Servidores da Imprensa Oficial lotaram a galeria do Plenarinho IV, contrários ao PL 3.511/16, que extingue a autarquia e passa suas funções para a SECCRI

Projetos da reforma administrativa são retirados de pauta

Proposições seriam analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça, em reunião nesta quarta (1º/6).

01/06/2016 - 13:55 - Atualizado em 01/06/2016 - 16:34

Com a presença de servidores da Imprensa Oficial de Minas Gerais, que lotaram a galeria do Plenarinho IV, contrários ao Projeto de Lei (PL) 3.511/16, do governador, foi realizada a reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira (1º/6/16). Esse projeto, que extingue a autarquia e passa suas funções para Secretaria de Estado de Casa Civil e Relações Institucionais (SECCRI), e outros que tratam da reforma administrativa, estavam na pauta, o que gerou discussão entre os parlamentares.

De um lado, a oposição questionava os projetos na pauta, já que havia acordo de líderes para não serem apreciados. Do outro, deputados da base explicavam que as proposições seriam retiradas, mas que a reunião da comissão precisava acontecer para analisar outras matérias de parlamentares, que perderiam prazo regimental.

Os deputados João Leite (PSDB), Sargento Rodrigues (PDT), Dalmo Ribeiro Silva (PSDB) e Bonifácio Mourão (PSDB) destacaram o acordo para não analisar nesta data os projetos da reforma administrativa. Para eles, as matérias precisam de amplo debate com servidores, governo e deputados, para continuar sua tramitação na ALMG. Muitos solicitaram a retirada da urgência das matérias que estão com esse pedido. Em relação ao PL 3.511/16, Dalmo Ribeiro Silva solicitou que seja retirado de tramitação.

Já os deputados Leonídio Bouças (PMDB) e Rogério Correia (PT) explicaram a necessidade da reunião para analisar outras matérias, exceto as da reforma. Rogério Correia, Celinho do Sintrocel (PCdoB) e Isauro Calais (PMDB) elogiaram a mobilização dos servidores da Imprensa Oficial.

Isauro Calais também defendeu a retirada da urgência das proposições que tratam da reforma administrativa, para possibilitar um debate mais amplo. Debate esse que está aberto aos servidores, segundo Rogério Correia, e aos deputados, que têm, nesta quinta (2/6), reunião de líderes a respeito dessas proposições.

Consulte o resultado da reunião.