DEPUTADO ROGÉRIO CORREIA (PT)
Questão de Ordem
Legislatura 18ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 26/05/2018
Página 8, Coluna 1
Assunto PETRÓLEO BRASILEIRO S/A (PETROBRAS). TRIBUTO.
Proposições citadas RQC 12026 de 2018
41ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 18ª LEGISLATURA, EM 24/5/2018
Palavras do deputado Rogério Correia
O deputado Rogério Correia – Presidente, acabo de aprovar um requerimento na Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social para debater os reflexos da política de preço e da produção da Petrobras na economia e na sociedade mineira, para podermos, em audiência pública, fazer uma abordagem mais aprofundada dessa nova política de preços da empresa. A Petrobras é a responsável pelo aumento dos preços. Por mais que se tenha aqui guerra de partidos etc. é óbvio que já é o 12º aumento que aquela empresa anuncia em menos de um mês. Ela elevou agora o preço da gasolina para R$5,00 e também o preço do óleo diesel. Já há um tensionamento, há muito tempo, para que ocorresse essa nova política de preços da Petrobras. Agora que o Pedro Parente assumiu a direção da empresa, ele colocou em prática essa pressão que vinha do tal mercado. O mercado quer o ajuste, conforme o ajuste internacional de preços. E o Pedro Parente, que já tem essa ideologia neoliberal entranhada e a defende há muito tempo, resolveu colocar em prática o alinhamento internacional do preço do petróleo. Eu recuperei uma reportagem de setembro de 2014, quando havia uma pressão para que a presidenta Dilma equiparasse o preço da gasolina ao mercado internacional. E a presidenta Dilma dizia na época ser inviável pagar um preço pelo combustível com base nos custos nacionais e, ao mesmo tempo, associá-lo ao mercado internacional. E se negou, portanto, a aplicar os aumentos para gasolina, diesel e álcool, conforme gostaria o tal mercado, conforme é aplicado no mercado internacional. Então, em 2014, a presidenta Dilma se negou a aplicar na Petrobras a política que Pedro Parente faz hoje. Ao aplicar essa política de preço, estamos vendo a gasolina subir às alturas. É impressionante, o Brasil se transformou, repentinamente, em dois anos de governo Temer, em dois anos de golpe, em um caos estabelecido. É impressionante como em 2 anos o Brasil está retrocedendo 20. Bem que o slogan do Temer anunciava isso, 2 anos em 20. Ou melhor, 20 anos voltando atrás em apenas 2 anos do governo Temer. Hoje é um governo ultrarrejeitado, e evidentemente gerou uma revolta. Não é para menos. A gasolina hoje é a 3ª mais cara na América Latina. Na América do Sul, está cotada a R$2,49, no Paraguai, a US$1,61, no Uruguai, a US$1,30, no Chile; na parte inferior da tabela estão Equador, com o custo de US$0,39, Bolívia, US$0,54 e Venezuela, US$0,01. Portanto, temos no Brasil o preço mais alto da gasolina de toda a América Latina, não apenas América do Sul. É claro que isso vai aprofundar enquanto Pedro Parente estiver lá aumentando o preço diariamente. Por isso os caminhoneiros não querem a política de congelar por 15 dias o preço, para depois a Petrobras voltar a aplicar o preço internacional do petróleo. Isso não vai dar certo, ou seja, se aumentar o preço internacional do petróleo há aumento da gasolina, do gás de cozinha etc. Com isso o Brasil tensiona a inflação para cima, o dólar aumenta – eu disse isso na tribuna ontem –, e ao acontecer isso o governo combate a inflação decorrente, evidentemente, com um aumento na taxa de juros, que agrava a recessão econômica e o desemprego no Brasil. A política econômica do governo Temer está completamente equivocada e, se continuar, o Brasil vai para o buraco, pois já está indo ladeira abaixo. Então, ao aprovar esse requerimento, estou querendo fazer uma discussão mais aprofundada e vim aqui comunicar aos deputados que foi aprovado na Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social um requerimento de audiência pública para debater os reflexos da política de preço para os trabalhadores e também a produção da Petrobras na economia. Era essa questão de ordem que queria fazer, para anunciar essa audiência pública, e já tentarei ver com o deputado Celinho do Sinttrocel, presidente, se na semana que vem seria possível fazer um grande debate mais aprofundado dessa questão. Obrigado.