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O AVC mata alguém no mundo a cada 6 segundos, o que torna a doença a mais grave e silenciosa de que se tem conhecimento
O AVC mata alguém no mundo a cada 6 segundos, o que torna a doença a mais grave e silenciosa de que se tem conhecimento - Foto: Ricardo Barbosa
Albert Louis Bicalho sugeriu projeto de lei para implantar unidades vasculares nas macrorregionais de saúde do Estado
Albert Louis Bicalho sugeriu projeto de lei para implantar unidades vasculares nas macrorregionais de saúde do Estado - Foto: Ricardo Barbosa
Sociedade Brasileira de Neurologia defende maior atenção ao acidente vascular cerebral
Especialistas defendem assistência adequada para evitar mortes por AVC
26/10/2017 13h54

AVC mata 10 mil pessoas todos os anos em Minas

Médicos e especialistas defendem mais recursos públicos para prevenir a doença.

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O acidente vascular cerebral (AVC) é responsável por mais de 100 mil mortes por ano no Brasil. A estatística foi apresentada por médicos e especialistas aos deputados da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em audiência pública nesta quinta-feira (26/10/17). A atividade, que atendeu a requerimento do presidente da comissão, deputado Carlos Pimenta (PDT), foi motivada em razão do Dia Mundial do AVC (29 de outubro).

O neurologista Gustavo Daher confirmou que as estatísticas são mesmo assustadoras. Segundo ele, uma a cada seis pessoas no mundo, independente dos fatores de risco, vai sofrer um AVC em algum momento da vida.

Diante disso, defendeu que o problema seja encarado com a sua devida importância. “São 10 mil mortes por ano em Minas Gerais e outros milhares casos de incapacitação física ou neurológica provocados pela doença. Nosso maior desafio é vencer o descaso da sociedade, que desconhece ou tem medo de conhecer o AVC”, alertou.

O médico destacou, também, que falta capacitação no sistema de saúde e que os hospitais não estão preparados para receber as vítimas da doença. Ele acrescentou que a cada 6 segundos o AVC mata alguém no mundo, o que torna a doença a mais grave e silenciosa de que se tem conhecimento.

“O impacto econômico do AVC é muito alto, uma vez que traz complicações e tratamentos de reabilitação caros. Cerca de 90% dos casos poderiam ser evitados”, salientou Gustavo Daher .

A presidente da Associação Mineira do AVC (Amavc), Sandra Issida Gonçalves, reforçou que a realidade é dura e cruel e assola inclusive crianças e adolescentes. De acordo com ela, a doença acomete qualquer um sem aviso prévio e a falta de informações aumenta a gravidade do problema.

Especialistas pedem mais investimentos públicos

O neurologista da Santa Casa de Belo Horizonte, Albert Louis Bicalho, acredita que o AVC seja o maior problema de saúde pública do País. Isso porque, além dos números conhecidos já serem alarmantes, imagina-se que existam outras vítimas não registradas ou sub-diagnosticadas.

Diante desse cenário, solicitou mais investimentos públicos, uma vez que a própria Santa Casa tem um centro de referência de tratamento de AVC que depende de doações privadas.

“Atendemos cerca de 2 mil pessoas ao ano com a doença. Desse total, 30% morre, apesar de todo o esforço. Não há valorização profissional, por isso proponho que seja elaborada uma lei para implantar unidades vasculares em todas as macrorregionais de saúde do Estado”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais, Eder Luciano Vaz dos Santos, fez coro ao pedido por mais recursos públicos para prevenção e tratamento da doença.

Segundo ele, mais de 70% das pessoas com sequelas não têm acesso ao tratamento adequado. “Não devemos apenas evitar as mortes, mas também proporcionar mais qualidade de vida aos que ficaram total ou parcialmente incapacitados”, pontuou.

Gestão – O neurocirurgião Cleverson Martins Kill ponderou que não basta apenas solicitar mais recursos. Para ele, é preciso pensar em uma gestão que evite desperdícios e garanta a eficácia no atendimento.

Ele relatou que, dos pacientes atendidos em unidades de pronto atendimento (UPAs), cerca de 60% não são recebidos adequadamente, pela falta de capacitação dos profissionais e pela carência de estrutura. Além disso, lembrou que o custo do tratamento da doença, que tem gastos com medicamentos, internações e tempo dos profissionais, é muito alto.

Doença afeta pessoas em todo o mundo

Segundo o deputado Carlos Pimenta, cerca de 6 milhões de pessoas morrem no mundo anualmente vítimas de AVC. No Brasil, a cada 5 minutos morre uma pessoa em decorrência do AVC, o que faz da doença a segunda principal causa de óbitos no País.

“Há tratamento. As primeiras quatro horas são fundamentais e podem salvar as pessoas, por meio do uso de medicamentos. Para se ter uma ideia, é possível reverter em até 80% as sequelas e mortes”, disse Carlos Pimenta.

O parlamentar lamentou, ainda, a ausência de representante do Governo do Estado na reunião e afirmou que a Assembleia fará novas campanhas de conscientização.

Na avaliação do deputado Antônio Jorge (PPS), os maiores desafios são a conscientização, a capacitação e a informação. “O AVC deve ser prioridade nas políticas de saúde pública”, alertou. Ele sugeriu, também, que seja criado um grupo de trabalho que auxilie a Assembleia a construir uma lei estadual específica sobre a doença.

Requerimento – Ao final, foi aprovado pedido de audiência pública, do deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), com o objetivo de debater a situação econômica dos municípios no que tange ao financiamento de políticas de saúde, assim como a dívida do Estado com as prefeituras.

Consulte o resultado da reunião.


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