Deputados visitam locais afetados por desastre em Mariana

Integrantes da Comissão Extraordinária das Barragens vão a Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Barra Longa.

29/01/2016 - 11:22

As três principais localidades afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015, serão visitadas pelos deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta segunda-feira (1º/2/16). A barragem fica na área da Mina Germano, da Samarco Mineração S/A, empresa controlada pelo grupo Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton. Os integrantes da Comissão Extraordinária das Barragens visitam o distrito de Bento Rodrigues às 9 horas; o distrito de Paracatu de Baixo às 11 horas; e o município de Barra Longa às 15 horas. O requerimento é de autoria do presidente da comissão, deputado Agostinho Patrus Filho (PV).

O distrito de Bento Rodrigues, que pertence a Mariana (Região Central), foi o mais afetado pelo desastre. Quase todas as residências foram destruídas e mesmo as que ficaram de pé não podem voltar a ser ocupadas. Cerca de 600 pessoas viviam ali e agora estão vivendo em imóveis alugados pela Samarco. Apesar de não terem sido varridos do mapa, como Bento Rodrigues, o distrito de Paracatu de Baixo (também em Mariana) e o município de Barra Longa foram duramente atingidos e ainda não voltaram à normalidade.

Verificar a situação das famílias que viviam nessas localidades é o principal objetivo da visita desta segunda-feira (1º/2), segundo o relator da Comissão Extraordinária, deputado Rogério Correia (PT). “Já se passaram mais de 90 dias e as coisas não estão resolvidas para os atingidos. Os de Bento Rodrigues continuam morando de aluguel e querem uma moradia definitiva. A mesma coisa ocorre com moradores de Paracatu de Baixo. Já Barra Longa virou um grande canteiro de obras, com máquinas para todo lado. Precisamos agilizar essas providências”, afirma o deputado Rogério Correia.

O desastre em Mariana liberou 32 milhões de metros cúbicos de lama com rejeitos de minério, que mataram 19 pessoas, poluíram 663 quilômetros de três rios (Doce, Gualaxo do Norte e do Carmo) e arrasaram 1.469 hectares de vegetação. O presidente da comissão, deputado Agostinho Patrus Filho, se disse preocupado com a possibilidade de um acordo entre os governos Federal, Estadual e as empresas, no que se refere à criação de uma fundação privada que faria a gestão dos recursos para tratar da reparação dos danos. Para ele, essa reparação é uma obrigação da empresa, que não deve ser repassada a uma fundação.