Pronunciamentos

DEPUTADO CAPOREZZO (PL)

Discurso

Critica o governo federal por ter revogado a Medalha Princesa Isabel. Apresenta informações sobre história da escravidão. Presta homenagem ao ex-prefeito de Uberlândia e ex-deputado estadual Renato de Freitas. Critica o governo federal por posicionamento sobre liberdade de expressão.
Reunião 34ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 19/05/2023
Página 33, Coluna 1
Assunto EXECUTIVO FEDERAL. HOMENAGEM.

34ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 17/5/2023

Palavras do deputado Caporezzo

O deputado Caporezzo – Boa tarde, presidente; boa tarde, colegas deputados estaduais. Este ano nós comemoramos 135 anos da Abolição da Escravidão, uma data atualmente muito significativa para a história do povo brasileiro. Mas, infelizmente, o prêmio que o presidente Lula deu para essa data foi revogar a Medalha Princesa Isabel. Aí ele substituiu pelo prêmio Luiz Gama. Meu total respeito a Luiz Gama, que foi um grande advogado que libertou muitos escravos, na época do Império no Brasil, utilizando-se das leis que foram promulgadas pela monarquia. Agora olhem só o argumento que o governo Lula utilizou aqui: “Diz que um país negro e racista como o Brasil, tinha um prêmio de direitos humanos em homenagem a uma mulher branca”. Esse comentário por si só é um escárnio de tão racista.

Mas é importante lembrar a história da escravidão. Quando o homem branco chegou ao continente africano, a escravidão já existia lá por mais de 2 mil anos. Foram menos de quatro séculos para o povo branco promover o fim da escravidão. E por que isso aconteceu, já que, quando o islamismo explodiu na África, a prática da escravidão foi ampliada? O fim da escravidão se deve à ideia de que a escravidão fere uma injunção bíblica. Qual é? Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Quem ama o próximo não escraviza. Então é uma vergonha esse ataque à memória da Princesa Isabel, que, ao abolir a escravidão, tinha plena consciência do que estava fazendo. Muitas pessoas não sabem, mas a coroa que está na imagem de Nossa Senhora Aparecida é uma réplica da coroa que seria a coroa da imperatriz Isabel, porque ela sabia, ao abolir a escravidão, que estava colocando a sua coroa em risco e ela falou o seguinte: que, se não pudesse governar o Brasil, que Nossa Senhora aceitasse aquele humilde presente e governasse o Brasil em seu lugar. Então ela tinha a exata dimensão do que estava fazendo e estava certa, tanto que ela perdeu a coroa por causa dos interesses da elite cafeicultora da época. Essa, sim, escravocrata e ligada aos republicanos.

Mas a gente tem história aqui. Vejam só o que acontecia dentro do cenário político internacional da época. Abraham Lincoln, que era um presidente do Partido Republicano, ou seja, de direita lá, dos Estados Unidos, estava tentando abolir a escravidão e por causa disso aconteceu a Guerra da Secessão americana, que é a guerra em que mais morreram norte-americanos. E sabe o que falou o seu rival do Partido Democrata, de esquerda, o esquerdista Stephen Douglas? Ele falou o seguinte: “Não tenho escravos, mas defendo o direito de as pessoas de comprar ou não comprar escravos”. Esse é o argumento histórico da esquerda em relação à escravidão. Isso aqui é história e não pode ser contrariada. Inclusive esse é o mesmo tipo de argumento que a esquerda internacional e a brasileira utilizam hoje para defender uma mazela mil vezes pior que a escravidão, que é o aborto. “Ah, você não quer o aborto, você não gosta do aborto, é só não fazer. Mas nós devemos defender o direito de escolha de um mulher matar ou não o seu filho inocente no útero.” Eles acham isso algo realmente aceitável. Um dia, no futuro, eu tenho fé que as pessoas irão olhar para essa mazela atual do aborto da mesma maneira que nós olhamos hoje com total reprovação para o tema escravidão. Eu quero encerrar aqui esta parte do discurso a respeito da escravidão, com a frase célebre da Princesa Isabel, quando ela disse: “Se mil coroas eu tivesse, mil coroas eu daria pelo fim da escravidão”. E realmente ela deu. E hoje, por parte deste governo seboso, sujo e de corruptos, ela é tratada com desrespeito por causa da cor da sua pele. Há uma frase de um filósofo muito conhecido, irlandês, Edmund Burke, que com certeza explica o fenômeno eleitoral atual que nós vivemos no Brasil. Ele falou o seguinte: “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”. Talvez seja por isso que algumas pessoas confiaram ao “Molusco” a esperança delas de comerem picanha, e claramente estão sendo decepcionadas.

Agora, aconteceu esta semana aí, um evento, uma feira do MST, movimento terrorista, que contou com o apoio desse desgoverno, que é uma vergonha para o Brasil. Como se não bastasse esse show de horrores já ter contado com diversos ministros do governo Lula, nós ainda presenciamos uma cena terrível de canibalismo, quando um picolé de chuchu resolveu tomar sorvete. Além disso, o Stédile, que é o líder do MST, falou que os pecuaristas são gigolôs de gado. E fazem desde o Brasil…

Olhem o desrespeito dessas pessoas para com quem leva o PIB, a economia do Brasil, nas costas. Respeitem o agronegócio brasileiro! Principalmente, Stédile, ao chamar os fazendeiros de gigolôs de gado, você deveria pensar duas vezes, morder a sua língua, porque você já esqueceu o que o seu grande líder, molusco, cachaceiro, de nove dedos, falou, em entrevista para a revista Playboy, na década de 1970. Ele falou o seguinte… A Playboy: “Com que idade você teve a sua primeira experiência sexual?” – isso em entrevista de 1979. Aí o Lula respondeu: “Com 16 anos”. A Playboy perguntou o seguinte: “Foi com mulher ou com homem?”. Então o Lula demonstrou surpresa e respondeu: “Claro, com mulher”. E depois: “Mas, naquele tempo, a sacanagem era muito maior do que é hoje. Um moleque, naquele tempo, com 10, 12 anos, já tinha experiência sexual com animais. A gente fazia muito mais sacanagem do que a molecada de hoje em dia. O mundo era mais feliz e livre”. Ou seja, a envergadura moral do presidente Lula é que o mundo livre é o mundo que faz sexo com animais, que pratica zoofilia. Então ele gosta de uma cabrita. Não sou eu que estou dizendo, foi ele que disse. É importante lembrar isso.

Mas, como a gente está falando aqui a respeito de memória e de história, eu quero aproveitar esta semana para lembrar de um grande homem público de Minas Gerais, que foi o prefeito de Uberlândia Renato de Freitas. Este ano faz 25 anos do seu falecimento, e Renato de Freitas marcou a história de Uberlândia. Por dois mandatos, foi prefeito – de 1967 a 1971 e de 1973 a 1977. E também foi deputado estadual nesta Casa, de 1979 a 1983. Ele dizia que o homem público deve governar e ter coragem de dizer “não”. O prefeito Renato de Freitas foi responsável por tirar os trilhos de trem do centro de Uberlândia, o que propiciou o desafogamento do trânsito na época. Colocou, na prefeitura, a exigência de concurso público, que é muito importante. Criou a nossa rodoviária, que até hoje é utilizada e há décadas serve ao povo de Uberlândia, bem como criou o Dmae, que faz de Uberlândia referência nacional em saneamento básico. Muitas pessoas não sabem, mas Uberlândia é uma das cidades com a melhor água do Brasil. E Renato de Freitas, acima de tudo isso, deixou como exemplo a sua envergadura de homem público; de agir com honra, com honestidade, sendo um grande pai; e, com certeza, esse seu exemplo serve como luz para todos nós, que somos políticos da cidade de Uberlândia.

Por fim, tem se falado muito, no Congresso Nacional, a respeito de fake news e que essa lei do Orlando Silva, relator, seria positiva para nortear e normatizar as interações nas redes sociais. Primeiro que um comunista não tem nada que falar em liberdade de expressão. Qual é a liberdade de expressão que existe na China? Lá é uma república democrática popular, onde o povo tem que ser esmagado pelo Estado. Com certeza é isso que o Orlando está querendo para o Brasil também. Ele defende a liberdade de imprensa. Ele fala que a rede social atrapalha a imprensa e que a imprensa é profissional, então ela trabalha com a verdade. Eu sou obrigado a lembrar que foi noticiado, em 2006, que Orlando Silva teria recebido propina no estacionamento do ministério que comandava. Isso aí foi pela grande mídia, está bem? Ela está certa ou errada, Orlando Silva, do Partido Comunista, quando falou isso? Ela é confiável ou não?

E vemos agora uma fala chocante, terrível, deste grande ministro do Lula – grande, com certeza, não pela sua envergadura moral –, Flávio Dino. Ele falou o seguinte para diversos influencers de redes sociais que estavam reunidos com ele: “Eu me refiro a todas as plataformas. Esse tempo da autorregulação, da ausência de regulação, da liberdade de expressão como um valor absoluto, que é uma fraude, uma falcatrua, esse tempo acabou no Brasil. Acabou, foi sepultado. Tenham clareza disso, clareza definitiva disso. Se os senhores não derem respostas que nós consideramos compatíveis e ajustadas…”.

Eu vou repetir o que o ministro falou: “Se os senhores não postarem e não derem respostas que nós consideramos compatíveis e ajustadas, nós vamos tomar as providências”. Olhe a ameaça que o ministro do governo Lula está fazendo à liberdade de expressão! Isso é autoritarismo, escárnio.

Flávio Dino, não existe democracia sem liberdade de expressão, sem esse valor. Se você quer destruir qualquer democracia, comece destruindo a liberdade de expressão. Criar uma secretaria ou um órgão público para determinar se aquilo que o cidadão fala é verdade ou mentira, por si só, já é um ato de tirania, de autoritarismo. Quem serão os anjos que vão descer do céu para determinar quem está falando a verdade ou não? Vai ser o Flávio Dino? Só se for do inferno comunista, lá de onde ele saiu e nunca deveria ter saído.

Obrigado, presidente. A direita vive em Minas Gerais!