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02/06/2017 11h37

Deputados voltam a debater denúncia de assédio moral na PM

Após ausência de denunciado em audiência anterior, Comissão de Direitos Humanos se reúne novamente nesta quarta (7).

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A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) volta a se reunir nesta quarta-feira (7/6/17), a partir das 9h30, no Auditório, para debater em audiência pública denúncia de abuso de autoridade e assédio moral no âmbito da Polícia Militar. A atividade atende a requerimento do deputado Cabo Júlio (PMDB). Foram novamente reconvocados a denunciante, a sargento Raquel Aparecida Vasconcelos, e o denunciado, o 1º-tenente Juliano Ricardo Costa.

No último dia 10 de maio, outra reunião da comissão para discutir o assunto teria sido frustrada com a ausência do denunciado. Segundo Cabo Júlio, na véspera, a comissão recebeu ofício da corporação informando que o militar não poderia estar presente à reunião por motivo de férias. Desta vez, também foi convocado para o debate o comandante do 20º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Eyder de Souza Lambert, sediado em Pouso Alegre (Sul de Minas), ao qual os dois oficiais envolvidos na denúncia são subordinados.

O episódio que será discutido teria ocorrido no dia 3 de novembro do ano passado, no Centro de Despachos de Viatura da Polícia Militar (Copom) da região. O 1º-tenente é comandante da 56ª Companhia do 20º Batalhão da PM, que também fica em Pouso Alegre. Segundo Cabo Júlio, a militar teria sido desrespeitada e ameaçada de prisão pelo 1º-tenente, tanto na rede de comunicações da corporação quanto em seu local de trabalho.

Trauma - “A sargento informou que não havia viatura disponível para atender a uma ocorrência pedida pelo 1º-tenente e foi chamada de incompetente porque não arrumou um veículo dos céus”, afirmou Cabo Júlio, ainda na reunião anterior da comissão. Conforme o deputado, após o fato, a sargento teria sido impedida de sair de seu local de trabalho e agredida verbalmente com palavrões, estando hoje em tratamento psicológico.

O deputado citou ainda que o denunciado teria recentemente adotado a prática, classificada por Cabo Júlio como abusiva e ilegal, de exigir que todos os subordinados de sua companhia apresentem o documento de propriedade de veículo particular e ainda a carteira de habilitação para fiscalização.

Para apurar todas as responsabilidades do caso, entre os convidados da audiência da Comissão de Direitos Humanos está inclusive o corregedor da PM, coronel Márvio Cristo Moreira.

Consulte a lista completa de convidados para a reunião.


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