ALMG homenageia vítimas de Brumadinho
Bandeiras a meio mastro e coroa de flores lembram pessoas que morreram devido ao rompimento de barragem da Vale em 2019.
- Atualizado em 25/01/2026 - 13:42Neste domingo (25/1/26), quando se completam os sete anos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) homenageou, mais uma vez, as vítimas da tragédia.
Às 12h28, horário exato de início do desmoronamento da barragem da Mina Córrego do Feijão em 25 de janeiro de 2019, houve o hasteamento das quatro bandeiras dispostas no Hall das Bandeiras da ALMG: do Brasil, do Mercosul, de Minas Gerais e de Belo Horizonte.
Na sequência, as bandeiras de Minas Gerais e de Belo Horizonte desceram a meio mastro e houve um minuto de silêncio pela memória dos mortos.
Em seguida, foi depositada uma coroa de flores no memorial em homenagem às vítimas, que contém o nome de cada uma das 272 pessoas mortas pela lama de rejeitos.
Por iniciativa da ALMG, a data de 25 de janeiro foi instituída como o dia de luto em memória das vítimas. A homenagem foi estabelecida pela Lei 23.590, de 2020.
Ainda em 2020, a ALMG inaugurou o memorial. O monumento lembra que, menos de um minuto após o rompimento da barragem, uma onda de lama semelhante a um tsunami encobriu as instalações da Mina Córrego do Feijão, matando a maioria das pessoas que lá estavam.
A lama percorreu cerca de 400 km, atingindo 26 cidades e 131 comunidades rurais ao longo do Rio Paraopeba. Passados sete anos, duas pessoas ainda continuam desaparecidas. O Corpo de Bombeiros mantém a maior operação de busca de sua história, na tentativa de localizar os corpos de Tiago Tadeu Mendes da Silva e Nathália de Oliveira Porto Araújo.
Após a tragédia de Brumadinho, a ALMG atuou na elaboração de uma legislação mais rigorosa para licenciamento de empreendimentos minerários, na apuração das causas do rompimento da barragem e na busca de medidas de amparo às vítimas.
A Lei 23.291, de 2019, instituiu a Política Estadual de Segurança de Barragens, que proíbe a construção de barragens com alteamento a montante, como era em Brumadinho, e determinou a adoção de tecnologia mais segura para essas estruturas.
O trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho resultou no pedido de indiciamento da mineradora Vale e mais 13 pessoas consideradas responsáveis pelo rompimento da barragem.