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A rotina diária de um casal em quarentena é a temática do espetáculo de dança "Em risco", que será apresentado na quarta-feira (19)
A rotina diária de um casal em quarentena é a temática do espetáculo de dança "Em risco", que será apresentado na quarta-feira (19) - Foto:Guto Muniz/Divulgação
13/08/2020 13h55

Artistas fazem releituras de obras da literatura e da música

Apresentações do Minas Arte em Casa da próxima semana, sempre às 19 horas, também trazem encenações de autoria própria.

Releituras de clássicos da música e do teatro e experimento artístico nas artes cênicas dão a tônica à programação do Minas Arte em Casa da próxima semana. As apresentações serão de segunda-feira (17/8/20) a sexta (21), sempre às 19 horas, pelo Instagram do Assembleia Cultural, pela TV Assembleia e pelo YouTube da ALMG.

A segundas-feira é dedicada à apresentação de música erudita; na terça o público pode assistir a uma atração infantil; a quarta é destinada à cena de dança; a quinta é voltada para uma encenação ao público adulto; e a semana se encerra com música popular, na sexta-feira.

Depois das estreias, os espetáculos continuam disponíveis nas redes sociais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Desde 3 de agosto e até o dia 25 de setembro, os 40 artistas selecionados pelo projeto se apresentarão por meio do Minas Arte em Casa, que integra o programa Assembleia Cultural, visando colaborar no enfrentamento da crise econômica do setor causada pela pandemia da covid-19.

Programe-se para as próximas atrações:

  • Segunda-feira (17): Marcos Flávio interpreta “Pequena fuga”, de Bach

O músico trombonista Marcos Flávio vai interpretar uma das fugas (estilo de composição polifônica) mais conhecidas do alemão Johann Sebastian Bach: “Pequena fuga”. A apresentação será feita em um arranjo para octeto de trombones feito pelo trombonista norte-americano Ron Barron. A peça já foi arranjada para as mais diversas formações, incluindo uma versão orquestral de Leopold Stokowski.

Marcos Flávio é doutor e mestre em Música pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), especialista em Práticas Interpretativas da Música Brasileira e atual presidente da Associação Brasileira de Trombonistas.

Já dividiu o palco com músicos como Maria Schneider, Frank Sinatra Jr., Jeff Rupert, Rosa Passos, Gal Costa, Ivan Lins, Chico Amaral, Ronaldo do Bandolim, Hamilton de Holanda, Dudu Braga, Juarez Moreira, Nivaldo Ornelas, Toninho Horta, dentre outros.

Participa dos grupos Trombominas, Jazz Mineiro Orquestra, Flor de Abacate, Choro de Minas, Happy Feet Jazz Big Band, Zé da Guiomar e Copo Lagoinha.

É professor convidado de festivais no Brasil e no exterior, dentre eles: Festival Internacional de Inverno Domingos Martins, Festival Internacional Sesc-Pelotas e Dia del Trombon em Bucaramanga (Colômbia).

Obras - Tem três álbuns solo e um DVD gravados, sendo eles, respectivamente: “Chorobone”, de 2005, “Trombone geraes”, de 2007, “Coletânia”, de 2014, e “Choro de Minas”, de 2016.

  • Terça-feira (18): “Rapunzel black power”, encenação infantil da Cyntilante Produções

Refletir sobre os estereótipos presentes nas narrativas clássicas infantis, com humor e respeito à diversidade. Com esse propósito, a Cyntilante Produções encena “Rapunzel black power”, um enredo infanto-juvenil protagonizado pela atriz Jai Baptista.

De forma lúdica e bem-humorada, o grupo faz uma releitura da clássica história “Rapunzel”, publicada pela primeira vez em 1815, na Alemanha, e que ficou famosa nos desenhos infantis.

A música da encenação do grupo mineiro foi escrita e composta pelo artista Thelmo Lins para o espetáculo "O que você vai ser quando crescer?", também da Cyntilante Produções. Fernando Alvim Bustamante é o diretor e editor da apresentação para o Minas Arte em Casa.

Formação - A Cyntilante Produções é uma companhia de Belo Horizonte, fundada em 2005 com o objetivo de difundir a cultura por meio do estudo, da pesquisa, da produção, do agenciamento, da exposição e da montagem de espetáculos musicais.

O grupo possui 26 peças para todos os tipos de público, a maioria delas premiada e dedicada a crianças e jovens. Entre as obras estão clássicos como “Rainha da Neve” e “A pequena sereia” e montagens autorais como “Lampiãozinho e Maria Bonitinha”, “A princesa Frida” e “O que você vai ser quando crescer?”.

  • Quarta-feira (19): “Em risco”, espetáculo de dança com No Ar Cia. de Dança

Um casal em quarentena utiliza uma mesa para transcrever sua rotina diária de confinamento, construindo uma prosa cênica que descreve suas angústias e ajustes à nova realidade.

Narrada sobre uma mesa, a vídeo-cena “Em risco” explora os sentidos - literais e figurados - da palavra “risco”, como um traço, uma reta, um rabisco ou uma aventura, um acaso, um perigo.

A coreografia mostra o cotidiano do casal e os acordos necessários para o desenrolar de um dia. Nesse curto diário, é relatada a fragilidade diante dessa situação-limite imposta pela pandemia.

No cenário, os bailarinos e atores Ana Virgínia Guimarães e Sérgio Penna incorporam movimentos suaves, bruscos, equilibrados, desequilibrados e diálogo corporal. A trilha sonora é de Celso Nascimento.

Histórico - A No Ar Cia. de Dança foi criada em 1996 pela dupla Ana Virgínia e Sérgio. Eles utilizam elementos da dramaturgia na dança, tendo como base processos criativos improvisacionais e a busca por movimentos e gestos mais orgânicos.

Ao longo dos anos, a companhia percebeu também que uma recorrente fonte de inspiração está no diálogo com outras linguagens artísticas, como o cinema, a literatura, a música, as artes plásticas.

Por exemplo, os espetáculos “No ar” (2001) e “Città” (2006) foram criados a partir das obras dos cineastas Alfred Hitchcock e Federico Fellini, respectivamente; “Partida” (1996) e “Longe de casa” (2007), a partir de melodias e letras do compositor Tom Waits e “Magnólia” (2017), solo de Ana Virgínia Guimarães, a partir do diálogo com imagens e projeção em vídeo.

Outros trabalhos da companhia são: “Tábua rasa” (2019); “Kurô” (2016); “Rasante” (2014); “Velhos dias verdes” (2008); “Vestígios A3” (2005); “Espelho urbano - bolsas vitae de artes” (2003); “Torno” (2005); “Tangarias” (2004); “Dançando na rua” (1997).

  • Quinta-feira (20): “Insônia”, encenação com Coletivo Intrépido

"Insônia" é um experimento artístico que mescla elementos de leitura dramática com a linguagem audiovisual. É o desdobramento de um processo criativo em que o ator Eduardo Moreira e o dramaturgo Raysner de Paula visam contrapor a ideia de que somos um povo sem memória. O enredo explora narrativas de pessoas que perderam entes queridos no período da ditadura militar no Brasil.

Buscando formas de dialogar com a câmera, os artistas criam a figura de um pai que se vê diante da oportunidade de narrar, num importante veículo de comunicação, tudo que sabe sobre o desaparecimento de sua filha, há mais de 40 anos.

Um texto teatral é escrito e, a partir dele, o ator Eduardo Moreira explora formas de performar essa leitura dramática valendo-se das possibilidades e camadas de significado que o uso da câmera pode acrescentar a essa elaboração artística. A atriz Bárbara Luz traz à cena a leitura de uma carta responsável pelo desfecho da história.

O grupo - O Coletivo Intrépido nasceu em 2015, quando Raysner e Eduardo criaram, com o grupo Maria Cutia, o espetáculo "Ópera de sabão". Em 2016, estrearam o espetáculo “Danação”. Em 2018, apresentaram a dramaturgia “Criatura”, na mostra anual de escrita teatral contemporânea de Belo Horizonte Janela de Dramaturgia. Atualmente os artistas trabalham no projeto por ora denominado “Insônia”.

Os atores - Eduardo Moreira é ator, diretor, integrante e um dos fundadores do Grupo Galpão. Começou sua carreira teatral na Capital mineira, em 1979. Foi dirigido por profissionais como Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes. Assinou a direção do elogiado “Um Molière imaginário” (1997).

Fora do Galpão, Eduardo também já dirigiu outros grupos, como o norte-americano Dell’ Arte Company, o Grupo Clowns de Shakespeare, do Rio Grande no Norte, o Grupo Maria Cutia, de Minas.

No cinema destaca-se sua participação como ator em “Batismo de sangue”, de Helvécio Ratton, “O ano que meus pais saíram de férias”, de Cao Hamburguer, “Antes que o mundo acabe”, de Ana Luiza Azevedo, e “Moscou”, de Eduardo Coutinho.

Raysner de Paula é artista e professor de Teatro. Graduou-se na licenciatura em Teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 2014. Desenvolve trabalhos como pesquisador, dramaturgo, ator e professor de teatro de crianças e jovens. 

É um dos fundadores do grupo Mamãe tá na Plateia, além de transitar por outros grupos e coletivos desenvolvendo trabalhos artísticos como o texto do espetáculo “Danação” (solo de Eduardo Moreira) e o texto do espetáculo “Ópera de sabão”, do grupo Maria Cutia, que recebeu, em 2017, o prêmio de “Melhor texto original” na premiação promovida pelo Sinparc/Copasa.

Bárbara Luz atuou no longa metragem "Unicórnio" (2018), dirigido por Eduardo Nunes; na leitura dramática do texto "Criatura" no festival Janela de Dramaturgia (2018) e na montagem do espetáculo teatral "Ensaio sobre a cegueira", dirigido por Paula Manata (2019).

  • Sexta-feira (21): MPB com Maíra Manga, em “Um canto de casa”

Como o título da apresentação sugere, a cantora Maíra Manga fará uma interpretação intimista de duas canções de autoria do compositor mineiro Sérgio Santos. Na sala de casa, ela cantará "Saíra" e "Raoni, no formato voz e violão, acompanhada pelo próprio Sérgio.

A cantora Maíra Manga iniciou seus estudos no curso de Canto do Centro de Formação Artística do Palácio das Artes. Em seguida, ingressou no curso de licenciatura em Canto pela Universidade Federal de Goiás.

A cantora foi integrante do Secconda Prattica Ensemble - grupo vocal belo-horizontino de práticas interpretativas voltadas para a música barroca e renascentista. Atuou como membro do Coro Sinfônico de Goiânia e como solista do Coro de Câmara da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Em julho de 2016, realizou em Montevidéu, no Uruguai, o show intitulado "Maíra" no Centro Cultural Vissi d ́Art, com repertório de música brasileira.

Em 2017, participou, em Belo Horizonte (Grande Teatro do Sesc Palladium) e no Rio de Janeiro (Teatrodo BNDES), dos shows comemorativos pelos 15 anos do lançamento do disco “Áfrico”.

No mesmo ano, apresentou-se na programação do "Música itinerante", no Cine Teatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte. Em 2018, conquistou por voto popular, o primeiro lugar no edital "Ensaio aberto", do Museu das Minas e do Metal (MM Gerdau), na Capital.


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