MARIA LÚCIA FATORELLI CARNEIRO, Presidente da Delegacia Sindical de Belo Horizonte. Presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal - Unafisco Sindical.
Discurso
Encerramento do evento.
Reunião
4ª reunião ESPECIAL
Legislatura 15ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 06/05/2003
Página 22, Coluna 2
Evento Fórum Técnico: A Reforma da Previdência Social
Assunto PREVIDÊNCIA SOCIAL.
Legislatura 15ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 06/05/2003
Página 22, Coluna 2
Evento Fórum Técnico: A Reforma da Previdência Social
Assunto PREVIDÊNCIA SOCIAL.
4ª REUNIÃO ESPECIAL DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª
LEGISLATURA, EM 15/4/2003
Palavras da Sra. Maria Lúcia Fatorelli Carneiro
A Sra. Maria Lúcia Fatorelli Carneiro - Quero parabenizar a
Assembléia por essa iniciativa muito importante e volto a afirmar
que temos que ampliar esse debate. Não podemos discutir a
Previdência isoladamente. Isso é impossível. Temos que discutir a
reforma tributária, o financiamento, um modelo que permita o
crescimento econômico, porque, se não houver crescimento
econômico, não tem modelo de previdência que dê certo. Para
discutir esse novo financiamento do Estado, temos que discutir a
legislação tributária e previdenciária. Temos que barrar essas
válvulas, esses desvios, o REFIS, as anistias, as filantropias, a
sonegação. No meio disso tudo, há o crescimento econômico.
O Deputado Adelmo Carneiro Leão colocou muito bem a questão do
salário mínimo. Existe um estudo do próprio Governo dizendo que o
mínimo é o mínimo de subsistência. Se todos os brasileiros tiverem
esse mínimo de subsistência, o aquecimento que vai acontecer na
nossa economia e na própria Previdência será enorme. Vamos ter um
outro País. Essa deve ser a linha da nossa discussão. Se houver um
mínimo de subsistência, não haverá esse distanciamento tão grande.
O mínimo de subsistência, segundo o DIEESE, é de R$1.200,00, não
havendo uma diferença muito grande entre ele e o salário do
Ministro do Supremo, que é de R$12.000,00. Vamos ter uma escala de
apenas dez vezes. Temos que corrigir a base, que está criminosa,
porque, se a população for viver disso no País, ela morre.
O grande abuso, neste País, não é a remuneração dos servidores
públicos, que hoje são classe média. Será um grande absurdo se o
Governo do PT vier a retirar direitos da classe média para
transferir para o capital. Por isso, devemos rebater o Projeto de
Lei nº 9 e não deixar o Governo do PT aprová-lo. O abuso é a
remuneração abusiva do capital. É isso o que devemos combater.
Para isso, Ângelo, vamos para as bases, com certeza. Já começamos
no dia 8, timidamente. Foi a primeira vez no novo Governo. Esse é
o desafio. Você me convocou, e eu o convoco juntamente com todos
os dirigentes que estão aqui. Vamos produzir mais material para ir
às nossas bases. Temos que ir para as ruas, se necessário. Como
disse o Deputado Adelmo, confiamos que este Governo seja dos
trabalhadores e defenda-os, seguindo com coerência, de acordo com
as bandeiras que sempre defendeu. Muito obrigada.