ANTÔNIO AURELIANO SANCHES DE MENDONÇA
Discurso
Legislatura 15ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 08/07/2003
Página 23, Coluna 3
Assunto HOMENAGEM.
Proposições citadas RQS 580 de 2003
13ª REUNIÃO ESPECIAL DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª LEGISLATURA, EM 23/6/2003
Palavras do Sr. Antônio Aureliano Sanches de Mendonça
Exmo. Presidente, Deputado Mauri Torres; Exmo. Vice-Governador, Clésio Andrade; Exmo. ex-Governador e ex-Senador Francelino Pereira; Exmo. Deputado Romeu Queiroz; Exmo Sr. Ten.-Cel. Eduardo Orione; Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Vereador Betinho Duarte; Exmo. Procurador-Geral do Estado de Minas Gerais, José Bonifácio Borges de Andrade; Exma. Secretária de Estado de Política Regional e Habitacional, Maria Emília Rocha Melo; Exmo. Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, caro amigo Deputado Olavo Bilac Pinto; caro e fraterno amigo Deputado Dalmo Ribeiro Silva, Presidente da Comissão de Ética desta Assembléia, agradeço em nome da minha família esta manifestação vinda da Comissão de Ética, que foi o balizar e norte da vida pública de meu pai.
Neste momento, falo em nome de minhas irmãs Maria Cecília e Maria Guiomar; da minha mulher Matilde Maria; do meu cunhado Renato Fonseca; das minhas tias Maria da Glória, Maria de Lourdes, Nilbe e seus esposos; de meu tio Cláudio Augusto Chaves de Mendonça; dos meus familiares aqui presentes; de minhas filhas; de todos os netos de Aureliano Chaves e de todos os amigos presentes nesta Casa, onde ele começou sua vida pública, quando nasci, em 1958.
Srs. Deputados, senhores amigos de Aureliano Chaves, hoje é dia de profunda emoção. Não faria um discurso, mas farei, sim, em nome de minhas irmãs Maria Cecília e Maria Guiomar, em nome de meus familiares, um testemunho de um filho que ama, testemunho de quem tem no pai um exemplo de vida pessoal e conduta correta na vida pública. Sinto-me com muita vontade de lhe dar, cada vez mais, tudo que esperou da nossa família, tudo que foi correto em sua vida particular e pública.
Vindo da Comissão
de Ética, ressalto a ética, grande movedora das
discussões e conversas que tive com ele, na vida pública
esse é o fio da navalha, muito nos alegra essa homenagem. A
todo momento de nossas vidas, temos permanentemente a catarse pessoal
e a catarse daquilo com que convivemos. A ética é
fundamental na vida de cada um de nós, no relacionamento com
nossos cônjuges, com nossos filhos, no dia-a-dia profissional.
Quando essa homenagem parte da Comissão de Ética, tenho
a certeza de que onde meu pai está, ao lado de Deus, junto com
minha mãe, com minha avó e com todos os familiares e
amigos que já se foram, estará muito feliz. Quando se
fala o nome Aureliano Chaves, lembramos o compromisso de cada um, de
cada filho, de cada sentimento que existe nos corações
dos amigos que estão aqui. Em todos os corações
daqueles que conviveram com Aureliano
Chaves está o
sentimento do homem que deu o exemplo, do homem sem grandes ambições,
pois, se as tivesse, teria chegado aonde quisesse.
Acompanhei tudo de perto, principalmente o que aconteceu na transição política deste País. Evidentemente, nós, filhos, ficamos constrangidos ao falar de Aureliano, ele era um homem que amava profundamente, mas era incapaz de elogiar um filho na presença de quem quer que fosse, pois achava que estava valorizando os seus. Isso não o agradava. Falo e recordo o passado histórico porque, no Congresso Nacional, a história foi revelada e confirmada da maneira que o foi. Em 1958 começou sua vida pública. Tenho certeza de que todos os amigos fraternos estão aqui. Os que não puderam vir, de coração aqui estão.
Em meu nome e no da minha família, das minhas tias queridas, do meu cunhado, dos meus filhos, das minhas irmãs, de todos os que compartilharam da vida de Aureliano Chaves, quero dizer que esta cerimônia é de um significado enorme para todos nós. Cada dia da minha vida estarei sempre lembrando e me orientando na figura daquele que foi um homem que sempre procurou viver sua vida de forma espartana, mas sempre voltado para os interesses da Nação, sempre procurando dar aos seus filhos o exemplo, pois este vale mais que a palavra. Tenho absoluta convicção de que os 30 anos de vida pública de Aureliano Chaves sempre foram em busca de retidão e de representar o seu povo. Ele viveu a vida no resgate permanente do sacerdócio da vida pública.
Nesta Casa, quero dizer a todos os companheiros Deputados que a vida pública honra muito aqueles que a exercem com absoluta transparência e dignidade. Cada um de nós tem que ter orgulho de ser político. Temos que ter a consciência de que representar o povo é, antes de mais nada, a missão mais importante e de mais sublime que existe, desde que exercida com dignidade, transparência e sempre buscando o bem comum.
Neste momento, quero, conforme cantei para minha avó, terminar meu discurso lembrando Charles Chaplin, que, numa música, dizia: “Para quê chorar o que passou, lamentar perdidas ilusões, se o ideal que sempre nos acalentou renascerá em outros corações?”.
Eu te amo, papai. Agradeço a todos. Que Deus nos acompanhe nessa luta.
Neste momento, agradeço a uma pessoa que todos da família amamos, meu tio José Vieira de Mendonça, que foi o médico do papai durante toda a sua vida, assim como o é de toda a família. É um homem extraordinário. Queremos dizer-lhe que foi uma pessoa importantíssima na vida de meu pai, assim como o é na nossa vida. O senhor cuidou muito bem do papai, ajudando-o ele e a vovó também. Que Deus continue iluminando-o no dom da medicina correta, digna e ética. Muito obrigado. Eu te amo, tio.