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Compositor Márcio Borges é homenageado com votos de congratulações pela Assembleia

Um dos idealizadores do Clube da Esquina, foi parceiro de grandes músicos como Milton Nascimento e Lô Borges.

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Na próxima terça-feira (7/4/26), o letrista mineiro Márcio Borges, integrante do Clube da Esquina, será homenageado com diploma de votos de congratulações pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A audiência de convidados para a entrega da homenagem foi solicitada pela deputada Lohanna (PV) e será a partir das 16 horas, no Auditório José Alencar.

A reunião terá, ainda, a finalidade de debater a relevância da trajetória de Márcio Borges para as culturas mineira e brasileira. Para a deputada Lohanna, Márcio Borges é um escritor brilhante em todos os gêneros a que se propõe criar, trabalho coroado com sua eleição para a Academia Mineira de Letras (AML). "Entendo que é papel da Assembleia e também meu, enquanto parlamentar desta casa, reconhecer o trabalho dos nossos artistas", pontuou.

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A deputada explicou que decidiu pelos votos de congratulações por três razões: o aniversário de 80 anos, que ele comemorou em janeiro; a eleição para a AML; e pelo conjunto de sua obra ao longo da carreira. "É uma alegria imensa poder homenagear um artista do porte do Márcio Borges".

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Carreira de sucesso e de grandes parcerias

Márcio Borges é coautor de famosas canções em parceria com Milton Nascimento e seu irmão Lô Borges, falecido no final do ano passado. É o segundo dos 11 filhos da família, que conta com muitos músicos, entre eles, o mais velho, Marilton Borges. Poucos dias antes de seu 80º aniversário, foi escolhido como o ocupante da cadeira 29 da Academia Mineira de Letras, vaga após a morte de José Fernandes Filho.

É o letrista das duas músicas intituladas Clube da Esquina, a primeira de 1970 e a segunda de 1972, que deram nome ao álbum duplo com Milton e Lô e ao movimento musical mineiro. A segunda canção foi escrita a pedido de Nana Caymmi.

Da parceria com Milton Nascimento, coleciona composições memoráveis como “Crença” (1967), “Gira girou” (1967), “Vera Cruz” (1968), “Tarde” (1969), “Viola violar” (1973), “Os povos” (1976), “Novena” (1978), “O que foi feito de Vera” (1978), “Txai” (1990) e “Os tambores de Minas” (1997).

Outros parceiros marcam sua trajetória: com Beto Guedes, “Contos da lua vaga” (1981); com Flávio Venturini e Vermelho, “Planeta sonho” (1980); e novamente com Venturini, “Linda juventude” (1982).

Em 1996, escreveu o livro “Os sonhos não envelhecem – histórias do Clube da Esquina”. Em 2001, publicou o livro infantojuvenil “Os 7 falcões”. Atualmente, Márcio Borges é diretor do Bar do Museu Clube da Esquina, do qual é idealizador, em Belo Horizonte.

Personalidades do cenário cultural de Minas já confirmaram presença na audiência de homenagem. Entre eles, o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo; a subsecretária de Estado de Cultura e Turismo, Maristela Rangel Paes; o presidente emérito da Academia Mineira de Letras, Rogério de Vasconcelos Faria Tavares; e a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Barbara Mara Bof Santos.

 

"O trabalho dele junto ao Clube da Esquina projetou Minas para o mundo e mostrou a potência da nossa cultura"
Lohanna
Dep. Lohanna
Márcio Borges

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