Deputados também querem debater carteira de identificação, que facilitaria atendimento a autistas

Comissão quer visitar ambulatório em Uberlândia

Conforme requerimento aprovado nesta terça (24), o local estaria inadequado ao uso de pessoas com deficiência.

24/04/2018 - 19:06

Visitar o Ambulatório Amélio Marques da Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é o objetivo de um dos três requerimentos aprovados nesta terça-feira (24/4/18) pela Comissão da Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Segundo o autor do pedido, deputado Arnaldo Silva (DEM), a infraestrutura do ambulatório está precária. Ele apontou que, nos 30 anos de existência da instituição, nunca foi realizada uma reforma para adequar o espaço e torná-lo acessível às pessoas com deficiência. “Os banheiros não têm absolutamente nenhuma condição de uso, muito menos para as pessoas com deficiência”, ressaltou. 

Além desse requerimento, a comissão aprovou outros dois assinados pelo seu presidente, deputado Duarte Bechir (PSD). Com o primeiro, o parlamentar busca discutir, em reunião com convidados, as ações afirmativas de inclusão da pessoa com transtorno do espectro autista (TEA). Ele também quer debater nessa reunião a criação da carteira de identificação da pessoa autista, documento que poderia agilizar atendimentos às pessoas com TEA em órgãos públicos, por exemplo.

Com o segundo requerimento, Duarte Bechir visa conhecer em audiência pública o trabalho desenvolvido pela Associação de Apoio à Deficiência Nossa Senhora das Graças (Agraça).

Denúncia - Ainda durante a reunião desta tarde, Fabiana Cruzelina da Silva, de 40 anos, com deficiência mental, denunciou à comissão supostas agressões que estaria sofrendo. De acordo com ela, os seus pais a agrediriam tanto de forma verbal quanto fisicamente. Fabiana ainda afirmou que a justiça se omitiria em ampará-la.

O deputado Duarte Bechir convidou Fabiana a comparecer novamente na reunião da comissão no dia 8 de maio, quando ele se comprometeu a relatar o caso a um defensor público. Por sua vez, ela assegurou que trará testemunhas à comissão, como seu irmão que teria presenciado as agressões.

Consulte o resultado da reunião.