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Deputados se reuniram com famílias acampadas no local e ouviram pessoas que foram alvejadas no ocorrido
Deputados se reuniram com famílias acampadas no local e ouviram pessoas que foram alvejadas no ocorrido - Foto: Glaucia Gonçalves/Gabinete do deputado Rogério Correia
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Deputados apuram denúncias sobre suposta emboscada em fazenda
12/04/2017 18h42

Deputados verificam situação de acampamento em Capitão Enéas

No último domingo (9), integrantes do MST foram baleados ao se dirigirem à sede de fazenda ocupada no Norte de Minas.

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A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) visitou, nesta quarta-feira (12/4/17), o acampamento Alvimar Ribeiro, localizado na fazenda Norte América, no município de Capitão Enéas (Norte de Minas). No último domingo (8), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) teriam sido vítimas de uma emboscada quando se dirigiam a uma reunião com os administradores da propriedade.

Segundo testemunhas, representantes do acampamento foram baleados por funcionários da fazenda. Dois homens foram presos, suspeitos de terem cometido o crime, e foram apreendidas armas e munições pela Polícia Militar.

Empregados dos donos da propriedade, no entanto, alegam que os sem-terra caminhavam, armados, para a sede da fazenda para fazer uma ocupação, quando houve o conflito.

Os deputados petistas Cristiano Silveira, presidente da comissão, Rogério Correia, 1º-secretário da ALMG, Paulo Guedes e Doutor Jean Freire se reuniram com famílias acampadas no local. Eles ouviram, inclusive, três pessoas que foram alvejadas e duas crianças atingidas de raspão pelas balas.

“Não podemos permitir que jagunços tenham voz e ditem o que fazer aqui em Minas Gerais”, afirmou Rogério Correia. “Queremos que os autores dos disparos sejam identificados e que eles respondam de acordo com a lei. Também solicitamos que a Polícia Militar garanta a segurança das famílias que estão na fazenda, para que episódios como esse não voltem a ocorrer”, acrescentou Cristiano Silveira.

O parlamentar também informou que a Justiça, ao conceder liminar pela reintegração de posse da fazenda, ocupada desde janeiro por cerca de 650 famílias do MST, não considerou um contrato de comodato (uma espécie de empréstimo para a exploração da terra) entre os sem-terra e os proprietários. O Ministério Público solicitou, formalmente, que a decisão seja revista, por meio da análise do documento.

Também compareceram à visita o secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, Professor Neivaldo, representando o Governo de Minas, e Afonso Henrique de Miranda, procurador de justiça da área especializada em conflitos no meio rural.

Audiência - A Comissão de Direitos Humanos já havia aprovado uma audiência pública sobre o ocorrido, a ser realizada na ALMG, para que seja apresentado um balanço dos encaminhamentos cobrados das autoridades após o incidente.


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