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Um dos pontos abordados na reunião foi a redução de mortes no trânsito na Capital, entre 2010 e 2015
Um dos pontos abordados na reunião foi a redução de mortes no trânsito na Capital, entre 2010 e 2015 - Foto: Sarah Torres
O selo comemorativo Maio Amarelo, um dos símbolos do movimento, foi lançado durante a reunião
O selo comemorativo Maio Amarelo, um dos símbolos do movimento, foi lançado durante a reunião - Foto: Sarah Torres
Regulamentação de norma com regras para o trabalho de motoboys foi sugerida por Ronaro
Regulamentação de norma com regras para o trabalho de motoboys foi sugerida por Ronaro - Foto: Sarah Torres
Erros humanos provocam mais mortes no trânsito
Maio Amarelo reforça preocupação da ALMG com a violência no trânsito
15/05/2018 18h11

Maio Amarelo busca conscientizar sobre violência no trânsito

Evento na ALMG lança selo comemorativo de campanha que adota como lema: Nós somos o trânsito.

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Vistas muitas vezes com certo ceticismo, campanhas educacionais de trânsito funcionam e devem ser reforçadas. Foi a conclusão de vários participantes de reunião realizada nesta terça-feira (15/5/18), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para divulgação do Movimento Maio Amarelo, para redução da violência no trânsito. A reunião foi organizada pela Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas, por iniciativa de seu presidente, deputado Fábio Cherem (PDT).

Durante o encontro, com o apoio dos Correios, foi lançado o selo comemorativo Maio Amarelo, um dos símbolos do movimento. A campanha está em sua quinta edição e, para o coordenador do Grupo de Pesquisa, Saúde e Violência no Trânsito da Faculdade de Medicina da UFMG, Ronaro Ferreira, já trouxe bons resultados, ao menos para Belo Horizonte.

De acordo com Ronaro, foi grande a redução de mortes no trânsito na Capital, entre 2010 e 2015. O número de falecimentos nos locais de acidentes caiu de 262 para 151, em cinco anos.

“Isso trouxe uma economia de R$ 178 milhões para Minas Gerais e mostra que é possível reduzir o número de acidentes, mesmo com o aumento da frota”, afirmou o pesquisador.

A necessidade de redução ainda é grande. Comandante do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres do Corpo de Bombeiros, o tenente-coronel Eduardo Gomes da Silva lembrou que o Brasil é o quarto país com maior número de mortes no trânsito.

O dado está em pesquisa divulgada pelo Instituto Avante Brasil, com base em estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) relativos a 2010. O Brasil só perde para China, Índia e Nigéria, ficando à frente dos Estados Unidos, que tem uma frota bem maior.

Para o deputado Fábio Cherem, o Poder Legislativo tem dado sua contribuição, acabando com a tolerância ao álcool no trânsito e elevando os valores das multas.

No entanto, a modernização das vias rodoviárias e a maior potência dos veículos têm favorecido, em sua avaliação, o comportamento menos responsável dos motoristas. “Por isso é importante o lema desta quinta campanha: ‘Nós somos o trânsito’”, declarou o parlamentar.

Representante do Poder Público do Movimento Maio Amarelo em Minas Gerais, a coordenadora da Educação para o Trânsito do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (Deer-MG), Rosely Fantoni, disse que o tema da campanha se encaixa muito bem ao momento de “corrupção social” que vivemos no Brasil.

“Não existe Estado ético se a população não age eticamente”, afirmou Rosely. Ela pediu o apoio da Assembleia para que as campanhas de conscientização possam contar com mais recursos.

ALMG - O Parlamento mineiro aderiu à campanha Maio Amarelo em carta de compromisso assinada em 9 de maio de 2016. Antes, ainda em 2012, a ALMG realizou o Ciclo de Debates Siga Vivo - Pelo Fim da Violência no Trânsito, que teve oito encontros regionais e ainda uma etapa final na Capital. Ao longo das discussões foram recolhidas cerca de 180 sugestões para diminuir a violência no trânsito, consolidadas em um documento final.

Participantes sugerem modificações na legislação

Durante a reunião, foram feitas algumas sugestões para aperfeiçoamento da legislação relacionada ao trânsito. Ronaro Ferreira, por exemplo, solicitou que a ALMG estude se é possível regulamentar, em nível estadual, a norma federal que estabelece regras para o trabalho dos motofretistas, ou seja, os chamados motoboys.

O deputado Fábio Cherem disse acreditar que essa regulamentação deva ocorrer em nível municipal, mas determinou que seja analisada tecnicamente a possibilidade de uma norma estadual.

O chefe da Coordenação de Operações Policiais do Departamento de Trânsito do Estado de Minas Gerais (Detran-MG), Cláudio Moreira, sugeriu que a Assembleia inclua a educação para o trânsito na grade curricular. O presidente da comissão parlamentar também determinou que se avalie a viabilidade legal dessa regulamentação.

Outros representantes relataram providências recentes para reforçar o combate à violência no trânsito. O comandante de Policiamento Rodoviário da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Ledwan Salgado Cotta, disse que a corporação criou, em 27 de abril, o Comando de Policiamento Rodoviário, com o objetivo de coordenar e padronizar as ações realizadas em todo o Estado.

Claúdio Moreira, do Detran, lembrou que a população pode contar com um plantão 24 horas da Divisão de Crimes de Trânsito. Ele admitiu que o serviço apresenta filas, uma vez que a mesma equipe cuida do roubo de veículos e de acidentes com vítimas, mas afirmou que há um esforço para ampliar o efetivo de atendimento.

HPS - Já o gerente assistencial Marcelo Lopes, do Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, disse que a instituição luta para manter o atendimento de qualidade às vítimas do trânsito, apesar da crise financeira que enfrenta.

Segundo ele, há pacientes em estado vegetativo no hospital, já há dois anos, que custam R$ 3,5 mil diários para a instituição. Ele também solicitou apoio da Assembleia para enfrentar a situação.

Um tipo de acidente que tem se tornado mais frequente, segundo Lopes, é o de pessoas atropeladas por estarem observando o celular enquanto atravessam ruas. Ronaro Ferreira completou que 20% dos acidentes acontecem por simples falta de atenção. “Por isso a importância de se repetir essas campanhas de conscientização”, concluiu.

Consulte o resultado da reunião.


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