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Dalila falou sobre indicadores para avaliar o ensino dos estabelecimentos escolares públicos e particulares
Dalila falou sobre indicadores para avaliar o ensino dos estabelecimentos escolares públicos e particulares - Foto: Luiz Santana
28/02/2018 17h37

Comissão endossa indicação para o Conselho de Educação

Em arguição pública, Dalila Oliveira destaca sua experiência no setor como um diferencial para atuar no órgão.

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A indicação do governador Fernando Pimentel de Dalila Andrade Oliveira para o Conselho Estadual de Educação recebeu, nesta quarta-feira (28/2/17), parecer favorável da comissão especial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) criada para analisá-la. A relatora foi a deputada Celise Laviola (PMDB).

Durante a sabatina promovida pelos parlamentares, Dalila discorreu sobre sua experiência profissional e sobre temas relacionados à educação pública. Graduada em ciências sociais e mestre em educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ela possui doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorados pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e pela Universidade de Montreal, no Canadá, na mesma área.

Professora titular da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMG, Dalila destacou seu trabalho de quase três décadas relacionado às políticas públicas do setor, à gestão escolar e ao trabalho docente como um diferencial para desempenhar suas atividades no conselho, que tem como missão promover a regulação da educação no Estado.

Nesse sentido, ela ressaltou seu conhecimento sobre os exemplos positivos e as principais falhas dos programas que compõem essas políticas públicas e sua participação em fóruns e eventos sobre diversos temas da educação, principalmente no período em que presidiu a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped).

Valorização - Questionada pela deputada Celise Laviola, Dalila também abordou a necessidade de valorização dos profissionais da educação, um problema nacional, como definiu. Para ela, é preciso maior atenção com a formação dos professores e ofertar bons salários, para atrair profissionais mais qualificados.

Dalila ponderou, no entanto, que os professores são injustamente responsabilizados por todas as mazelas da educação pública. “Boa parte do desempenho dos estudantes depende da sua vida extra-escolar, como alimentação e ambiente familiar”, exemplificou.

Indicada faz ressalvas à reforma do ensino médio

Em relação à reforma do ensino médio, promovida pela Lei Federal 13.415, de 2017, a professora se disse a favor da adaptação do modelo brasileiro, mas não da maneira com que foi feita.

Como principais problemas do ajuste realizado pelo governo federal, ela citou a falta de discussão com a sociedade, a possibilidade de contratação de profissionais sem formação em educação para atuar nas escolas e duas ações que poderiam, no seu entender, até ser positivas: a oferta de ensino integral e a flexibilização dos currículos.

A sua ressalva a essas medidas se dá pelo fato de que serão ofertadas apenas 500 mil vagas para o ensino integral no País, em um contingente de cerca de 8 milhões de matrículas no ensino médio. Ela também lembrou a dificuldade que a maioria das escolas brasileiras terão para oferecer todos os eixos formativos propostos pelo governo para que o aluno opte por um deles.

Indicadores - Por fim, Dalila teceu considerações sobre indicadores usados para avaliar o sistema de ensino dos estabelecimentos escolares públicos e particulares. Ela elogiou, por exemplo, a decisão do Ministério da Educação de proibir a divulgação de resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por escola.

Algumas escolas estavam criando CNPJs diferentes para separar, de forma fictícia, os melhores alunos dos demais. Assim, teoricamente, uma escola abrigava somente estudantes com boas notas no Enem e usava seus resultados para propagandear grandes níveis de aprovação no exame. Aqueles com notas inferiores ficavam sob responsabilidade de outra unidade, apesar de todos estudarem na mesma escola.

Dalila também acredita ser um erro considerar apenas o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) como indicador de qualidade desse segmento. Isso porque, segundo ela, essa ótica de avaliação exclui fatores como as condições de vida dos estudantes e a satisfação dos profissionais do setor.

Consulte o resultado da reunião.


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