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As outras opções de temas dos estudantes eram: jovens e o mercado de trabalho (9 votos); e violência e criminalidade entre os jovens (27 votos)
As outras opções de temas dos estudantes eram: jovens e o mercado de trabalho (9 votos); e violência e criminalidade entre os jovens (27 votos) - Foto: Clarissa Barçante
Para Míriam, é preciso que a juventude analise a questão da violência contra a mulher
Para Míriam, é preciso que a juventude analise a questão da violência contra a mulher - Foto: Clarissa Barçante
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Representantes de todo o Estado escolhem próximo tema do Parlamento Jovem de Minas
21/09/2017 14h28

Violência contra a mulher será tema do PJ Minas em 2018

Assunto recebeu os votos de 83 dos 120 estudantes que participam da etapa estadual na edição deste ano do projeto.

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Violência contra a mulher será o tema da edição 2018 do Parlamento Jovem de Minas (PJ Minas), projeto de formação política realizado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em parceria com a PUC Minas e câmaras municipais.

A escolha aconteceu na manhã desta quinta feira (21/9/17), na Escola do Legislativo (ELE), por 120 estudantes do ensino médio que participam do segundo dia de trabalhos da etapa estadual. Com 83 votos e uma abstenção, o tema foi priorizado pelos estudantes, que ainda tinham como outras opções: jovens e o mercado de trabalho (9 votos); e violência e criminalidade entre os jovens (27 votos).

Depoimentos - Antes da votação, consultores da ALMG fizeram uma breve explanação sobre cada uma das opções, seguida por um momento de falas e perguntas dos estudantes.

Gabriel Rodrigues, de Viçosa (Zona da Mata), participou do PJ Minas no ano passado, quando defendeu que se discusse a violência contra a mulher. “Não consegui convencer os outros estudantes. Agora, o Polo Zona da Mata 2 trouxe novamente o assunto e conseguimos conscientizar sobre a importância de se debater a questão”, afirmou. Para ele, o machismo é institucionalizado no Brasil e a mulher sofre violência por ser mulher.

A estudante Míriam Assumpção, de Pará de Minas (Região Central do Estado), também votou no tema. “Hoje em dia as mulheres sentem medo por ser mulher”, afirmou. Para ela, é preciso que a juventude enfrente essa questão, contribuindo para conscientizar a sociedade sobre o problema.

Palestras – A consultora Ana Luz Ledic foi responsável por falar para os jovens sobre o tema vencedor. Ela explicou que a violência contra a mulher é definida como qualquer ação ou conduta que cause dano ou violência física, sexual ou psicológica, o que faz com que todo mundo já tenha presenciado, direta ou indiretamente, um episódio.

Ela mostrou aos estudantes dados sobre homicídio de mulheres e estupro, destacando que o Brasil está em quinto lugar nos índices de feminicídio, e ainda falou sobre a Lei Maria da Penha. Ana Luz Ledic apontou que, em 2013, foram assassinadas mais de 4.700 mulheres no Brasil e que esse número indica a importância de se debater o tema.

Coordenadores e relatores dos grupos de trabalho são eleitos

Além da escolha da temática para o próximo ano, na parte da manhã os estudantes elegeram os coordenadores e relatores dos grupos de trabalho (GTs). Eles ainda participaram de um painel sobre a dinâmica de funcionamento da etapa estadual e desdobramentos das propostas.

Na parte da tarde, eles serão divididos nos grupos, para priorizar as propostas que serão votadas na sexta-feira (22), na plenária estadual. Cada GT vai trabalhar com um subtema relacionado ao tema geral: educação política e currículo (1); interações entre escola e sociedade na formação política dos jovens (2); e educação política para uma gestão democrática e participativa (3).

Foram eleitos como coordenadores dos GTs 1, 2 e 3, respectivamente: Bernardo Medeiros, de Montes Claros (Norte de Minas); Camila Ferreira, de Leopoldina (Zona da Mata); e Alice Silva, de Uberlândia (Triângulo Mineiro). Já Állan Henrique, de Ouro Fino (Sul de Minas); Giancarlo Costa, de Visconde do Rio Branco (Zona da Mata); e Janaína Paiva, de Rio Preto (Zona da Mata), foram escolhidos relatores dos GTs 1, 2 e 3, respectivamente.

Como coordenadora, Camila Ferreira pretende ser neutra, saber escutar todas as opiniões e inserir todos os polos nas discussões. Já Giancarlo Costa disse que é o último ano que participa do PJ Minas, por isso quis ser relator. Ele afirmou que não gostava de política e que, com o projeto, aprendeu que é possível tornar as pessoas melhores.

Esta 14ª edição do PJ Minas mobilizou quase 2 mil estudantes de 63 municípios e 12 polos regionais numa série de discussões sobre o tema "Educação política nas escolas". Foram envolvidas 248 escolas, a maioria da rede pública, além de 149 monitores e 133 coordenadores. Vinte e uma cidades participam pela primeira vez do projeto, que a cada ano tem atraído mais interessados.


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