DEPUTADO DELEGADO HELI GRILO (PSL)
Discurso
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 25/05/2019
Página 49, Coluna 1
Assunto POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PCMG). POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS (PMMG).
43ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 22/5/2019
Palavras do deputado Delegado Heli Grilo
O deputado Delegado Heli Grilo* – Sr. Presidente da sessão, Srs. Deputados, da mesma forma como o deputado Coronel Sandro aqui esteve para parabenizar as ações da Polícia Militar em Paracatu, quero, neste momento, externar meus sentimentos a todas as famílias e ao povo da cidade. Passar por uma situação dessas não é fácil, mas Deus sabe o que faz e, com toda certeza, vai consolar o coração das pessoas, amigos e parentes e também vai receber nos braços aqueles que se foram em razão dessa ação delituosa.
Gostaria aqui também de parabenizar a Polícia Civil da Draco, Delegacia de Repressão às Ações Criminosas, pela prisão do Sonny Clay, um dos maiores – senão o maior – traficantes de cocaína e pasta-base de Minas Gerais. Ele foi preso dentro do campo de futebol. As camisas estavam estampadas: Sonny. A ostentação era muito grande por parte do traficante, que foi preso há seis meses pelo mesmo motivo: tráfico de drogas – já foi preso umas três, quatro, cinco vezes.
A polícia, incansável, teve a sua ação de sempre: “Se foi solto, vamos prender novamente”. A operação durou nove meses, e eu aqui gostaria de citar o nome dos policiais que participaram e lograram êxito nessa grande operação, com a apreensão de veículos, drogas e dinheiro.
Pessoal do Deoesp: delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira; inspetor Marco Aurélio Matos da Costa e os investigadores Alexandro Antônio Porto e Souza, Aline de Figueiredo Murta, Andrey Rafael de Oliveira, Augusto Emmanuel de Lima, Breno Paulo de Oliveira, Carlos Eduardo Ferreira Costa, Douglas Eustáquio Viana, Flávio Adolfo Heilbuth do Amaral, Karla Karoline Pereira, Ramon Moreira Campos, Raul Moraes de Euclides e Rodrigo Lima Guerra. Esses são os policiais que, durante nove meses, promoveram ações de perspicácia, de identificação e de localização, formando um verdadeiro aparato para a prisão do Sonny.
Presidente, hoje estou orgulhoso, deputados Sargento Rodrigues, Zé Guilherme e Coronel Henrique. No dia da exposição Expozebu, em Uberaba, um colombiano, um estrangeiro que veio ao Brasil fazer negócios referentes à pecuária, ao ir para o hotel, em um táxi, foi abordado por dois motociclistas, a Gangue do Rolex, que roda o Brasil inteiro e que estava em Uberaba naquele dia. A Gangue do Rolex subtraiu bens do colombiano; não satisfeito, um dos bandidos disse ao outro para voltar lá e matá-lo. Ele voltou e matou o colombiano.
A matéria saiu em jornal do Brasil inteiro, em todos os órgãos de comunicação, inclusive no Fantástico: “Estrangeiro morre em Uberaba”. Chegaram até a apontar alguns autores e fotos deles, mas a Polícia Civil, sossegada, tranquila, com calma e com justiça, hoje prendeu um dos autores e quem sabe prenderá o outro ainda em São Paulo, em Taboão da Serra. A nossa Polícia Civil não tem lugar determinado para trabalhar. Se a nossa polícia tiver que ir lá no Rio prender, ela vai, se tiver que ir a São Paulo, também vai.
Por fim, os policiais que fizeram isso são todos meus colegas de Uberaba: o Dr. Francisco, que ficou no meu lugar como chefe do departamento, o Dr. Rodolfo, que hoje está na regional, e o inspetor Edilberto. Foi uma ação de vários policiais por se tratar de uma operação que deveria ser desenvolvida na capital paulista. Houve a participação de alguns policiais de São Paulo, que também ajudaram na identificação desses elementos. Foi uma investigação minuciosa, um grande trabalho que contou com toda a evolução da tecnologia, e hoje tivemos o prazer de receber a informação de que acabavam de ser presos os autores do latrocínio do colombiano em Uberaba, e isso me deixa muito feliz.
Ainda tenho 2 minutos e teria que citar os nomes das equipes de Uberaba, presidente, coordenada pelo Dr. João, Dr. Gustavo. São os policiais da delegacia que cuida de crime contra o patrimônio: João Fábio; Rodrigo Silva; Gabriel Dutra Trindade; Gustavo Rodrigo Lopes Coelho; Leandro Oliveira Gomes; André Luís Zaidan Borges; e Gláucia Dionísio. Também gostaria de mencionar os nomes dos investigadores da Equipe de Pronta Resposta: Adriano Freitas da Costa; Diego André Souza Lemos; João Carlos de Sousa Pires Júnior; Marco Túlio Morais Mio; Simone de Sousa Higino; o escrivão Cezar Rodrigues Jardim Júnior; e o inspetor Leone Martins. Perdão, mas também não poderia deixar de registrar os nomes dos delegados de São Paulo: Dr. Renato e Dr. Eduardo Gobbetti.
São essas ações de justiça que a Polícia Civil faz. Ela não deixa que injustiças sejam cometidas e dá uma resposta à sociedade. Então hoje, naturalmente, o povo colombiano deve estar comentando: a Polícia Civil de Uberaba foi extremamente competente e prendeu os autores do bárbaro latrocínio ocorrido no parque de exposições, na saída próxima ao hotel onde ele ia ficar.
Presidente, era essa a minha manifestação de respeito e carinho a todos esses policiais de Uberaba que trabalharam no caso, sob a chefia do Dr. Francisco e do Dr. Rodolfo. Vocês não imaginam o orgulho que nos dá essas ações, como também essa operação que foi concretizada aqui no esporte amador.
E o que é pior, Zé Guilherme, está cheio disso no esporte amador. Se você for ao interior, em campeonato amador, cada time tem um traficante tomando conta. Não são todos é claro. Não podemos generalizar, mas inúmeros equipes contam com esse apoio do crime organizado. Então as federações, as ligas têm de tomar providência e entender uma forma de combater isso. Não sei como, não estou lá, mas acho que eles precisam achar um mecanismo para fazer isso. O que aconteceu aqui com esse atleta... Ainda disseram que ele era coringa. Jogava em qualquer posição, mas a bola era dele, o dinheiro era dele, a farda era dele, tudo era dele, então joga mesmo.
Então são essas minhas palavras, Sr. Presidente. Quero deixar meu respeito por essa instituição que consegue ainda dar resposta, mesmo com os parcos recursos que existem para isso. Obrigado.
* – Sem revisão do orador.