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O líder do Bloco Verdade e Coerência explicou que a decisão levou em conta denúncias envolvendo Fernando Pimentel, investigado pela Polícia Federal
O líder do Bloco Verdade e Coerência explicou que a decisão levou em conta denúncias envolvendo Fernando Pimentel, investigado pela Polícia Federal - Foto: Guilherme Bergamini
Obstrução e pedido de CPI
25/05/2016 17h46

Oposição vai obstruir tramitação da reforma administrativa

Deputados alegam que o governador Fernando Pimentel não tem legitimidade para propor mudanças na estrutura do Estado.

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O líder do Bloco Verdade e Coerência, deputado Gustavo Corrêa (DEM), anunciou, nesta quarta-feira (25/5/16), em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que os parlamentares de oposição ao governador Fernando Pimentel (PT) vão obstruir a tramitação dos projetos que compõem a proposta de reforma administrativa do Estado.

Ao justificar a decisão, o representante da oposição, alegou que, no momento, o governador não possui legitimidade para apresentar qualquer proposição à ALMG. Segundo Corrêa, o posicionamento do bloco parlamentar levou em conta as denúncias envolvendo Fernando Pimentel, que está sendo investigado pela operação Acrônimo, da Polícia Federal. Ainda de acordo com o parlamentar, as acusações do empresário mineiro Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené, em delação premiada feita à Procuradoria Geral da República, endossam a medida.

“Nós, da oposição, entendemos que o governador não tem legitimidade nem autoridade moral para propor qualquer tipo de ação para Minas Gerais, principalmente uma proposta que altera a estrutura do Estado, porque corre, inclusive, o risco de ser afastado pela Justiça. Assim, utilizaremos todos os instrumentos regimentais de que dispomos para atrasar a tramitação dos projetos da reforma administrativa”, afirmou o deputado Gustavo Corrêa.

Para o deputado Felipe Attiê (PTB), Pimentel quer apenas desmontar a estrutura montada pelo governo anterior, do PSDB. "Isso não é reforma; é bagunça administrativa", criticou. Já o deputado Sargento Rodrigues (PDT) informou que vai recolher assinaturas para a instalação de uma CPI para investigar denúncias de irregularidades no governo Pimentel.

Também participaram da coletiva os deputados Carlos Pimenta (PDT), Bonifácio Mourão (PSDB), Gustavo Valadares (PSDB), Arlen Santiago (PTB), Dilzon Melo (PTB), Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), João Leite (PSDB) e Antônio Carlos Arantes (PSDB).

Líder do Governo rebate acusações

Em entrevista coletiva, o líder do Governo, deputado Durval Ângelo (PT), rebateu as acusações. Ele avalia que os deputados da oposição não têm força para conduzir o processo de obstrução, que classificou de “factóide”. Sobre as denúncias contra Fernando Pimentel, ele ponderou que o governador foi apenas citado em uma delação, o que não configura crime.

De acordo com Durval Ângelo, a oposição não possui “escopo moral para falar de legitimidade ou autoridade, quando tem um ex-governador (Eduardo Azeredo) já condenado pela Justiça e continua livre e outro que já foi citado dez vezes em delações (o senador Aécio Neves) e continua incólume, sem sequer ser lembrado nesses discursos”. Para ele, não existem provas contra Pimentel e a inocência dele será esclarecida.

O parlamentar ainda rebateu as acusações de que a reforma administrativa não trará economia e ainda pode resultar em prejuízos ao Estado. Segundo o líder do Governo, as proposições trarão resultados positivos de médio e longo prazos, uma vez que aglutinarão órgãos e entidades que antes cumpriam um mesmo objetivo, e resultarão não apenas em economia, mas em eficiência e otimização do funcionamento do Estado.


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