Pronunciamentos

ROBSON ITAMAR DA SILVA, Ex-presidente do Sindibel

Discurso

Transcurso do 30º aniversário de fundação do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Belo Horizonte – Sindibel.
Reunião 7ª reunião ESPECIAL
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 15/05/2019
Página 5, Coluna 1
Assunto HOMENAGEM.
Proposições citadas RQO 204 de 2019

7ª REUNIÃO ESPECIAL DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 13/5/2019

Palavras do Sr. Robson Itamar da Silva

O Sr. Robson Itamar da Silva - Boa noite! Queria parabenizar a deputada pela iniciativa e pela oportunidade não só de rever os companheiros, mas também de relembrar a história, algo que nos causa muita emoção.

A luta está no DNA do Sindibel. Quando saí, lembrava-me do trecho de um samba que diz “não deixe a luta morrer”. E me lembro bem também de quantas vezes a Afonso Pena foi pequena, tamanho o número de servidores que colocamos no enfrentamento, inclusive no governo petista. Não nos curvamos. Aliás, sempre digo que dei um azar danado, porque assumi a direção do sindicato assim que o Patrus saiu, e não foi fácil a luta naquele período. O Patrus sempre teve uma tradição de ouvir mais, mas, ainda assim, enfrentamos. Quantas vezes fomos atrás do Rogério para tentar abrir as portas da prefeitura, que, com o Pimentel, não foi brincadeira?

Lembrar isso é dizer que, independentemente do governo que lá está, a luta do trabalhador não pode cessar, principalmente no momento em que o movimento sindical, os trabalhadores precisamos nos reinventar. Há ataques às conquistas que vieram desde o advento da Constituição, a chamada Constituição Cidadã; os movimentos sociais, os movimentos sindicais não ganharam nada de graça, foi tudo na luta. Hoje há um retrocesso imenso, imenso. A paralisia do movimento sindical, em alguns momentos, faz com que muitos trabalhadores pensem que chegamos ao fim da história, mas muito pelo contrário.

Quero desejar aqui, Israel e Beatriz, vida longa a esse sindicato e dizer que os enfrentamentos que faremos precisam de muita unidade, unidade dos trabalhadores, unidade na ação.

É isso o que vim aqui, como ex-presidente, com muita honra, desejar aos trabalhadores, guerreiros e guerreiras e dizer que, ao chegar aqui, senti falta de uma pessoa, o Sr. Joaquim Benfica. Em 1966, eu nasci, e esse moço fazia greve na prefeitura. Em cada ata do sindicato, mesmo aos 80 anos, ele não se deixou faltar. Então, parabéns a todos os trabalhadores e trabalhadoras. Vejo aqui a minha amiga Cida, e, um dia, a filha dela disse que estava correndo para o trabalho e ouviu a voz da mãe que estava em cima de um caminhão parando o trânsito, enquanto ela xingava a mãe.

É garra, é luta, é fé. Vamos derrotar essa coisa feia que está aí e que se chama Bolsonaro e Zema, como já fizemos com tanta gente, inclusive com gente boa, como o Sr. Pimentel. Enfrentamos e derrotamos na luta. Muito obrigado.

A presidente – Obrigada, Robson. Também quero partilhar a minha fala com a Célia. Quando a Célia chega, sabemos bem como é esse negócio de estar no caminhão parando o trânsito. Sabemos bem como é isso. É a forma que temos de dizer aquilo que precisa ser dito. Aliás, sem a nossa intervenção no território, na rua e na cidade, o poder econômico e o poder da mídia corporativa tenta nos inviabilizar, e isso nós não aceitamos. É por isso que ocupamos tanto as ruas, em tantos protestos, como faremos agora no próximo dia 15 de maio.

Célia, é um prazer tê-la conosco.