Pronunciamentos

DEPUTADO AGOSTINHO PATRUS FILHO (PV)

Questão de Ordem

Informa ao deputado Sargento Rodrigues que havia quórum suficiente, sem a presença da bancada de oposição, para aprovar o projeto de lei que fixa os efetivos da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais - PMMG - e do Corpo de Bombeiro Militar de Minas Gerais - CBMMG - no período de 2016 a 2019 .
Reunião 6ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 18ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 25/02/2016
Página 48, Coluna 1
Assunto (ALMG). CORPO DE BOMBEIROS MILITAR. PESSOAL. (PMMG).
Proposições citadas PL 3173 de 2016

6ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 18ª LEGISLATURA, EM 23/2/2016

Palavras do deputado Agostinho Patrus Filho

Questão de Ordem

O deputado Agostinho Patrus Filho – Obrigado, Sr. Presidente. Srs. Deputados, gostaria apenas de trazer uma luz a respeito do Regimento da Casa. Este é um projeto de lei que necessitava da presença de 39 deputados e da maioria dos 39 presentes para ser aprovado. Portanto, com a oposição ou sem a oposição, teria sido votado, porque eram necessários 20 votos. Então, os 10 votos da oposição não foram um diferencial. É importante dizer isso, porque ficam alegando aqui: “Foi aprovado por causa da oposição”. Ora, a oposição nem votar junto não tem votado! Pelo contrário, quanto às matérias polêmicas, a oposição tem tido dificuldade de se unir para votar. Então, acho importante que os deputados falem, mas com transparência, falem a verdade. Porque falar aqui que se não fosse a oposição não teríamos votado o projeto e citar sete nomes não é importante. Quais são os sete votos, se eram necessários apenas 20 e foram obtidos 46? Então, por que dizer que foi por causa da oposição? O deputado Sargento Rodrigues tem de deixar claro aqui que a maioria de que se precisava correspondia a 20 votos dos 39 presentes. Não se precisava dos votos da oposição para votar. Pelo contrário! Essa matéria podia ter sido votada na semana passada, mas o deputado Sargento Rodrigues apresentou uma emenda nesta Casa, o que atrasou a votação do projeto. Deputado Sargento Rodrigues, V. Exa. usou a palavra, e não questionei. Fiquei calado, ouvindo aqui as inverdades que V. Exa. dizia da tribuna, falando que eram necessários os votos da oposição, sendo que isso não é verdade. Não venha aqui falar inverdade para poder valer como verdade aqui, não. Não é a palavra de V. Exa. que vale por último. O que vale são os votos dos deputados, e votaram 46. A matéria foi aprovada por todos os blocos. Registro a falta de delicadeza do deputado Sargento Rodrigues ao se referir ao bloco independente. Ele, aliás, foi um dos que procurou começar o bloco independente, e está vindo agora fazer chacota e falar mentira na tribuna. O deputado Sargento Rodrigues aprenda primeiro a fazer projeto e apresentar emenda no Plenário para atrasar para depois vir aqui comemorar que foi aprovado. Semana passada não votamos por isso; hoje ainda estava catimbando; e o projeto foi aprovado por causa da oposição. Então está certo. E temos que ouvir calados. E nós, do bloco independente, temos que ouvir calados. O deputado Sargento Rodrigues não é dono desta Casa, não fala mais alto que os outros e não tem mais força que nenhum dos 77 deputados desta Assembleia. Por isso estou trazendo aqui a posição do bloco que votou a favor, que não apresentou emenda, que não ficou falando que não era dele e depois se escondendo atrás de outros blocos para poder apresentar a emenda, que ele, Sargento Rodrigues, queria. Essa é a posição correta a ser mostrada aqui. Quero apresentar essa posição, porque não é dessa forma que se deve conduzir. Muito obrigado.