DEPUTADO NEIDER MOREIRA (PPS)
Discurso
Comenta a realização da I Feira de Fundição do Estado de Minas Gerais e
cumprimenta Afonso Gonzaga, Presidente do Sindicato das Indústrias de
Fundição do Estado de Minas Gerais - SIFUMG -, pela viabilização do
evento. Parabeniza José Alencar, Vice-Presidente da República, por
assumir a gestão dos negócios da Companhia de Tecidos Santanense, do
Município de Itaúna.
Reunião
10ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 15ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 17/03/2004
Página 32, Coluna 1
Assunto INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS.
Legislatura 15ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 17/03/2004
Página 32, Coluna 1
Assunto INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS.
10ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª
LEGISLATURA, EM 11/3/2004
Palavras do Deputado Neider Moreira
O Deputado Neider Moreira* - Sr. Presidente, Sras. Deputadas,
Srs. Deputados ocupo esta tribuna para fazer comunicados
importantes e algumas constatações de ordem econômica, social e
política, que julgo de interesse do povo mineiro.
Ontem à noite, na EXPOMINAS, foram abertos os trabalhos da 1ª
Feira de Fundição do Estado de Minas Gerais.
Ali estiveram presentes os mais importantes industriais do ramo
de fundição do Estado de Minas Gerais: os Srs. Wilson Brumer,
Secretário de Desenvolvimento Econômico, representando o
Governador Aécio Neves; Robson Andrade, Presidente da Federação
das Indústrias do Estado de Minas Gerais; Romeu Scarioli,
Presidente do BDMG; e todas as pessoas ligadas direta ou
indiretamente ao ramo de fundição no Estado.
Esse ramo possui o seu grande pólo no Centro-Oeste Mineiro. Em
Itaúna, há o Centro Tecnológico de Fundição Marcelino Corradi, que
hoje está a caminho de se transformar em centro de excelência no
setor de fundidos, pois é o maior formador de mão-de-obra da
América Latina.
Lá também estiveram presentes industriais de Itaúna, Divinópolis,
Pará de Minas, Cláudio e de todos os grandes pólos do setor de
fundidos do Estado. Hoje esse setor fornece 22 mil empregos
diretos e indiretos, proporcionando um faturamento próximo de
US$800.000.000,00 para a economia mineira, e 30% dessa produção é
voltada para o mercado externo. Todo o setor se congrega para ter
um maior valor agregado à produção, ou seja, processar a usinagem
dos produtos aqui, gerando mais renda e impostos para o Estado de
Minas de Gerais e para o Brasil.
Congratulo-me com o Sr. Afonso Gonzaga, Presidente do SIFUMG,
idealizador dessa primeira feira da indústria de fundição do
Estado e a quem devemos parabenizar pela atitude de pô-la em
funcionamento num momento tão delicado, com um investimento de
R$2.000.000,00. Transmito-lhe os meus parabéns por essa atitude
arrojada e corajosa que, em meio a uma turbulência tão grande,
conseguiu tirar do papel e viabilizar essa feira que proporcionará
tantos negócios importantes.
Em segundo lugar, narro um fato relevante também para a economia
mineira, fazendo algumas considerações iniciais. Há uma empresa do
setor de tecidos do Estado, denominada Companhia de Tecido
Santanense, criada em 1891 em Itaúna, no Bairro de Santanense, que
talvez seja a segunda mais antiga em atividade no Estado. Essa
empresa foi responsável pela formação do arraial, que,
posteriormente, veio a ser Itaúna, progressista cidade. Essa
empresa está absolutamente envolvida com a comunidade de Itaúna,
abrangendo os setores trabalhista e social. Como todo o setor
têxtil no Brasil, tem atravessado momentos difíceis do ponto de
vista de fluxo de caixa, de carteira de pagamentos, apesar de
realizar um processo de modernização absolutamente significativo,
que tornou as suas fábricas modernas e viáveis. Nos últimos anos,
como a economia brasileira atravessa momento delicado, entrou num
processo de dificuldade financeira. Eis que então entra o espírito
empreendedor, arrojado e nacionalista do atual Vice-Presidente,
José Alencar.
José Alencar é um vencedor nato no setor empresarial, fundador do
grupo COTEMINAS, talvez o maior grupo têxtil em atividade na
América do Sul, com faturamento estimado em R$1.500.000.000,00.
Ontem foi anunciado aos funcionários da companhia a conclusão das
negociações. O grupo COTEMINAS assume a gestão compartilhada com
os antigos sócios, abrindo nova possibilidade de desenvolvimento
da empresa, com produtos de maior valor agregado, continuando a
fornecer empregos para cidades onde o parque fabril funciona, como
Itaúna, Pará de Minas e Montes Claros. Essa negociação evitou um
problema social grave nessas três cidades progressistas,
importantes no cenário econômico do Estado.
Cumprimento o Vice-Presidente José Alencar, por meio de seu filho
Josué, grande administrador do grupo COTEMINAS, que assumiu, em 1º
março, a gestão da Companhia de Tecidos Santanense. Estou certo de
que esse será um passo importante para o fortalecimento financeiro
e social da Companhia Santanense nas regiões em que atua.
Parabenizo, mais uma vez, o Vice-Presidente José Alencar pelo seu
espírito arrojado, tanto na área política, quanto na empresarial,
e digo-lhe que o povo de Itaúna, Pará de Minas e Montes Claros
está muito satisfeito com a entrada do grupo COTEMINAS em suas
terras e espera conseguir um relacionamento com a comunidade
absolutamente pertinente com os ideais do grupo, o que será motivo
de novos investimentos e geração de emprego, renda e impostos.
Por fim, gostaria de dizer que é o espírito empreendedor dessas
pessoas que move a economia, hoje tão estagnada pela condução de
uma política econômica complicada, que mantém um patamar de juros
alto. Companhias como a Santanense, que se viram obrigadas a fazer
investimentos em maquinário e tiveram, com a crise cambial de
1999, um problema gerencial enorme, têm aberta uma grande
possibilidade com a entrada do grupo COTEMINAS, viabilizando novos
investimentos e novos empregos. Obrigado.
* - Sem revisão do orador.