Episódios trarão depoimentos de profissionais da saúde que trabalham diretamente no enfrentamento ao coronavírus - Arquivo ALMG

Programa estreia com depoimentos de profissionais da saúde

Linha de Frente, da TV Assembleia, traz relatos comoventes daqueles que têm de lidar com a Covid-19 em seu dia a dia.

11/05/2020 - 17:15 - Atualizado em 13/05/2020 - 15:02

Dar ao espectador uma dimensão do desafio enfrentado pelos profissionais de saúde de Minas Gerais durante o atendimento aos doentes pela Covid-19 nos hospitais. Esse é o objetivo do Linha de Frente, programa produzido pela equipe da TV Assembleia que estreou na última semana.

Com a produção de Helena Câmara, edição de Leandro Matosinhos e reportagem de Cláudia Gabriel, cada episódio trará o depoimento de um profissional da área da saúde que está trabalhando diretamente no enfrentamento ao coronavírus, seja na rede pública ou particular. Serão relatos de várias especialidades, como enfermeiros, auxiliares de enfermagem, médicos, trabalhadores da atenção básica, psicólogos e assistentes sociais.

A ideia para a concepção do programa veio de depoimentos divulgados por profissionais de outros países e que circularam pela internet. “Queremos dar voz a essas pessoas. Saber como estão trabalhando, como estão lidando com seus medos, com suas famílias”, explica a titular da Gerência de Produção, Luciana Guerra.

Os episódios serão lançados semanalmente nos canais oficiais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nas redes sociais e no Portal, com posterior entrada na grade de programação da TV.

Primeiro episódio apresenta relato de enfermeira de Betim

No primeiro programa, a repórter Cláudia Gabriel apresenta o depoimento da enfermeira Marilza Alves de Souza, de 54 anos, mãe de quatro filhos e moradora de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela está trabalhando no pronto-socorro de dois hospitais públicos, num total de 60 horas semanais.

Em seu relato, Marilza conta que o clima é de muito medo e que o espaço de trabalho dos enfermeiros foi totalmente remodelado para o atendimento dos pacientes com sintomas de gripe. Além disso, ocorreram treinamentos e a adaptação aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

“Os equipamentos não são suficientes. Às vezes a gente passa um plantão de 12 horas com uma, no máximo, duas máscaras. Muitos de nós optamos por sair de casa. Meu maior medo não era só morrer, mas também matar minha filha, que tem asma. Fiz um arrocho no orçamento e aluguei um apartamento onde estou ficando, em prol de uma boa causa, que é a saúde da minha filha”, reforçou a enfermeira.

Assista ao primeiro episódio: