DEPUTADO AGOSTINHO PATRUS (PV), Presidente
Discurso
Legislatura 19ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 05/09/2019
Página 45, Coluna 1
Assunto HOMENAGEM. INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS.
Proposições citadas RQO 264 de 2019
25ª REUNIÃO ESPECIAL DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 2/9/2019
Palavras do presidente (deputado Agostinho Patrus)
O presidente - Permitam-me saudar a Exma. Sra. deputada Ione Pinheiro, autora do requerimento que deu origem a esta homenagem. A deputada Ione é uma joia desta Casa pela capacidade que tem, pela liderança que tem, pelos projetos que apresenta, pela conduta que tem na sua vida parlamentar. Então, é uma alegria, Ione, poder presidir uma reunião de que V. Exa. é autora.
Quero saudar o presidente do Mercado Central de Belo Horizonte, Sr. Geraldo Henrique Figueiredo Campos e, na sua pessoa, saúdo todos aqueles que, no dia a dia, fazem do Mercado Central um orgulho para todos nós, mineiros. Quero saudar a secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sra. Ana Maria Soares Valentini, agradecendo sua presença nesta Casa, assim como o ex-deputado e amigo, vice-prefeito de Belo Horizonte, Paulo Lamac. Saúdo o deputado Bruno Engler, que também honra esta Casa já no seu primeiro mandato, dando passos importantes no Parlamento mineiro.
Permitam-me também saudar a ex-deputada Maria Elvira, que, por vários anos, exerceu aqui um importante trabalho e uma importante liderança não só como deputada estadual, mas também depois, como deputada federal e como secretária de Estado de Turismo. Ela também deu uma contribuição importante para o sucesso do Mercado. Quero saudar o ex-deputado, Célio Moreira, amigo e companheiro. Foi autor do requerimento nesta Casa de homenagem pelos 80 anos do Mercado. O Célio muita falta faz aqui, pelo seu trabalho dinâmico, pela forma com que atuou. É uma alegria sempre, Celinho, poder revê-lo.
Quero saudar todas as mulheres na pessoa da amiga Cristiana Kumaira, filha da querida Cecé e do grande Kemil Kumaira, que foi presidente desta Casa. Quero dizer da alegria também, Cristiana, de recebê-la aqui. Seu pai foi um grande presidente desta Casa. Eu me lembro muito do meu pai elogiando, ao tratar do Kemil. Então é sempre uma alegria poder recebê-la nesta Assembleia de Minas.
Quero dizer que o Mercado Central – e as minhas palavras serão breves – tem importância diversa na vida dos mineiros, importância comercial e turística, afinal de contas é um ponto de comércio dos mais importantes da nossa cidade. Como disse a deputada Ione, tem um comércio que recebe 32 mil pessoas num dia de semana e 54 mil sortudos, que vão lá aos finais de semana, com a oportunidade não só de reencontrar amigos e pessoas queridas, mas também de poder adquirir produtos de qualidade, que são ofertados no dia a dia, com carinho, com atenção, com dedicação, o que infelizmente as grandes redes supermercadistas, os grandes atacados fizeram perder ao longo do tempo. Ali a gente é recebido e tratado com o carinho que o cliente merece. Por isso talvez essa proximidade, esse carinho, essa forma de atender o cliente faça do mercado um comércio único na nossa cidade.
Ele tem também uma importância social para todos nós. Quantos e quantos filhos receberam desse trabalho dos pais o dinheiro da sua mesada, do seu estudo? Muitos se formaram pelo trabalho da sua família no Mercado Central. Portanto, ele criou e ajudou a criar novas gerações não só de comerciantes, mas ainda de médicos, advogados, engenheiros, economistas, professores, que puderam ter uma oportunidade na vida proporcionada pelo mercado.
Tem também um aspecto democrático importante: ali o pobre, o rico, aquele de condição social melhor ou aquele mesmo mais humilde é tratado com o mesmo carinho, convive no mesmo espaço, é recebido de forma igual por todos. Por isso tudo, nós que somos parlamentares e que viajamos pelo interior de Minas, ouvimos sempre: “Olha, o fulano de tal é um grande produtor aqui. O produto dele é vendido no Mercado Central de Belo Horizonte” ou “Olha, esse queijo aqui é do melhor produtor da nossa terra e é exposto e comercializado no Mercado Central”. Da mesma maneira, ocorre com a cachaça e os hortifrutigranjeiros. Portanto, o Mercado Central é um pouquinho de cada um dos mineiros, é o melhor de cada um dos mineiros. Nele a gente sente o carinho do comerciante e o carinho do produtor, que se sente orgulhoso, que se dedica um pouco mais, que produz com mais afinco, porque a sua grande vitrine, o Mercado Central de Belo Horizonte, vai mostrar o seu produto não só para os belo-horizontinos, não só para os mineiros que vêm à capital, mas também para todos aqueles que nos visitam de outros Estados e do exterior.
O Mercado Central é muito mais que o patrimônio de cada um daqueles que estão ali, que são sócios da sociedade que faz o Mercado Central, é uma propriedade dos mineiros. Tem um valor para nós mineiros que é intangível e que está na nossa alma, porque, ao nascer em Belo Horizonte, nós já sabemos que a referência é o Mercado Central. Ele está no dia a dia das nossas famílias, está no dia a dia do interior de Minas e consegue unir, em um único espaço, o melhor do interior, o melhor de Minas e mostrar ao Brasil e a todos que nos visitam que Minas – como a nossa campanha na Assembleia – é demais. Ali estão exemplos claros.
Está aqui a secretária de Agricultura, que tem na sua pasta uma imensa responsabilidade, pelos produtos de maior valor agregado em Minas Gerais. Recentemente, nesta Casa, homenageamos os produtores de queijo que foram e receberam seus prêmios na França, e muitos deles têm no Mercado Central o seu ponto de venda mais importante. Eu disse que o minério de ferro custa agora cerca de US$100,00 a tonelada, ou seja, pouco mais de R$400,00 a tonelada. Estão aqui comerciantes bons de conta, bons de matemática e que sabem que R$400,00 a tonelada representam R$0,40 o quilo. E quanto custa o nosso queijo? Custa R$70,00, R$80,00, R$ 100,00 o quilo? E a nossa cachaça de 750ml a R$110,00, R$120,00? Portanto, ali está o grande produto que o mineiro produz, com carinho, com dedicação, numa pequena propriedade, às vezes com 14, 15, 20 vacas. Ele e a mulher trabalham, dali tiram seu sustento, o sustento dos seus filhos, da sua família e se mantêm no interior. Assim, temos de valorizar ainda mais o Mercado Central.
Nós vemos e vimos os governos em Minas Gerais recebendo os grandes empresários, apoiando as grandes indústrias, as grandes empresas, mas ali, no Mercado Central, está o produto de maior valor agregado de Minas Gerais. Por isso, está na mão de cada um de vocês valorizar esses produtos, cuidar com carinho desses produtos porque, com certeza, são esses produtos que fazem a diversidade e a riqueza do nosso estado.
Eu não quero me alongar. Eu quis falar um pouco sobre essas questões para dizer da alegria e da honra da Assembleia em recebê-los aqui; em recebê-los aqui como são recebidos os grandes empresários, as grandes empresas em Minas Gerais. Nós devemos a cada uma das senhoras e a cada um dos senhores que fazem a nossa história, que têm importância social, econômica, turística, democrática no nosso estado. Vocês merecem sempre este tapete vermelho aqui, da Assembleia; ser recebidos como foram recebidos aqui, no Salão Nobre, aqui, dentro do Plenário da Assembleia, porque são vocês que nos orgulham, nos enchem de alegria e também da convicção de que ser mineiro é muito mais do que qualquer outra qualidade que exista no Brasil.
Muito obrigado a vocês pelo trabalho, o carinho e a dedicação que têm no dia a dia de todos nós. Obrigado.