Pronunciamentos

DEPUTADO LUIZ TADEU LEITE (PMDB), Autor do requerimento que deu origem à reunião.

Discurso

Homenagem a Dom Geraldo Majela de Castro por sua nomeação como primeiro Arcebispo do Município de Montes Claros e pela instalação da Província Eclesiástica na Região Norte de Minas.
Reunião 421ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 14ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 17/12/2002
Página 40, Coluna 1
Assunto HOMENAGEM. RELIGIÃO.
Aparteante Carlos Pimenta, Gil Pereira, José Braga, Arlen Santiago, Miguel Martini, Elbe Brandão.

421ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 14ª LEGISLATURA, EM 11/12/2002 Palavras do Deputado Luiz Tadeu Leite Exmos. Srs. Deputado Durval Ângelo, que aqui, neste ato, representa o Presidente desta Casa, Deputado Antônio Júlio; Revmo. D. Décio Zandonade, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, representando o Revmo. Arcebispo de Belo Horizonte, D. Serafim Fernandes de Araújo; Revmo. D. Geraldo Majela de Castro, DD. Arcebispo da Província de Montes Claros; Revmo. Pe. Pedro Leônidas da Silva, representante do clero de Montes Claros, que também compõe a Mesa; Revmo. Pe. Antônio Carvalho, da Paróquia de Jesus Missionário, desta Capital; Srs. Deputados aqui presentes; representação da Província de Montes Claros, da Arquidiocese de nossa cidade, que vieram participar desta reunião, representando principalmente as pastorais da Arquidiocese; um cumprimento especial ao amigo de Montes Claros, do Norte de Minas, Sr. José Carlos Vale de Lima, que também se faz presente nesta ocasião; nossos cumprimentos também àqueles que nos acompanham ao vivo, pela TV Assembléia; minhas senhoras e meus senhores: - Lá vêm os padres brancos... Era assim que as pessoas saudavam aqueles verdadeiros desbravadores da fé, os bandeirantes que buscavam pedras preciosas, essas pedras preciosas que eram as almas que precisavam ser salvas. Foi assim que apareceram, em Montes Claros, nos idos de 1903, os padres premonstratenses, oriundos da região de Liége, na Bélgica, a partir do trabalho iniciado na Abadia de Park. Vieram os padres devotos de São Norberto, daí a referência aos padres brancos ou padres de batina branca que os caracterizavam, os norbertinos, com a missão de evangelizar no Brasil. Chegaram a Montes Claros e, entre os primeiros, estavam o Pe. Chico, Cônego Francisco Moureaux, e o Pe. Carlos Vincart. Muitos anos depois, em 1948, o Pe. Chico, juntamente com o Pe. Murta, Aderbal Murta de Almeida, fundaram a Escola Apostólica São Norberto. Quando, em 1963, aos 10 anos de idade, fui levado para o seminário pelas minhas tias, que tinham como sonho ter um padre na família, encontrei uma grande comunidade norbertina já instalada. Naquela época, a Escola Apostólica vivia seus mais movimentados dias, isso medido pelo número de seminaristas, que passavam dos 200. Ali encontrei muitos padres, almas santas que conduziam nossas vidas, entre eles, o Pe. Fabiano, o Ir. Sebastião, os Pes. Amando, Tiãozinho, Quirino, Dudu, que era o nosso superior, e o Pe. Geraldo, nosso Reitor. Depois, ordenaram-se sacerdotes o Pe. João Batista Lopes, Pe. Zuba, Pe. Marcelo e Pe. Ricardo Chaves, que hoje é Arcebispo de Pouso Alegre. Benditos dias, aqueles, que passamos no seminário. Fui um dos mais beneficiados, porque ali permaneci durante cerca de oito anos. Quase tudo que sou hoje devo àquela casa, porque ali tive um lar, uma família, o melhor aprendizado, a melhor formação humanística. Ali, recitava poesias e praticava oratória nas sessões do Grêmio Literário Pe. Chico, jogava futebol, fazia excursões, ajudava nas missas, e, principalmente, formava-me para a vida com educação sólida e cristã. Dos meus contemporâneos saíram poucos padres. Lembro-me do Pe. Osvaldo, mas, sem dúvida, aquela escola formou bons cristãos, bons pais de família e grandes profissionais em todas as áreas de atuação humana: médicos, advogados, professores, bancários e até políticos. Aprofundo-me nessas reminiscências para, como dizia Ulisses, começar pelo começo. Deus plantou em Montes Claros uma semente fecunda que se transformou em árvore prodigiosa pelo seu efeito transformador. Dessa árvore colheram-se muitos frutos: os cidadãos que a Escola Apostólica formou, os sacerdotes que ordenou, e, entre eles, o então seminarista João José de Castro, o Pe. Geraldo, que foi o nosso reitor, filho de D. Ana e Seu Eunápio, amigos das minhas tias Didi, Mina e Gessé, ele que depois foi sagrado Bispo da Diocese de Montes Claros. D. Geraldo Majela de Castro, montes-clarense de nascimento e de coração, arraigado naquela terra e amalgamado com ela e com seu povo, sempre foi tido, havido e respeitado como um facho de luz de conhecimento invulgar, dotado de grande equilíbrio, a ponto de permanecer acima das disputas menores, e, mesmo assim, ouvido por todas as correntes políticas de Montes Claros e da região. O mesmo D. Geraldo Majela de Castro, depois de muitos anos de bispado, mercê do seu trabalho evangelizador e da grande proficiência de suas ações, acabou viabilizando, pelas mãos de Sua Santidade, o Papa João Paulo II, a elevação da Diocese de Montes Claros à condição de Arquidiocese, sendo ele, D. Geraldo, sagrado o seu primeiro Arcebispo. Para nós, que fomos seus alunos na velha Escola Apostólica, que tivemos o privilégio de ser testemunhas vivas de um exemplo de vida voltada para os mais humildes, sempre fiel à doutrina social da Igreja, moldada pelos três votos perpétuos que fazem os premonstratenses - pobreza, castidade e obediência - foi motivo da mais recôndita alegria a instalação da Arquidiocese, ainda mais tendo a dirigi-la esse ser humano de qualidades morais e espirituais sem dimensão palpável, pois é, para todos nós, exemplo de um verdadeiro sacerdote: aquele que veio para servir. Mesmo com pouco tempo de instalação, a Província de Montes Claros, dirigida por D. Geraldo, já começa a mostrar o seu potencial e as suas realizações, das quais a mais importante, conforme se constata, é a valorização do trabalho do leigo nas igrejas, que são administradas pelos leigos, através dos diversos Conselhos Pastorais. E a Pastoral que mais cresceu, sem dúvida, foi a da Família. Recentemente, no Vaticano, D. Geraldo se surpreendeu e se ruborizou quando ouviu, em uma das secretarias que auxiliam o Santo Padre, o Papa, o elogio público a esse trabalho que tem sido um exemplo para as Américas e até para o Velho Continente. Um estilo de D. Geraldo, que foi aplicado e que vem tendo excelentes resultados é a reunião, duas vezes por ano, obrigatória, dos bispos que compõem a província - de Januária, Janaúba, Paracatu e Montes Claros -, quando se traçam os planos e as metas de uma atuação mais dinâmica e mais próxima do povo, da igreja de Deus. Outra ação pioneira é uma reunião, uma vez por ano, de todos os padres da província, quando se discutem as novas linhas da Igreja e a forma de juntos, clérigos e leigos, buscarem a concretização da comunidade viva, voltada para o bem comum. É por essas razões que, por nossa iniciativa, esta Casa, hoje, transforma a primeira parte da reunião ordinária em reunião especial, para brindar à instalação da Arquidiocese da Província de Montes Claros, bem como à nomeação, pelo Papa João Paulo II, de D. Geraldo Majela de Castro como nosso Arcebispo. O Senhor Deus, na sua infinita sabedoria, já nos cobriu de bênçãos quando nos concedeu tamanha dádiva e, de há muito, já havia concedido a D. Geraldo todos os predicados de que precisa lançar mão para exercer com sabedoria, integridade e desvelo o seu ofício sacerdotal à frente da nossa Arquidiocese. Quem hoje homenageia D. Geraldo Majela de Castro, Arcebispo de Montes Claros, não são apenas os seus ex-alunos da Escola Apostólica São Norberto, que receberam dele as melhores lições de vida, mas também todo o povo católico de Montes Claros, do Norte de Minas e da região provincial - são todos os seus amigos, seus irmãos, sobrinhos, primos e cunhados. Prestam a D. Geraldo, por intermédio desta Casa, nesta sessão solene, esta homenagem todas as milhares e milhares de almas que um dia receberam os eflúvios das suas bênçãos, de seu exemplo e de sua vida. O Deputado Carlos Pimenta (em aparte) - Quero, em primeiro lugar, cumprimentar D. Geraldo, a comitiva de Montes Claros e V. Exa. pela feliz iniciativa de prestar esta homenagem ao nosso Arcebispo. Tenho certeza de que as suas palavras refletem as de todos os montes-clarenses e norte-mineiros, que reconhecem o trabalho fantástico que D. Geraldo tem feito em nossa região. E, ao lado da magnitude desta reunião, não podemos deixar de ressaltar a preocupação social de D. Geraldo e o trabalho que vem realizando em torno dos mais necessitados de todo o Norte de Minas. Antes mesmo de o nosso Presidente eleito, Lula, desencadear um trabalho social e falar em um trabalho para matar a fome, a Pastoral de Montes Claros, sob a coordenação de D. Geraldo já vinha atuando nesse sentido. Trata-se de um trabalho fantástico. V. Exa. falou da Pastoral da Família. É uma coisa que reflete, na verdade, o espírito cristão, o espírito católico que a Arquidiocese de Montes Claros empreende em todo o Norte de Minas. Não poderia deixar também de lembrar o fantástico trabalho de conscientização da Pastoral da Criança. Muitas vidas foram e estão sendo salvas graças à Pastoral da Família, que tem recebido imensa dedicação das pessoas, leigos e católicos. Deputado Luiz Tadeu Leite, cumprimento-o pela feliz iniciativa desta reunião solene para homenagear, não só D. Geraldo, como também a Arquidiocese e os padres de Montes Claros, e ainda, as várias paróquias que a compõem. É uma homenagem a todos os católicos e cristãos do Norte de Minas que, de mãos dadas, promovem um fantástico trabalho, sob a coordenação de D. Geraldo Magela de Castro, nosso Arcebispo. Muito obrigado. O Deputado Luiz Tadeu Leite - Agradeço ao Deputado Carlos Pimenta por irmanar-se a nós, nesta homenagem. Cedo aparte ao Deputado Gil Pereira. O Deputado Gil Pereira (em aparte) - Quero também, Deputado Luiz Tadeu Leite, irmanar-me com V. Exa. por seu pronunciamento, pela sua homenagem a D. Geraldo, referência não só de Montes Claros e do Norte de Minas, mas de Minas Gerais e do Brasil. Acho que nosso Presidente, o Deputado Durval Ângelo, sintetizou o que D. Geraldo representa para nós. O Deputado Luiz Tadeu viveu praticamente toda sua infância e juventude sob os mandamentos e sob a companhia desse santo padre, D. Geraldo. Saúdo todas as pastorais aqui representadas e queria dar um abraço especial em nome de Lilita. Saúdo todos que aqui vieram. Quero dar um abraço em D. Geraldo. Todas as homenagens são poucas ao senhor, porque o senhor representa muito para a comunidade de Montes Claros e, em especial, para minha família e meus amigos. Estou sempre aos domingos na missa do Pe. Tiãozinho. Levo meus filhos para que possam também seguir os ensinamentos que o senhor passou para ele. Parabenizo, mais uma vez, o Deputado Luiz Tadeu Leite pela feliz homenagem a D. Geraldo e a toda a Igreja Católica de Montes Claros e Minas Gerais. Obrigado. O Deputado Luiz Tadeu Leite - Agradeço ao Deputado Gil Pereira, também representante da comunidade de Montes Claros nesta Casa. Cedemos aparte ao Deputado José Braga. O Deputado José Braga (em aparte)- Agradeço V. Exa. pelo aparte. Não poderia ficar ausente nessa manifestação realizada pela Assembléia. Tenho a honra de representar o Norte de Minas por muitas outras razões. Também sou dessa diocese e, por conseqüência, dessa arquidiocese. Tive a alegria de ter sido educado naquela casa. No início da vida sacerdotal do Pe. Geraldo, tive a oportunidade de conviver com ele por três anos na Escola Apostólica. Dessa forma, não obstante a propriedade das palavras aqui pronunciadas, não poderia deixar de manifestar minha alegria e o reconhecimento de que V. Revma. teve participação efetiva em minha educação religiosa e, naturalmente, é também responsável por tudo que conquistei na vida. Queria agradecer a Deus por ter tido essa oportunidade e, ao mesmo tempo, desejar-lhe que continue nessa vida santa para a honra do Norte de Minas e para a grandeza do Brasil e de todos os cristãos. Muito obrigado. O Deputado Luiz Tadeu Leite - Agradeço ao Deputado José Braga, também ex-seminarista da Escola Apostólica São Norberto. Cedemos agora aparte ao Deputado Arlen Santiago. O Deputado Arlen Santiago (em aparte) - Obrigado, Deputado Luiz Tadeu Leite, Sr. Presidente da Assembléia, Deputado Durval Ângelo, D. Zandonade, caros companheiros Deputados e companheiros que vieram aqui trazer seu abraço e apoio para esse homem que devotou sua vida a fazer o bem. D. Geraldo, esta homenagem é de todo o povo mineiro e não apenas do Norte de Minas, porque, com certeza, o trabalho da sua arquidiocese ultrapassou as fronteiras do Norte de Minas, como bem falou nosso companheiro Deputado Luiz Tadeu Leite, chegando até ao Vaticano. Desejamos que, a partir de hoje, Deus lhe conceda muita saúde, porque outros predicados Deus já lhe concedeu. Nós, do Norte de Minas, que temos o privilégio de gozar dos seus ensinamentos, da sua amizade e do seu trabalho, temos uma vida melhor. Muito obrigado. Que lhe Deus dê muita saúde para que sua vida seja a mais longa possível, e que o bem que o senhor emana continue abençoando essa nossa Minas Gerais tão sofrida e tão necessitada de pessoas como o senhor. Obrigado. O Deputado Luiz Tadeu Leite - Agradecemos ao Deputado Arlen Santiago por sua participação, incorporando-se ao conteúdo desta homenagem. O Deputado Miguel Martini (em aparte) - Obrigado, Deputado Luiz Tadeu Leite. Não sou norte-mineiro, mas sou mineiro. Minas Gerais, presta esta justa homenagem a D. Geraldo Magela e à Arquidiocese de Montes Claros. Lembro-me de que, no lançamento da Década Mundial de Evangelização em Brasília, estava presente o saudoso D. Hélder Câmara, que era um dos conferencistas. Caminhávamos para o almoço, e D. Hélder entrou na fila. Todos correram para tirá-lo da fila, porque todos queriam servi-lo. Ele disse: “Vou permanecer aqui”. E acrescentou: “Um gesto ensina muito mais que muitas palavras”. A campanha da fraternidade lembrou-nos isso há alguns anos, quando dizia que as palavras convencem, mas os exemplos arrastam. No dia de hoje, quando ouvimos tão belos testemunhos de pessoas que tiveram o privilégio de conhecê-lo, D. Geraldo, há mais tempo, vemos que eles apenas fazem justiça àquilo que é sua pessoa. Quando vinha para a Assembléia Legislativa, observava as pessoas cruzando daqui para ali e me perguntava: “Será que cada uma dessas pessoas tem consciência da ação de Deus nesse momento de suas vidas?” Muitas vezes passamos horas a fio sem nos lembrar do que a própria palavra de Deus diz. Se nos faltar a respiração, perecemos. Somos mantidos sempre por um milagre de Deus. A presença da Igreja tem sido um sinal visível de Deus. Tenho o privilégio de ter dois irmãos sacerdotes, uma irmã freira e a honra de ser fundador de uma comunidade de vida e aliança. Certa vez entrou um grupo de seminaristas, e o Reitor, naquela ocasião, disse: “Sei que nem todos sairão daqui como sacerdotes, mas nos sentiremos recompensados se saírem daqui bons cidadãos e bons cristãos”. Tenho certeza, D. Geraldo, de que V. Revma. não tem a exata dimensão de tantos frutos gerados primeiramente a partir do seu testemunho pessoal e, em segundo lugar, pela sua ação evangelizadora no sentido mais amplo que essa palavra possa alcançar. O Papa Paulo VI disse: “A primeira e insubstituível forma de evangelização é o testemunho pessoal”. Então, sinto-me feliz em estar aqui com todos, prestando a V. Revma. essas justas homenagens. Quero dizer também que V. Revma. tem sido esse sinal visível da presença de Deus, enquanto cristão, Bispo e agora Arcebispo responsável por uma província. Parabéns a V. Revma. Acho justo que o povo mineiro renda-lhe essas homenagens. Fico feliz em fazer parte dela. Parabéns, Deputado Luiz Tadeu Leite, pela sensibilidade de V. Exa. ao reivindicar essa sessão. Muito obrigado. A Deputada Elbe Brandão (em aparte) - Gostaria de expressar-me em nome da Diocese de Janaúba e da população do Norte de Minas. Na verdade, D. Geraldo, se, em alguns minutos, pensamos que nosso sertão está esquecido, ao olhar para o senhor temos a certeza de que é construído com a fé cega e a caridade, pontos fundamentais defendidos por nossa Igreja. Com humildade, vemos no senhor imagem muito mais próxima da de Deus. Este é o momento de mostrar a Minas Gerais que o Arcebispo de Montes Claros se posicionou favoravelmente aos designados do Estado, os quais estão à beira de perder seus empregos, depois de trabalharem por 20 ou 25 anos. Atrasei-me um pouco, porque estávamos concluindo um documento que será assinado por todos os Líderes desta Casa e encaminhado ao futuro Governador, Aécio Neves. Contaremos também com o apoio fundamental do Líder do PT, que ora dirige a Casa. Queremos consolidar na Assembléia uma lei, determinando que o tempo de serviço será o primeiro critério para continuar designando e contratando os funcionários públicos do Estado, a fim de que não possamos mais ver uma situação como a de D. Madalena, senhora que, há poucos dias, desmaiou quase nos braços do Governador Itamar Franco, pedindo-lhe piedade. Aquela cena representa a situação de cerca de 70 mil pessoas no Estado. A carta encaminhada pelo senhor por meio desta companheira está registrada na Casa. E, se Minas Gerais conheceu-o por nossa voz, agora é importante que o conheça pessoalmente, por meio da TV Assembléia. É um bravo cavalheiro de Deus, um bravo sertanejo e, mais ainda, sabe fazer com que a alma fale mais do que as palavras, o olhar e o caminhar. Com sua profissão de vida, traz a fé viva de Cristo para todos nós. Obrigada porque o senhor existe e parabéns ao Deputado Luiz Tadeu Leite, por ter proposto esta homenagem. O Deputado Luiz Tadeu Leite - Agradecemos o Deputado Miguel Martini pela felicidade das suas palavras, incorporando-se também a esta homenagem que o povo faz à Arquidiocese de Montes Claros e ao nosso Arcebispo. D. Geraldo, hoje, os padres praticamente já não vestem as batinas brancas como antigamente. Brancas, diáfanas, puras e iluminadas, hoje, são as suas atitudes. As suas ações são o grande exemplo de vida, como o que nos oferecem. O branco da batina esvaiu-se nas vestes, mas impregnou-se em nossas vidas como marca. Marca indelével de grande obra que foi inspirada pelo Altíssimo, cunha fincada nos sertões montesclarenses que significará sempre a marca dos bandeirantes da fé, que foram os primeiros premonstratenses. Deus haverá de conceder-lhe, D. Geraldo, vida longa e feliz, para que continue vendo o efeito miraculoso de suas bondosas ações, razão maior de sua fecunda existência. Muito obrigado.