Lei nº 17.626, de 10/07/2008
Texto Original
Torna oficial no Estado o Hino à Negritude.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS,
O Povo do Estado de Minas Gerais, por seus representantes, decretou e eu, em seu nome, promulgo a seguinte Lei:
Art. 1º – Fica oficializado no Estado o Hino à Negritude, de autoria do Professor Eduardo de Oliveira, registrado sob o nº 137, a fls. 74 do Livro 17, na Escola Nacional de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e com letra constante no Anexo desta Lei.
Parágrafo único – O Hino à Negritude deverá ser entoado nas solenidades oficiais relacionadas com a raça negra.
Art. 2º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, aos 10 de julho de 2008; 220º da Inconfidência Mineira e 187º da Independência do Brasil.
AÉCIO NEVES
Danilo de Castro
Renata Maria Paes de Vilhena
Maria Eleonora Barroso Santa Rosa
Simão Cirineu Dias
ANEXO
(a que se refere o art. 1º da Lei nº 17.626, de 10 de julho de 2008)
Hino à Negritude
(Cântico à Africanidade Brasileira)
Letra e música: Professor Eduardo de Oliveira
Sob o céu cor de anil das Américas
Hoje se ergue um soberbo perfil.
É u'a imagem de luz
Que, em verdade, traduz
A história do negro no Brasil.
Este povo, em passadas intrépidas,
Entre os povos valentes se impôs!
Com a fúria dos leões
Rebentando grilhões
Aos tiranos se contrapôs!
Bis
Ergue a tocha no alto da glória
Quem herói nos combates se fez,
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez!
(Refrão)
II
Levantando no topo dos séculos,
Mil batalhões viris sustentou
Este povo imortal
Que não encontra rival,
Na trilha que o amor lhe destinou.
Belo e forte, na tez cor de ébano,
Só lutando se sente feliz.
Brasileiro de escol
Luta de sol a sol
Para o bem de nosso País.
Bis
Ergue a tocha no alto da glória
Quem herói nos combates se fez,
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez!
(Refrão)
III
Dos Palmares, os feitos históricos
São exemplos da eterna lição
Que, no solo tupi,
Nos legara Zumbi,
Sonhando com a libertação.
Sendo filhos também da mãe África,
Aruanda dos Deuses da Paz.
No Brasil, este axé
Que nos mantém de pé
Vem da força dos Orixás.
Bis
Ergue a tocha no alto da glória
Quem herói nos combates se fez,
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez!
(Refrão)
IV
Que saibamos guardar estes símbolos
De um passado de heróico labor.
Todos numa só voz,
Bradam nossos avós:
Viver é lutar com destemor!
Para frente marchamos impávidos
Que a vitória nos há de sorrir.
Cidadãs, cidadãos,
Somos todos irmãos
Conquistando o melhor porvir!
Bis
Ergue a tocha no alto da glória
Quem herói nos combates se fez,
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez!
(Refrão)