DEPUTADO JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA (PDT)
Discurso
Comenta a solicitação de inversão da pauta para que o projeto de lei, de
autoria do Governador Itamar Franco, que reduz a carga tributária
incidente na venda de produto têxtil, aços, ferros não planos e artefatos
de cimento, seja votado em segundo lugar.
Reunião
418ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 14ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 10/12/2002
Página 26, Coluna 1
Assunto TRIBUTOS.
Proposições citadas PL 1974 de 2002
Legislatura 14ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 10/12/2002
Página 26, Coluna 1
Assunto TRIBUTOS.
Proposições citadas PL 1974 de 2002
418ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 14ª
LEGISLATURA, EM 4/12/2002
Palavras do Deputado João Batista de Oliveira
O Deputado João Batista de Oliveira* - Sr. Presidente, teríamos
que discutir o requerimento do Deputado Durval Ângelo, mas
acabamos discutindo o mérito do Projeto nº 1.974. Como relator do
projeto e como autor do Substitutivo nº 1, quero esclarecer que o
estudo de impacto financeiro no Estado foi feito num projeto de
autoria da Secretaria da Fazenda. Sou o autor do substitutivo, e o
projeto é do Governador do Estado. A Secretaria já fez todos os
estudos de impacto e viu que Minas Gerais perdeu renda porque as
empresas de pré-moldados não conseguem mais ganhar concorrência
dentro do nosso Estado. Em todas as instalações industriais a
serem feitas em nosso Estado as empresas de São Paulo ganham,
implantam os galpões e vão embora, porque a alíquota é menor. O
mercado de Minas Gerais tem vocação histórica para a siderurgia,
e, no caso do aço, Minas Gerais só consegue vender aqui 30% de seu
consumo; 70% vem da siderúrgica de São Paulo, porque a alíquota de
lá é menor, tornando aquele mercado mais competitivo.
Meu parecer é de junho; o projeto não foi discutido às pressas. O
estudo sobre o impacto financeiro foi feito pela Secretaria da
Fazenda, que é autora do projeto e responsável pela arrecadação do
nosso Estado, inclusive pelo pagamento de todas as suas despesas.
Portanto, é um projeto para que as indústrias voltem para Minas
Gerais, para que continuem pregando em Minas Gerais. A alíquota
alta pode ter três conseqüências: levar as empresas à falência,
para a clandestinidade ou, principalmente, levá-las para o Estado
vizinho, como vem acontecendo. As empresas de Minas Gerais estão
atravessando a fronteira e se instalando no Espírito Santo, no Rio
de Janeiro, em São Paulo e Goiás. Minas Gerais fica com um
discurso moralista que não leva a nada, é como dar um tiro no pé,
atacando o próprio patrimônio.
Esse é o esclarecimento que trago. No momento de discussão do
projeto, teremos mais argumentos a apresentar. Muito obrigado.