlamentares, sindicalistas e militantes de movimentos sociais em defesa do ex-presidente - Foto: Guilherme Dardanhan
Beatriz Cerqueira elogiou a abertura da ALMG para participação do cidadão
Beatriz Cerqueira elogiou a abertura da ALMG para participação do cidadão - Foto: Guilherme Dardanhan
16/04/2018 19h40

Prisão de Lula teria motivação política

Em audiência, comissão denuncia que condenação teria o objetivo de afastar ex-presidente da disputa eleitoral.

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A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria o desfecho do golpe que derrubou a presidenta Dilma Roussef e estaria inserida em um contexto de disputa das riquezas nacionais por grandes corporações e potências estrangeiras. Lula seria um preso político e o objetivo imediato de sua prisão seria afastar da disputa eleitoral o presidente mais popular do Brasil, líder em todas as pesquisas.

Essa foi a tônica das falas da audiência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada nesta segunda-feira (16/4/18). Na avaliação dos participantes da reunião, a prisão de Lula seria injusta porque ele é acusado sem provas, enquanto outros políticos contra quem pesam denúncias comprovadas, como gravações de áudio e vídeo, continuam soltos.

Solicitada pelos deputados Cristiano Silveira, presidente da comissão, e Rogério Correia, ambos do PT, a reunião foi realizada na véspera do dia que marca a passagem de dois anos do impeachment da ex-presidenta Dilma e cinco anos após a data em que Lula recebeu, na ALMG, o título de cidadão honorário de Minas Gerais, em 15 de abril de 2013.

O deputado Cristiano Silveira destacou que o impeachment caracterizou o início do golpe que colocou a democracia brasileira em risco, ao tirar do governo uma presidenta, sem crime de responsabilidade, e impôs um governo cujo principal objetivo seria promover o desmantelamento do Estado e o pacote de reformas que retiram direitos dos trabalhadores.

Para o presidente da comissão, de nada adiantaria ter feito o impeachment de Dilma se deixassem o ex-presidente Lula, à frente em todas as pesquisas eleitorais, livre para voltar ao poder.

Ele ainda denunciou o que chamou de cumplicidade da mídia e disse que a prisão é injusta, sem crime, sem provas, com um rito processual que não garantiu todas as possibilidades de recursos.

Apoios - Cristiano Silveira citou uma lista de políticos e lideranças estrangeiras que defenderiam a liberdade de Lula: o presidente boliviano Evo Morales, a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner, o prêmio Nobel da Paz Adolfo Perez Esquivel, o partido espanhol Podemos, 12 congressistas do Partido Democrata dos Estados Unidos, entre outros.

Já o deputado Rogério Correia frisou que Lula, com 72 anos de idade, é um preso político.

“Lula foi o principal líder popular na derrubada da ditadura militar. Como presidente, tirou 40 milhões de brasileiros da miséria e agora é preso sob a desculpa de ter recebido um triplex. O triplex foi ocupado hoje pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Justiça mandou desocupar. Ora, mas o Lula não é o dono? Ou o dono é quem mandou desocupar? Essa contradição o Moro não consegue responder”, afirmou.

Interesses econômicos por trás da prisão

Na opinião de Rogério Correia, por trás da prisão de Lula estariam interesses econômicos. “O pré-sal brasileiro é a segunda maior reserva de petróleo do mundo, depois da Venezuela. Há uma sanha do capital monopolista por essa grande reserva", afirmou.

Segundo ele, três eixos orientam o impeachment de Dilma e a prisão de Lula: a quebra da soberania nacional, com isenção de impostos das empresas petrolíferas estrangeiras por 50 anos; o desmonte do Estado, com o desmantelamento da educação, saúde e assistência social; e a perda de direitos dos trabalhadores.

Joceli Andrioli, do Movimento dos Atingidos por Barragens, afirmou que o País passou a participar do grande jogo internacional com a aliança dos Brics, grupo de países emergentes que reúne Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul.

“Isso incomodou o imperialismo americano. O capitalismo está em crise, o dólar perde força e o próximo passo será a instituição de nova moeda ancorada nas riquezas estratégicas naturais, sendo a primeira o petróleo. O Brasil adquiriu a tecnologia de descobrir petróleo em águas profundas. Esse é o motivo principal do golpe. O destino da nação brasileira está em jogo”, afirmou.

Internautas participam da reunião

Com transmissão ao vivo pelo Portal da Assembleia, a reunião teve a participação de internautas, que enviaram perguntas aos convidados. Beatriz Cerqueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), elogiou a abertura de espaço. Segundo ela, a prisão de Lula, eivada de vícios e sem provas, é grave, porque, se hoje fazem isso com o ex-presidente, poderão fazer também com qualquer cidadão.

Uma internauta disse ter ficado emocionada com a carta enviada por Beatriz ao presidente Lula e perguntou a Rogério Correia como fazer para apoiar a luta. Ele apontou diversas formas, como participar de manifestações e acampamentos pró-Lula, conversar com familiares e conhecidos, usar buttons e adesivos, entre outros.

Beatriz Cerqueira lembrou ainda que já se passou um mês do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), sem que ninguém tenha sido responsabilizado.

Bernadete Monteiro, líder da Marcha Mundial das Mulheres, também lamentou o silêncio um mês após a morte da vereadora.

Calendário – O deputado Rogério Correia informou que nesta terça (17) será realizado um ato pela liberdade de Lula, às 17 horas, na Praça Raul Soares, na Capital.

O feriado de Tiradentes, dia 21 de abril, será o Dia Nacional Lula Livre, em Ouro Preto (Região Central), e, logo após a entrega da Medalha da Inconfidência, manifestantes vão entregar a medalha Lula Livre.

Ainda segundo o parlamentar no dia 23, em Curitiba (PR), o PT nacional vai confirmar a candidatura de Lula à Presidência.

Consulte resultado da reunião.


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