DEPUTADO LAFAYETTE DE ANDRADA (PSD)
Discurso
Legislatura 18ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 04/02/2017
Página 39, Coluna 1
Assunto ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (ALMG).
1ª REUNIÃO ESPECIAL DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 18ª LEGISLATURA, EM 1/2/2017
Palavras do deputado Lafayette de Andrada
Exmos Srs. deputado Adalclever Lopes, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais; desembargador Herbert Carneiro, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Helvécio Magalhães Júnior, secretário de Estado de Planejamento e Gestão, que neste ato representa Fernando Pimentel, governador do Estado de Minas Gerais; deputado Dalmo Ribeiro Silva, 2º-vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais; deputado Inácio Franco, 3º-vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais; deputado Rogério Correia, 1º-secretário da Assembleia Legislativa; deputado Alencar da Silveira Jr., 2º-secretário da Assembleia Legislativa; deputado Hely Tarqüínio, ouvidor-geral da Ouvidoria Parlamentar da Assembleia; Antônio Sérgio Tonet, procurador-geral de Justiça do Estado de Minas Gerais; Exma. Sra. Christiane Procópio Malard, defensora pública-geral do Estado de Minas Gerais; Exmos. Srs. Paulo Lamac, vice-prefeito de Belo Horizonte e secretário Municipal de Governo, ex-colega, deputado estadual nesta Assembleia Legislativa; vereador Henrique Braga, presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte; conselheiro Sebastião Helvécio, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais; prefeitos, vereadores, demais autoridades devidamente anunciadas pelo Cerimonial, familiares e convidados dos deputados, telespectadores da TV Assembleia, deputadas e deputados, minhas senhoras, meus senhores, incumbiu-me o deputado Adalclever Lopes, presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, da nobre missão de proferir, em nome da nova Mesa da Assembleia de Minas, breves palavras de saudação aos parlamentares e ao povo mineiro, neste início de sessão legislativa. Agradeço ao Sr. presidente a honrosa confiança.
Inicialmente, gostaria de agradecer a presença de tantas autoridades. Representando aqui os demais membros de suas respectivas instituições, engrandecem e abrilhantam esta solenidade. Permitam-me o registro do agradecimento especial ao desembargador Herbert Carneiro, chefe do Poder Judiciário, cuja presença neste recinto é o símbolo máximo do respeito recíproco e da harmonia entre os Poderes Legislativo e Judiciário. Igualmente, agradecemos e reverenciamos a presença do Sr. Helvécio Magalhães, secretário de Estado de Planejamento e Gestão, que ora representa S. Exa. Fernando Pimentel, governador do Estado de Minas Gerais, também numa demonstração inequívoca de respeito recíproco, colaboração e harmonia entre os Poderes Legislativo e Executivo. Transmita ao Sr. governador a nossa respeitosa saudação e o agradecimento pelas palavras aqui transmitidas por V. Sa.
Remonta aos tempos da Antiga Grécia a representação popular, quando Clístenes, por volta de 500 a.C., implanta a democracia, que era exercida de forma direta pelos cidadãos, que participavam presencialmente das tomadas de decisão. A democracia direta, aos poucos, evolui para a chamada democracia representativa, dando origem aos parlamentos.
O senado romano constitui a mais antiga experiência de democracia representativa no Ocidente, sendo o embrião dos parlamentos modernos, que começam, a partir da Revolução Gloriosa, na Inglaterra, a assumir os primeiros contornos dos parlamentos da atualidade. O Parlamento é o garantidor, a expressão máxima da vontade popular. É nos parlamentos que as grandes questões que afligem a sociedade são debatidas; é nos parlamentos que ecoa a voz do povo, que se manifesta a vontade das ruas e dos campos. O Parlamento é, pois, o coração da democracia!
Vivemos, contudo, Sr. Presidente, senhoras e senhores deputados, momentos difíceis, conturbados da vida nacional, em que o radicalismo, a impaciência e a incompreensão se avultam, confundindo a opinião pública e perturbando as convicções. Meias-verdades, inverdades e falsidades são difundidas, publicadas e propagadas às vezes ingenuamente, mas muitas vezes também com o claro objetivo de tumultuar o contexto ou mesmo de manchar reputações. É preciso restaurar a moderação e o juízo sereno. Precisamos defender as instituições. Ao Parlamento compete um debate franco de ideias que possa nortear os passos da nossa Nação rumo ao desenvolvimento, à ordem e ao progresso, confiando na inafastável e imprescindível colaboração dos demais poderes, bem como dos altos órgãos públicos de fiscalização e de controle, sempre alicerçados na serenidade que o momento exige.
É nesse contexto, senhoras e senhores, que a Assembleia Legislativa de Minas retoma suas funções, dando início à 3ª Sessão Legislativa da 18ª Legislatura, inspirados nos exemplos de nossos próceres do passado, com os olhos voltados para o futuro, na firme crença de que podemos trazer dias melhores para o nosso Estado e para a nossa gente; é assim que reiniciamos os nossos trabalhos. Honraremos as mais altas tradições da Assembleia de Minas. Aqui, no Palácio da Inconfidência, exaltamos a democracia, veneramos a liberdade, cultuamos a ética, exercemos os nossos mandatos com seriedade e transparência, buscando sempre o interesse público e o bem comum. Esta é a casa do povo. Aqui, respira-se política, a verdadeira política, a política nobre, sincera e essencial ao regime democrático. E é essa a política que exerceremos, altivos, com a cabeça erguida, no desempenho de nossa deputação, de nosso mandato popular. Assim cumpriremos a nossa missão, lembrando sempre o ensinamento do velho José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, que já nos dizia, lá na aurora da nossa emancipação política, no nascimento da nossa pátria: "A sã política é filha da moral e da razão".
Vamos em paz! Que Deus nos proteja a todos. Muito obrigado.