DEPUTADO MAURI TORRES (PSDB), Presidente
Discurso
Comenta a realização do Ato "Assembléia pela Paz".
Reunião
13ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 15ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 25/03/2003
Página 25, Coluna 3
Assunto DIREITOS HUMANOS. RELIGIÃO.
Legislatura 15ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 25/03/2003
Página 25, Coluna 3
Assunto DIREITOS HUMANOS. RELIGIÃO.
13ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª
LEGISLATURA, EM 20/3/2003
Palavras do Deputado Mauri Torres
“Sei que a paz é mais difícil que a guerra”. Essa frase tão
oportuna, hoje, expressa o pensamento de alguém muito caro a nós,
mineiros, especialmente a esta Casa legislativa, cujo plenário
ostenta seu nome. Seu autor é o ex-Presidente e estadista
Juscelino Kubitschek de Oliveira. Durante sua vida e sua carreira
política, em meio a momentos difíceis e conturbados, jamais
renunciou à busca pelo diálogo e pelo entendimento, passando com
freqüência pela conciliação e pelo perdão. Mahatma Gandhi, outro
líder inconteste do século XX, afirmou, demonstrando a mesma
percepção: “Não existe um caminho para a paz; a paz é o caminho”.
A situação do mundo, quando o caminho da paz parece ter sido
perdido, coexiste com a ausência de líderes sábios e generosos
como Gandhi ou Juscelino. Perdida a paz, triunfam o sectarismo, o
radicalismo e a intolerância, três expressões do egoísmo que
alarga o fosso entre os homens. A lição de duas guerras mundiais,
que resultou na criação e no fortalecimento da ONU como o grande
foro de debate e entendimento para sanar as desavenças e os
conflitos de interesses entre os diversos países, parece ter sido
rapidamente esquecida. Os líderes do século XXI mostram-se presas
fáceis para o apelo da guerra.
Mas guerra não é o único antônimo para paz. A palavra também se
opõe a toda violência e a toda opressão. Que este momento nos leve
a uma reflexão. A guerra, fora de nossas fronteiras, não significa
estarmos confortavelmente alheios às suas conseqüências. O
cotidiano de cada um está exposto a esses parceiros cruéis dos
conflitos, os especuladores de toda ordem, manipulando preços e
necessidades, quando a economia do mundo acha-se cada vez mais
imbricada. Que nosso dia-a-dia aprenda a resistir a todas as
violências e que possamos, neste tempo de adversidades, reaprender
o que valem os sentimentos da fraternidade, da lealdade e do
respeito pelas diferenças. Muito obrigado.