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Oposicionistas questionaram o diagnóstico da situação do Estado apresentado pelo governador Fernando Pimentel
Oposicionistas questionaram o diagnóstico da situação do Estado apresentado pelo governador Fernando Pimentel - Foto: Willian Dias
Os deputados Rogério Correia e Durval Ângelo apontaram as fontes do diagnóstico do governo
Os deputados Rogério Correia e Durval Ângelo apontaram as fontes do diagnóstico do governo - Foto: Guilherme Dardanhan
16/04/2015 16h35

Deputados divergem sobre a situação do Estado

Parlamentares da base e da oposição apresentam posicionamentos diferentes sobre diagnóstico apresentado pelo governo.

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Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (16/4/15), deputados da base e da oposição apresentaram posicionamentos diferentes sobre a realidade do Estado. De um lado, integrantes do Bloco Verdade e Coerência (DEM, PDT, PP, PSDB e PTB) questionaram o diagnóstico da situação do Estado apresentado pelo governador Fernando Pimentel (PT) e apresentaram um relatório com diferentes indicadores. Em seguida, o líder do Governo na Assembleia, deputado Durval Ângelo (PT), e o deputado Rogério Correia (PT) rebateram as críticas da oposição e reafirmaram os dados apresentados pela auditoria nas contas do Estado.

O líder do Bloco Verdade e Coerência, deputado Gustavo Corrêa (DEM), questionou a ausência de fonte nos dados utilizados para compor o diagnóstico e anunciou que, na próxima semana, será lançado o site “Observatório MG”. Nele, o bloco vai publicar questionamentos sobre o estudo realizado pelo governo petista. Futuramente, o site terá também o objetivo de divulgar informações sobre os 12 anos de gestão do PSDB em Minas Gerais e fiscalizar a realização dos compromissos assumidos pelo governador Fernando Pimentel durante a campanha eleitoral.

Entre os índices questionados pela oposição, estão o aumento da violência, os gastos com a Cidade Administrativa e a dívida do Estado. Sobre a violência, o bloco defendeu que, ao contrário do que foi divulgado, Minas Gerais tem o 4º menor índice de homicídios do País e que houve uma redução de 21,5% na taxa de crimes violentos e de 21,7% na taxa de crimes contra o patrimônio no Estado. Sobre a construção da Cidade Administrativa, os deputados do bloco apontaram uma economia de R$ 447,2 milhões, entre 2011 e 2014, com a transferência da sede do Governo do Estado.

O deputado Gustavo Corrêa disse que o Orçamento 2015, aprovado pela ALMG em março, foi encaminhado pelo governo anterior e que foram necessários ajustes por causa da retração da economia nacional. Ele acusou o governo atual de omitir uma receita de R$ 1,5 bilhão, conforme denúncia feita pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual (Sindifisco-MG). Já sobre a dívida do Estado, os parlamentares afirmaram que aproximadamente 85% da total corresponde a débitos com o Governo Federal, que cobra juros abusivos, segundo eles. Por fim, eles afirmaram também que o governo passado não paralisou obras.

Além do deputado Gustavo Corrêa (DEM), participaram da coletiva os deputados Gustavo Valadares (PSDB), Duarte Bechir (PSD), João Leite (PSDB), Dilzon Melo (PTB), Sargento Rodrigues (PDT), Carlos Pimenta (PDT), Alencar da Silveira Jr. (PDT) e Gil Pereira (PP).

Base governista rebate acusações

O líder do Governo na Assembleia, deputado Durval Ângelo, rebateu as críticas da oposição em relação à ausência de fonte nos dados apresentados no diagnóstico. O parlamentar ressaltou que a fonte central dos dados é o Orçamento aprovado pela ALMG, que foi alterado por apresentar inicialmente dados irreais, segundo ele.

Sobre a Cidade Administrativa, o deputado Durval Ângelo apontou o aumento no gasto com aluguéis em Belo Horizonte, que saltou de R$ 13,3 milhões para R$ 66 milhões. Já sobre a violência, ele reiterou o crescimento de 52,7% no número de homicídios e disse que Minas Gerais é o 8º Estado mais violento do País. Ele destacou ainda que os dados são do Ministério da Justiça.

Em relação à dívida do Estado, o líder do Governo ponderou que a renegociação foi realizada no governo Eduardo Azeredo e que não trouxe bons resultados para Minas, já que a dívida teve aumento expressivo. O deputado Durval Ângelo também afirmou que a paralisação nas obras dos hospitais e estradas estaduais teve início em 2014. O parlamentar negou ainda a omissão de receita, como afirmou o Bloco Verdade e Coerência.

O deputado Rogério Correia defendeu a criação de uma comissão especial na Assembleia para aprofundar o diagnóstico das contas públicas. De acordo com o parlamentar, a comissão será importante para identificar a origem do déficit e também para sugerir melhorias para o Estado.


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