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O PJ Minas é realizado pela ALMG por meio da Escola do Legislativo, em parceria com a PUC Minas e com câmaras municipais
O PJ Minas é realizado pela ALMG por meio da Escola do Legislativo, em parceria com a PUC Minas e com câmaras municipais - Foto: Sarah Torres
Lucas conta que o trabalho o ajudou a lidar com disciplina e hierarquia
Lucas conta que o trabalho o ajudou a lidar com disciplina e hierarquia - Foto: Sarah Torres
Nesta quinta (21), os estudantes voltam a se reunir para debater os três temas propostos e definir o da próxima edição do PJ Minas
Nesta quinta (21), os estudantes voltam a se reunir para debater os três temas propostos e definir o da próxima edição do PJ Minas - Foto: Sarah Torres
Alice foi a porta-voz da conclusão de seu grupo sobre o que é violência
Alice foi a porta-voz da conclusão de seu grupo sobre o que é violência - Foto: Sarah Torres
20/09/2017 19h13

Estudantes dão início à etapa final do Parlamento Jovem

Divididos em grupos, os jovens debateram os três temas propostos para a próxima edição do projeto.

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Mais de cem estudantes de todas as regiões do Estado deram início, nesta quarta-feira (20/9/17), à etapa estadual do Parlamento Jovem de Minas 2017 (PJ Minas), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Eles participaram de oficinas sobre três temas que estão sendo propostos para a edição de 2018: "Jovens e o mercado de trabalho"; "Violência contra a mulher" e "Violência e criminalidade entre os jovens". A escolha será feita na quinta-feira (21).

Projeto de formação política e cidadã de estudantes dos ensinos médio e superior, o PJ Minas é realizado pela ALMG por meio da Escola do Legislativo, em parceria com a PUC Minas e com câmaras municipais.

Nas oficinas, os estudantes foram divididos em três grupos para debaterem cada assunto e construírem argumentos para a defesa do tema proposto. Sob a coordenação de integrantes do Centro de Pesquisas Teatrais (CPT), tiveram acesso a informações e passaram por dinâmicas para contribuir no debate.

Mercado restrito – O grupo 1, coordenado por Jordana Luquini, concluiu que o mercado de trabalho para os jovens é restrito e pouco estimulante. Muitos relataram as dificuldades em se encontrar emprego e reclamaram das tarefas pouco importantes que lhes são repassadas.

“Geralmente a gente faz serviços que ninguém quer ou que consideram sem importância. Parece que não tenho uma função”, lamentou Miguel Borges Silva Pereira, 18 anos, de Divinópolis (Centro-Oeste de Minas).

Nesse sentido, os estudantes sugerem mais valorização do trabalho dos jovens. “Ou fazemos trabalho braçal, carregando peso; ou serviços toscos, como rasgar papel”, reforçou Lucas Souza, 17 anos, de Pouso Alegre (Sul de Minas).

Todos consideraram, no entanto, que o emprego é fundamental para a formação dos jovens. “Eu fiz trabalho braçal porque precisava de dinheiro. Não adquiri conhecimentos, mas aprendi a lidar com disciplina e hierarquia”, ponderou Lucas.

Estudantes reconhecem que violência contra a mulher vai além da agressão

Sob a coordenação de Argileu Rodrigues, os participantes do grupo 2 reconheceram que a violência contra a mulher se dá de cinco formas: física, moral, psicológica, patrimonial e sexual. Além das agressões contra o corpo e do desrespeito às suas capacidades intelectuais, as mulheres também se submetem a salários menores e funções menos valorizadas.

“Qualquer ato que restringe direitos, priva a liberdade e impõe desrespeito é violência, seja contra pessoa, animal ou espaço”, conceituou o estudante Lucas Pasterli, 17 anos, de Juiz de Fora (Zona da Mata).

Alice Silva, 16, de Uberlândia (Triângulo Mineiro), foi porta-voz da conclusão de seu grupo sobre o que é violência: “ferida da alma, cicatriz do corpo, grito que não se escuta, ao ouvido da intolerância”.

Criminalidade – A coordenadora do grupo 3, Joselma Luquini, lembrou que 82 jovens morrem por dia no Brasil, vítimas de violência. Os estudantes que debateram a criminalidade juvenil entendem que são muitas as causas que levam ao problema, como, por exemplo, o uso de drogas, a exclusão social, a falta de políticas públicas e a violência familiar.

“A criminalidade não está ligada só à falta de dinheiro, mas a falta de atenção da família, de escola e de oportunidade pode levar o jovem a se tornar um instrumento na mão do bandido”, disse a estudante Giovana Paola Faria, 18 anos, de Paraisópolis (Sul de Minas).

Debates continuam até sexta-feira (22)

Nesta quinta-feira (21), os estudantes voltam a se reunir para debater com mais profundidade os três temas propostos e definir o da próxima edição do PJ Minas.

Na programação, também está previsto um painel sobre a dinâmica de funcionamento da etapa estadual e desdobramentos das propostas. O documento consolidado para a estapa estadual contém um total de 79 propostas. À tarde, eles vão se dividir em grupos de trabalho (GTs), para priorizar as propostas que serão votadas na sexta-feira (22), na plenária estadual.

Cada GT vai trabalhar com um subtema relacionado ao tema geral: educação política e currículo (1); interações entre escola e sociedade na formação política dos jovens (2); e educação política para uma gestão democrática e participativa.

Esta 14ª edição do PJ Minas mobilizou quase dois mil estudantes de 63 municípios e 12 polos regionais numa série de discussões sobre o tema "Educação política nas escolas". Foram envolvidas 248 escolas, a maioria da rede pública, além de 149 monitores e 133 coordenadores. Vinte e uma cidades participam pela primeira vez do projeto, que a cada ano tem atraído mais interessados.


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