Policiais cobram pagamento de 13º e de salários atrasados
Comissão acompanha protesto de servidores da segurança pública realizado em Belo Horizonte.
20/12/2017 - 18:29 - Atualizado em 21/12/2017 - 11:07A volta do pagamento em dia para todos os servidores estaduais, a quitação do 13º salário e a reposição das perdas inflacionárias dos três últimos anos foram as principais reivindicações feitas pelo presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Sargento Rodrigues (PDT), nesta quarta-feira (20/12/17). Ele participou de ato público organizado por entidades representativas de servidores da segurança pública.
Com faixas e cartazes e entoando gritos de “Fora Pimentel”, centenas de servidores compareceram à manifestação em Belo Horizonte. O protesto teve início em frente ao Clube dos Oficiais, no Bairro Prado, e se dirigiu à portaria do Palácio da Liberdade, antiga sede do Governo do Estado, na Praça da Liberdade.
Ao final, os manifestantes queimaram vários caixões com fotos do governador Fernando Pimentel, do comandante da Polícia Militar, coronel Helbert Figueiró, e do chefe da Polícia Civil, João Octacílio Silva Neto, entre outras autoridades.
Em entrevista à TV Assembleia, o deputado Sargento Rodrigues afirmou que o objetivo do ato era cobrar do governo o atendimento às reivindicações dos servidores da segurança pública. “Tudo o que estamos cobrando é legal e direito do servidor, e é um dever do governo cumprir com sua obrigação”, disse.
Na sua avaliação, o atraso dos salários tem impacto na qualidade de vida dos militares, o que vai se refletir também no atendimento à população.
Policiais cobram repasse de R$ 600 milhões ao IPSM
Durante o protesto, também discursou o tenente-coronel Domingos Sávio de Mendonça, ex-presidente da Associação dos Oficiais. Ele reivindicou o pagamento de R$ 600 milhões que o governo teria desviado do Instituto de Previdência dos Servidores Militares (IPSM) e a regularização dos repasses aos credenciados dos hospitais e clínicas que atendem aos policiais.
Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol-MG), Denilson Martins, exigiu providências para melhorar o Hospital da Polícia Civil. “Como o atendimento está muito precário, o hospital hoje funciona como um ambulatório, que atende baixa e média complexidades”, cobrou.
Denilson também solicitou ao governo que chame os aprovados do último concurso.
“Hoje, somos apenas 8.500 policiais civis para atender os 20 milhões de mineiros”, concluiu.
Já o presidente da Associação Movimento Agentes Fortes, Júlio Costa, reclamou que o governo tem demitido milhares de agentes penitenciários, apesar do déficit de pessoal.