DEPUTADO JOÃO VÍTOR XAVIER (PSDB)
Questão de Ordem
Legislatura 17ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 24/12/2014
Página 16, Coluna 1
Assunto ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
25ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 17ª LEGISLATURA, EM 19/12/2014
Palavras do deputado João Vítor Xavier
O deputado João Vítor Xavier - Sr. Presidente, indago se já há condição de votar o projeto. Ainda não há? Todas as assinaturas ainda não foram coletadas? Então, enquanto se compõe o acordo, vou fazer o meu pronunciamento. Sr. Presidente, tenho ouvido, estarrecido, na imprensa, e também aqui na Casa, agora há pouco, o deputado Rogério Correia falar sobre o fantástico porto de Mariel. Ele falou: “O porto de Mariel vai ser muito bom para o Brasil”. Desafio o deputado Rogério Correia, a bancada do PT ou qualquer cidadão brasileiro a explicar como o porto de Mariel vai ser bom para o Brasil. Qualquer um que disser isso estará mentindo. Sabe por quê, Sr. Presidente? Porque o contrato do porto de Mariel é secreto. Ninguém sabe como vai funcionar o porto de Mariel. Ninguém sabe quais são os direitos do Brasil no porto de Mariel. Ninguém sabe quais são as obrigações do Brasil no porto de Mariel. Ninguém sabe, deputado Dilzon, como será restituído o dinheiro do povo brasileiro empregado no porto de Mariel. Ninguém sabe se há coparticipação do Brasil no porto de Mariel. É tudo misterioso. É tudo sigiloso. Então, não passa de anedota, de abobrinha, de falácia dizer que o porto de Mariel vai ser bom para o Brasil, porque ninguém conhece o contrato do porto de Mariel porque ele é sigiloso para proteger, em primeiro lugar, os interesses do Partido dos Trabalhadores e, em segundo lugar, os interesses das empreiteiras, que, pelo visto, têm sido muito generosas com esse partido. A única coisa que muda, Sr. Presidente, na abertura de Cuba, não é o sistema econômico e político mundial, mas o sistema econômico e político de Cuba. O que fracassou não foi o capitalismo, para o qual Cuba está se abrindo; o que fracassou foi o projeto comunista e ditatorial da família Castro. Estou procurando, no meu telefone, algumas informações sobre o livro lançado pelo mordomo, o segurança pessoal, o ajudante de ordens do Fidel Castro, que fala sobre a vida de opulência que ele vivia na ilha de Cuba. Enquanto o povo cubano tem que pagar, hoje, US$250.000,00, se quiser um carro - e não consegue, porque o salário médio de lá não chega a US$100,00 -, deputado Gustavo Corrêa, que esteve lá recentemente, Fidel Castro tinha um iate em cada uma das praias de Cuba. Ele tinha, deputado Lafayette, 20 casas de luxo, algumas no estilo Luís XV, o rei sol. Era o rei Fidel, do Caribe. Isso é que fracassou. Cuba é a penúltima fronteira do fracassado modelo que faliu nos anos 1970 e 1980 e se transformou em ditaduras pelo mundo. Hoje só falta a Coreia do Norte. É uma alegria ver a ilha de Cuba se abrindo para o capitalismo, pois não basta pregar a divisão; para se dividir alguma coisa, tem-se primeiro que gerar riqueza, e Cuba abriu mão, nos últimos 50 anos, de gerar riqueza. Hoje, compartilha-se a pobreza em Cuba, divide-se a pobreza. É uma alegria ver que Cuba está se abrindo para o mundo. Então, se o deputado Rogério Correia veio aqui cumprimentar o Obama pelo gesto, eu cumprimento o povo cubano, pois a família Castro não é digna de meu cumprimento. Uma família que oprime um povo há 50 anos, que vive no luxo e na opulência - isso foi dito pelo próprio funcionário do Fidel e do Raul Castro -, enquanto o povo vive na miséria, não merece meus cumprimentos. E torço muito para que Cuba não faça como a China, que apenas aderiu à economia de mercado, mas sim como os países do leste europeu que, além de aderir à economia de mercado, abriram suas portas para a democracia. O PT, neste momento, questiona a procuradoria eleitoral, falando em democracia, em golpe, alegando que quem questiona as suas contas é golpista, que quem critica a Dilma é golpista e quem está contra o trator que o PT está passando sobre a democracia no Brasil é golpista. Segundo esse partido, aqui somos todos golpistas, mas, na verdade, o golpe existe onde estão os sistemas apoiados pelo governo petista do Brasil: Venezuela, Cuba. Estive nas Olimpíadas de Atenas, Sr. Presidente, e lá entrevistei a maior jogadora de vôlei da história, Mireya Luis, cubana. Perguntei-lhe o que estava fazendo, e ela respondeu que estava lá para algo que se chamava eleição; ela não sabia o significado, desconhecia a palavra eleição. Esse é o país em que vive a querida e a honrada Mireya Luis, um país que não conhece a eleição. Esse é o país aplaudido pelo PT.