Foram pesquisados os preços de 159 itens em 16 estabelecimentos da Capital - Arquivo/ALMG

Inflação dispara nos supermercados de BH

Pesquisa do Procon Assembleia constata aumento médio de 3,5% entre janeiro e fevereiro.

05/02/2016 - 15:14

Pesquisa do Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nos supermercados de Belo Horizonte constatou alta média de 3,50% no início de fevereiro, na comparação com o levantamento feito no mesmo período mês anterior. Isso é mais que o dobro da inflação oficial de janeiro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA), que foi de 1,27%, segundo o IBGE. Entre os dias 1º e 2/2/16, foram pesquisados os preços de 159 itens em 16 estabelecimentos da Capital.

Consulte a pesquisa completa de preços em supermercados.

A análise por grupo mostra que os produtos de higiene (21 itens pesquisados) apresentaram a maior alta média, com 7,21%. Em seguida vêm os artigos de limpeza (33 itens), com 3,63%, e os de alimentação (105 produtos), com 2,66%. Os maiores reajustes ocorreram em determinadas marcas de feijão carioquinha tipo 1, com 45,46%, de sabão de coco, que subiu 35,60%, de vinagre de maçã (alta de 31,70%), de água sanitária (24,55%) e de creme dental (23,45%). A pesquisa constatou reduções de preços também, principalmente no caso do vinagre de vinho (-18,35%), biscoito wafer (-17,48%) e água sanitária (-6,87%).

Outro dado que se destaca na pesquisa é a variação no preço de um mesmo produto em supermercados diferentes. Dependendo do estabelecimento visitado, a diferença passa de 120%, como são os casos do sal refinado (123,26%) e do sabão em pó (120,37%).

Cimento - O Procon Assembleia pesquisou também os preços de seis marcas de cimento na Capital e Região Metropolitana. A alta média do produto chegou a 2,92%. Os pesquisadores consultaram os preços praticados em 73 estabelecimentos nos dias 3 e 4/2/16. Os que mais encareceram foram os de secagem rápida das marcas CSN e Nacional.

Consulte a pesquisa completa de preços de cimento.

Na análise do comportamento dos preços por região, as maiores altas médias ocorreram na Leste (7,46%) e na Centro-Sul (3,11%). Por outro lado, foram constatadas reduções nas regiões Nordeste (-0,93%) e Norte (-0,47%).