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Assembleia debate escassez hídrica em São Thomé das Letras

Audiência pública na sede da Assembleia ouvirá moradores e autoridades sobre problemas no abastecimento e perfuração de poços artesianos pela Copasa.

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Interrupções no abastecimento de água que chegaram a durar cinco dias, redução do volume de cachoeiras importantes para o turismo e a perfuração de poços artesianos pela Copasa preocupam a população de São Thomé das Letras (Sul de Minas). 

Atendendo a solicitação de moradores, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza audiência pública para avaliar a segurança hídrica da população de São Thomé das Letras, a regularidade das outorgas de direito de uso de recursos hídricos e os impactos socioambientais da ampliação de poços artesianos no Bairro Cantagalo, naquele município.

A reunião será nesta quinta-feira (5/3/26), a partir das 10 horas, no Plenarinho II da Assembleia de Minas. O debate é organizado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da ALMG, atendendo requerimento da deputada Beatriz Cerqueira (PT).

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Entre os convidados para a audiência pública estão a presidenta da Associação Água é Vida, Socioambientalista e Líder do Movimento Todos pela Água, Ana Maria Sigaud. O Movimento, em articulação com moradores e outros líderes locais, solicitou a reunião à deputada Beatriz Cerqueira.

De acordo com matéria publicada pelo Jornal São Tomé, há meses os moradores da região vêm se queixando da falta de transparência e de controle sobre o uso dos recursos hídricos. As principais queixas se referem às outorgas de uso da água (autorizações que permitem a captação hídrica) e os impactos socioambientais da perfuração de poços pela Copasa.

O Jornal registra que o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) autorizou a perfuração de quatro poços para estudos na região do Cantagalo. Um deles foi executado ao lado da captação superficial da Copasa; outros dois estavam previstos em propriedades particulares; e o quarto, na área da Cachoeira do Flávio. 

Após a perfuração do primeiro poço, moradores interromperam o avanço das obras, levando à paralisação temporária das atividades. Na sequência, proprietários revogaram as autorizações concedidas em seus terrenos. No entanto, permanece em aberto a autorização referente à área pública da Cachoeira do Flávio, que ainda não foi formalmente revogada pelo poder municipal.

Segundo a publicação local, moradores relataram e fotografaram uma redução significativa do volume de cachoeiras e nascentes na região do Cantagalo, além de sustentar a população local, também suporta uma forte demanda turística. Embora o sistema tenha sido projetado para atender cerca de 9 mil pessoas, a cidade chega a receber aproximadamente 30 mil visitantes durante a virada do ano, o que intensifica ainda mais a sobrecarga.

O abastecimento vem falhando nos últimos três anos e o problema se agravou no último verão. Algumas interrupções no abastecimento, segundo publicado pelo Jornal São Tomé, chegaram a durar cinco dias e atingiram inclusive a região central do município. Houve registros de cancelamentos de hospedagens e turistas deixando a cidade insatisfeitos.

Além de representantes do Movimento Todos pela Água, estão convidados para a audiência pública o diretor-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marcelo da Fonseca; o prefeito de São Thomé das Letras, Donizete Flauzino da Rocha; o gerente regional da Copasa em Varginha (Sul), Marco Aurélio Ribeiro, além de representante do Ministério Público e Julielque dos Reis Maciel, moradora do Bairro Cantagalo.

Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - debate sobre a proteção do patrimônio ambiental e cultural compreendido pelo Parque Municipal Antônio Rosa e pela Pirâmide do Município de São Tomé das Letras

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