Pronunciamentos

MARCO AURÉLIO CROCCO AFONSO, Diretor-presidente do Parque Tecnológico de Belo Horizonte – BH- TEC

Discurso

Discursa na abertura do seminário técnico “Crise climática em Minas Gerais: desafios na convivência com a seca e a chuva extrema”.
Reunião 7ª reunião ESPECIAL
Legislatura 20ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 16/03/2024
Página 8, Coluna 1
Evento Seminário Técnico “Crise climática em Minas Gerais: desafios na convivência com a seca e a chuva extrema”
Indexação

7ª REUNIÃO ESPECIAL DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 14/3/2024

Palavras do Sr. Marco Aurélio Crocco Afonso

Bom dia. Bom dia, presidente Tadeuzinho – desculpe-me por quebrar o protocolo, mas a gente já foi colega de governo, etc. e tal. –; secretária Marília, na pessoa da qual saúdo os demais membros da Mesa; senhores presentes e deputados.

Bom, eu vou ser rápido aqui. Gostaria de ressaltar não só a iniciativa que a Assembleia está tendo em discutir, mas também a importância que tem essa primeira parceria com o parque tecnológico. Tenho certeza, Tadeu, que é uma parceria inédita para o Legislativo brasileiro. Quer dizer, essa parceria começa capitaneada pela presidente da Comissão de Ciências e Tecnologia, deputada Beatriz Cerqueira, que, desde do ano passado, tem buscado aproximar a Assembleia não só da academia, mas também e principalmente com os ambientes de inovação, parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras. E traz nessa iniciativa uma característica para a atuação da Assembleia que, além de discutir e propor, também tem uma atuação local, buscando soluções tecnológicas para a questão climática. Não só soluções tecnológicas, mas também soluções tecnológicas que empoderam a economia local, criam oportunidades para o empreendedorismo para soluções locais.

Porque esta é uma questão central que a mudança climática e principalmente a transição climática tem que enfrentar, que é a possibilidade de uma transição justa. A mudança climática afeta de uma forma desproporcional não só regiões que poluem. As regiões que poluem são as que menos sofrem as consequências da poluição e da mudança climática, mas também a busca por soluções deve passar para não reproduzir nessas regiões os mesmos problemas que têm. Minas Gerais é o Estado que sofre mais. O Tadeu já deixou claro aqui o número de cidades que sofreram – das 19 cidades que mais esquentaram no ano passado, 18 são do Vale do Jequitinhonha –, mas também é o Estado que tem grandes oportunidades e uma importância significativa no processo de transição. É o Estado que tem reservas de terras raras significativas e é o Estado que tem incidência solar significativa também. Então nós estamos nos dois lados da moeda. Que não só busquemos soluções tecnológicas, não só busquemos soluções para adaptação para poder enfrentar os efeitos climáticos, mas também evitemos que essa soluções não reproduzam problemas do passado. Lítio é também mineração, e nós temos que tomar cuidado para fazer uma mineração justa também. As fotovoltaicas dependem de espaço de terra, e nós temos que nos preocupar para que a ocupação de terra também não gerem problemas sociais.

Então tudo isso está colocado e, mais uma vez, o BH-TEC se apresenta. Obrigado pelo convite. O BH-TEC é um locus de articulação entre um ambiente acadêmico e um ambiente produtivo, e nós estamos aqui para tentar contribuir nessa iniciativa pioneira da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, volto a insistir, de entregar alguma coisa mais efetiva para o desenvolvimento local, além de uma legislação. Obrigado a todos.

O presidente – Obrigado, Prof. Marco Aurélio Crocco. Vai ser muito importante essa parceria com o BH-TEC. Como você de fato disse, talvez, primeira Assembleia… é uma inovação que nós estamos fazendo também aqui nesta Casa. Muito obrigado por essa parceria.