DEPUTADO AGOSTINHO PATRÚS (PTB), Secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas. Autor do requerimento que deu origem à reunião especial.
Discurso
Legislatura 15ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 27/02/2003
Página 26, Coluna 1
Assunto HOMENAGEM.
Proposições citadas RQS 37 de 2003
1ª REUNIÃO ESPECIAL DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª LEGISLATURA, EM 24/2/2003
Palavras do Secretário Agostinho Patrús
Prezado Presidente, Deputado Rêmolo Aloise, que representa nesta solenidade o Deputado Mauri Torres, Presidente desta Casa. Exmos. Srs. Vice-Governador, Clésio Andrade, representando o Governador do Estado, Aécio Neves, e Roberto Vedovato, Presidente da FIAT do Brasil; registramos, com muita honra, a presença do Dr. Cristiano Rattazzi, sobrinho de Giovani Agnelli, aqui representando a família Agnelli; Exmo. ex-Governador do Estado Dr. Rondon Pacheco; Sr. Senador e ex-Governador do Estado Eduardo Azeredo; Sr. Deputado Federal Vittorio Medioli; Sr. Cônsul da Itália, Gabriele Annis; Srs. Diretores e funcionários das empresas do grupo FIAT, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, minhas senhoras e meus senhores, este momento exigia de nós um pronunciamento escrito. Comecei a fazê-lo, mas senti que preferia deixar que a emoção me levasse, mesmo com os riscos de me perder nas lembranças desse grande italiano e brasileiro Giovani Agnelli. Nós, de Minas, nós, do Brasil, confundimos Giovani Agnelli como italiano e como brasileiro. Foi ele aquele homem corajoso, obstinado, empresário competente, que viu em nosso País, especialmente em nosso Estado, na década de 70, a possibilidade de se fundar aqui uma grande fábrica de automóveis, juntamente com o nosso Governador Rondon Pacheco. Nesta Casa aconteceram acaloradas discussões sobre aquele projeto. Os Deputados que tinham assento nesta Casa, o Líder do Governo, Deputado Bonifácio Andrada, pai do Líder do PSDB nesta Casa, o Deputado Antônio Carlos Andrada, e o Líder do MDB, que era Tarcísio Delgado ou Dalton Canabrava, promoveram grandes discussões. Houve uma disputa entre ARENA e MDB. Mas, na realidade, os Deputados, por unanimidade, aprovaram o projeto encaminhado a esta Casa pelo Governador Rondon Pacheco. A Assembléia Legislativa de Minas Gerais tem a sua história fincada na fundação da FIAT e no desenvolvimento do nosso Estado e do nosso País. A FIAT hoje se torna a maior fábrica de automóveis do nosso País, enfrentando todos os gigantes de outros países. Giovani Agnelli herdou de seus pais e dos seus avós o amor à sua pátria e a vontade de expandir a FIAT, como conversávamos, antes da reunião, com o Dr. Cristiano Rattazzi. A vontade de Giovani Agnelli era levar aquela maravilhosa marca FIAT a todos os cantos do mundo. Na década de 70 lembrou-se de que a América do Sul e a América Latina também precisavam conhecer a maravilhosa máquina da FIAT. Vemos hoje que o Brasil e o mundo conhecem muito bem a nossa fábrica da FIAT de Betim, porque daqui muitos motores são exportados, bilhões de dólares são trazidos para a nossa balança comercial por essa empresa que marcou uma divisória no Brasil e em Minas Gerais: antes da FIAT e depois da FIAT. Não imaginavam os italianos que vieram para o Brasil no final de 1800 que 80 anos depois surgiriam dois homens com visão de futuro, com visão do amanhã. Esses homens, Rondon Pacheco e Giovani Agnelli, fizeram, muitos anos depois, com que Brasil e Itália, mais precisamente Minas Gerais e Itália, se transformassem num só povo, num só coração e numa só alma, pulsando no sentido do desenvolvimento econômico.
Gostaríamos que V. Exa., Dr. Cristiano Rattazzi, levasse esta homenagem do povo de Minas à família. Além disso, que o Dr. Roberto Vedovato, Presidente da FIAT no Brasil, também transmitisse aos Diretores da FIAT em todo o mundo o quanto Giovanni Agnelli é admirado, lembrado e amado nesta terra de Minas e o quanto representa para o nosso Estado, que sente hoje uma perda tão grande quanto sente a Itália.
Podemos dizer também que a Itália teve em Giovanni Agnelli, no século XX, uma grande personalidade. Foi Senador da República, Presidente de honra da FIAT, Presidente da Juventus, enfim, um homem que tinha não só o entusiasmo e o calor de um coração italiano a pulsar no seu peito, mas também a vontade de bem servir a sua pátria e ao nosso País.
Por isso, Minas Gerais relembra o seu nome e, nesta noite, o traz à nossa Casa tão festivamente freqüentada, porque queremos dizer ao Dr. Vedovato e ao Dr. Rattazzi que não só estamos sentindo a falta desse grande homem como também estamos a comemorar a vida e o quanto ele pôde, na sua trajetória, levar de bem à Itália e ao nosso País.
Portanto, a nossa homenagem a esse grande italiano e brasileiro, se me permitem que assim o chame. Sentimo-nos cada vez mais honrados com essa possibilidade. Levem à família Agnelli e à família italiana a homenagem de Minas Gerais. Muito obrigado.