DEPUTADO BONIFÁCIO MOURÃO (PSDB)
Questão de Ordem
Defende o Governador Aécio Neves das críticas sobre sua atuação
político-administrativa.
Reunião
34ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 15ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 20/05/2004
Página 54, Coluna 1
Assunto GOVERNADOR. ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL.
Legislatura 15ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 20/05/2004
Página 54, Coluna 1
Assunto GOVERNADOR. ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL.
34ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª
LEGISLATURA, EM 18/5/2004
Palavras do Deputado Bonifácio Mourão
O Deputado Bonifácio Mourão - Sr. Presidente, Sras. Deputadas,
Srs. Deputados, estamos ouvindo aqui, por parte de alguns
oradores, uma resumida avaliação do Governo Aécio Neves.
Por uma questão de justiça, essa avaliação deve também considerar
a capacidade de endividamento que o Estado tinha quando o
Governador Aécio Neves assumiu. Não tinha nenhuma capacidade de
endividamento. Todos sabem, principalmente aqueles Deputados que
foram Prefeitos, que, sem capacidade de endividamento, o Estado
não tem condições de realizar praticamente nenhuma obra, a não ser
com recursos próprios, que inexistem em praticamente todos os
Estados e municípios brasileiros, dentro do sistema de Federação
em que estamos vivendo, que concentra mais de 70% dos recursos no
Governo central. Sem a capacidade de endividamento, o Governador
Aécio Neves teve de tomar uma série de medidas austeras, caso
contrário estaria governando um Estado completamente engessado.
Todos que têm bom-senso, que têm a mínima noção de administração
pública, que têm a mínima experiência com o Executivo, sabem que o
Governador Aécio Neves tomou as medidas que precisavam ser tomadas
para adquirir condições de administrar dignamente o Estado. Teve
coragem de tomar medidas austeras, algumas até antipáticas, e
continuou firme em seu propósito.
O Governador, apesar de novo, é homem experiente, desde suas
origens. Adquiriu experiência no berço e por meio dos mandatos que
exerceu, até como Presidente da Câmara dos Deputados.
S. Exa. chegou ao Governo de Minas conhecendo a situação do
Estado. Tomou várias medidas e saneou as finanças do Estado. Por
isso está conseguindo financiamentos por intermédio do BID e do
BIRD, para pavimentar as estradas de Minas Gerais, particularmente
aquelas que ligam os pequenos municípios às rodovias já
pavimentadas. Obras fundamentais para o escoamento da produção,
principalmente do interior de Minas Gerais.
Como o Governador Aécio Neves conseguiu sanear as finanças, só
Deus sabe, tamanho foi o sacrifício para se conseguir isso! Por aí
passam várias medidas, até aquela de diminuir a folha de
pagamentos, que era de 75%, quando assumiu, e ainda é de 68%. Isso
contraria a LRF, impedindo, em razão de lei, e não em razão da
vontade do Governador, que S. Exa. dê qualquer aumento ao
funcionalismo. É a lei que proíbe; não é nenhum Deputado da base
que é contra. Não sou eu nem ninguém, e sim a LRF que impede a
concessão do aumento, como era a Lei Rita Camata anteriormente.
Não se pode ultrapassar o percentual previsto na LRF. Trata-se de
uma lei dura, mas necessária para regularizar a situação, que
estava completamente descontrolada no País - e que, em grande
parte, ainda está.
Já que hoje, neste Plenário, se faz uma avaliação justa do
Governador Aécio Neves; então, que se fale também do comportamento
patriótico de S. Exa. durante a reforma tributária, quando
conquistou para Minas Gerais recursos da CIDE, na compensação do
imposto de exportação, e de outras fontes. Procurou ainda melhor
diálogo com o Governo Federal, e encontrou esse diálogo.
É preciso reconhecer os méritos do Governo Federal ao dialogar
com o Governador, mas também de S. Exa. em preparar o Estado para
esse diálogo e beneficiar Minas Gerais.
Não vou entrar - porque o tempo não me permite - em detalhes nem
tratar de realizações do Governador. Mas, por exemplo, o
Secretário Marcus Pestana tem sido insistentemente elogiado pelo
Ministro da Saúde como o melhor Secretário de Saúde do Brasil. Se
ele não estivesse fazendo nada, jamais receberia uma referência
dessa.
Se não fosse a atuação digna e dinâmica do Aécio à frente do
Governo, o povo de Minas Gerais não estaria aprovando o seu
Governo. Em qualquer pesquisa que se faça, em qualquer município,
inclusive em Belo Horizonte, a imprensa está mostrando que o Aécio
Neves é o grande cabo eleitoral nas eleições de Belo Horizonte. É
ainda o grande cabo eleitoral nas eleições gerais do Estado.
Isso não é à toa e acontece a um governo que tem apenas um ano e
quatro meses de administração. Ouvi aqui que o IPSEMG já teve
cinco Presidentes, mas isso não ocorreu no Governo Aécio Neves.
Houve apenas dois Presidentes neste Governo. Assim mesmo o IPSEMG
foi encontrado em uma situação lastimável, o que é do conhecimento
de todos. O Governador é aprovado pela grande maioria do povo de
Minas Gerais, com apenas um ano e quatro meses de Governo, apesar
de ter sido obrigado a tomar medidas austeras. Nosso Governador é
reconhecido, como foi afirmado pelos Deputados da base do Governo
que me antecederam, na imprensa nacional, pelo Governo modelar que
está fazendo. Isso tem de ser assinalado também desta tribuna,
para equilibrar-se a avaliação que se resolveu fazer hoje do
Governo Aécio Neves.
Sr. Presidente e Srs. Deputados, estamos ocupando esta tribuna
para fazer justiça nessa avaliação ao Governo Aécio Neves. Muito
obrigado