Comissão visita Juiz de Fora para averiguar situação de insegurança
Moradores temem saques em imóveis interditados e chegaram a organizar uma equipe de vigilância comunitária.
Após as fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora (Mata) e outros municípios da região, no final de fevereiro, os moradores agora temem saques em imóveis que permanecem interditados ou áreas com infraestrutura precária. De acordo com informações publicadas pelo Portal G1, no Bairro Três Moinhos, onde sete ruas permanecem interditadas após a evacuação de áreas consideradas de risco, moradores organizaram uma equipe de vigilância comunitária por medo de furtos e invasões de imóveis desocupados, especialmente à noite.
Com o objetivo de verificar os danos causados pelas chuvas, dar apoio institucional às demandas da população e avaliar as condições de atuação das áreas de segurança pública e defesa civil, a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizará uma visita ao município nesta quinta-feira (5/3/26), a partir das 9 horas.
De acordo com o requerimento apresentado pelo presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado Sargento Rodrigues (PL), as visitas podem se estender a outras cidades próximas prejudicadas pelas chuvas.
Em Juiz de Fora, as chuvas mais intensas que já atingiram a cidade deixaram 65 mortos e 8.584 desabrigados e desalojados. No Município de Ubá, também na região da Mata, sete pessoas morreram e mais de 400 estão desabrigadas. O esforço dos órgãos de segurança e da população resultou em 51 pessoas resgatadas com vida em Juiz de Fora e 145 em Ubá.
De acordo com o requerimento apresentado pelo deputado Sargento Rodrigues, a visita tem os seguintes objetivos:
- verificar os danos causados pelas chuvas à população local, avaliando as necessidades mais urgentes e as providências que possam ser adotadas
- prestar apoio institucional e encaminhar as demandas apuradas às autoridades competentes
- certificar as condições de trabalho dos profissionais da segurança pública empenhados nas áreas afetadas, no exercício da preservação da ordem pública e da proteção da incolumidade das pessoas e do patrimônio
- averiguar o efetivo, os equipamentos, os insumos e a infraestrutura disponibilizados pelo Estado à Defesa Civil para a adequada gestão dos desastres e o atendimento à população atingida.