DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 19/03/2026
Página 63, Coluna 1
Indexação
9ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 17/3/2026
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Boa tarde, Sra. Presidente, a todos os colegas que acompanham esta reunião, a todos os funcionários e a todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, estão me ouvindo neste momento. Hoje, a defesa de Jair Bolsonaro protocolou mais um pedido de prisão domiciliar. Isso é importantíssimo, porque a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro não é uma questão de conforto, é uma questão de necessidade, uma questão de vida ou morte. Jair Bolsonaro poderia ter morrido nesse último episódio. Ele não é mais um jovem. Jair Bolsonaro vai completar 71 anos nesse sábado, e estão brincando com a saúde dele. Olhem a gravidade da situação.
Na última sexta-feira, o episódio ocorreu por volta de 2 horas da manhã. O atendimento foi apenas às 6h45min. Quase 5 horas se passaram entre a crise dele e o momento em que ele foi atendido. Se demorassem um pouco mais, talvez ele tivesse vindo a óbito. E não foi a primeira vez. No dia 6 de janeiro, Jair Bolsonaro sofreu uma queda, bateu a cabeça, teve traumatismo cranioencefálico. Exatamente da mesma forma, caiu de madrugada e recebeu atendimento apenas de manhã. Essa é uma situação absurda, na qual ele está exposto a risco, a risco de vida.
Agora, a denúncia mais grave: o médico de Jair Bolsonaro, o Dr. Cláudio Birolini, no dia 10 de fevereiro, já havia informado ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes exatamente o risco da situação que a gente viu se suceder na semana passada. Abro aspas para ele: “Em ambiente domiciliar adequadamente estruturado, é possível garantir observação contínua por familiares e/ou equipe de saúde, uso regular e correto do Cpap, controle rigoroso da pressão arterial e da hidratação, dieta fracionada, fisioterapia motora diária, medidas de prevenção de quedas e vigilância para broncoaspiração”. No dia 10 de fevereiro, o médico já falava da importância de haver vigilância contínua para broncoaspiração. E aí, um mês depois, às 2 horas da manhã, o presidente Bolsonaro broncoaspira. Levam quase 5 horas para atendê-lo, ele vai parar na UTI e poderia ter morrido! Até quando Alexandre de Moraes vai brincar com a vida de Jair Bolsonaro? Alexandre de Moraes sabia do risco desde a queda dele, no dia 6 de janeiro. Ele sabia do risco. Ele assumiu o risco ao manter Jair Bolsonaro na prisão, e, graças a Deus, Bolsonaro não morreu. Ele vai continuar assumindo esse risco. É uma situação absolutamente absurda.
Então o que a gente pede do ministro Alexandre Moraes e do Supremo Tribunal Federal não é leniência, mas é o mínimo de humanidade e o cumprimento da lei, que visa a garantir a vida e a integridade física do custodiado. Nesse caso, trata-se de um preso político, preso sem crime algum. Nós esperamos que desta vez seja diferente. Seguimos em oração pela plena recuperação da saúde de Jair Bolsonaro para que, após a internação, ele possa retornar para a sua casa e receber um tratamento digno. Muito obrigado, Sra. Presidente.