Antônio Jorge anunciou projeto para restabelecer os limites da Estação de Arêdes
Para João Leite, a paralisação de obras quase concluídas no Estado é inaceitável
Ricardo Faria enumerou suas ações à frente da Secretaria de Estado de Turismo

Oradores – Reunião Ordinária de Plenário de 8/2/18

Estação Ecológica de Arêdes, obras paralisadas em Minas e atuação do governo na área do turismo são temas abordados.

08/02/2018 - 16:49

Arêdes
A alteração dos limites da Estação Ecológica de Arêdes, incluída no texto do Projeto de Lei (PL) 3.677/16, foi criticada pelo deputado Antônio Jorge (PPS). Ele lembrou que o PL foi amplamente discutido e era consensual, por destinar taxas para a fiscalização de barragens. Mas, ao final, o texto reduziu a área de Arêdes, em Itabirito (Central). “A forma é legal, mas não tão legítima porque o conteúdo não foi discutido. É o chamado Frankenstein”, salientou. O PL se tornou a Lei 22.796, de 2017. Antônio Jorge se desculpou pelo erro, se disse “ludibriado”, e anunciou um novo projeto revogando o artigo da lei que trata de Arêdes. A proposta deve ter autoria coletiva. Em apartes, Marília Campos, André Quintão e Doutor Jean Freire, todos do PT, se desculparam pelo voto e apoiaram o novo PL. Jorge fez, também, um apelo para que o Executivo regulamente o auxílio-alimentação para todos os seus servidores. Hoje, apenas três categorias são atendidas.

 

Obras
João Leite (PSDB) criticou a paralisação de obras em Minas Gerais, segundo ele, cerca de 2 mil, entre hospitais, estradas e escolas. O parlamentar citou que o hospital regional de Governador Valadares, que estava praticamente concluído, foi “depenado” após o abandono da obra. “Ele poderia atender toda a região, com muitos municípios carentes, quando Minas enfrenta a maior epidemia de febre amarela de sua história. O dinheiro dos mineiros está sendo jogado no lixo por esse governo. Isso é inaceitável na gestão pública”, reiterou. O parlamentar também criticou a instalação de praças de pedágio, justo pelo PT, que sempre se posicionou contra as concessões. A paralisação de obras pela Prefeitura de BH, como a da nova rodoviária, e a volta de voos para a Pampulha também receberam críticas. Ao se referir à mudança na área da Estação de Arêdes, por uma “emenda de última hora”, o deputado ex-goleiro ironizou: “tomamos um frango”.

 

Turismo
De volta à ALMG, o deputado Ricardo Faria (PCdoB) fez um balanço de sua atuação à frente da Secretaria de Estado de Turismo (Setur). “A assinatura da nossa gestão foi a instituição da Política Estadual de Turismo”, definiu, lembrando a tramitação da proposta na Assembleia. Segundo ele, a norma tem por premissa o fortalecimento dos circuitos turísticos. O parlamentar enfatizou que o turismo gera renda e empregos, e pode ser uma nova matriz para fortalecer a economia dos municípios mineiros. “Saímos de 45 circuitos para 48; de 457 para 601 municípios em circuitos, o que é condição para ser incluído na política nacional de turismo”, enumerou. Ele também citou o Portal de turismo (minasgerais.com.br) e programas como o +Gastronomia, que culminou no mapa gastronômico do Estado, além da atuação para ampliar voos em Confins. Para o deputado, Minas está na vanguarda no turismo, tanto em termos de legislação quanto de incentivos fiscais.

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